Andre guide
Agora o sol despontou no oceano, só porque você quis assim. Os raios vão cozinhando em fogo brando, desentupindo os enganos, só porque você está a fim.
Sou mentiroso por gosto e agora tenho você por inteira preenchendo meu interno na mente e corpo; No externo somente a vejo, é só um carnal desejo... Enfim, já disse: Sou mentiroso!
Um dia quando eu era bem menor do que sou hoje, imaginando descobri que a lua era o dentão do espaço banguela. Um baita dentão redondo, diferente dos nossos porque mordia de todos os lados. E ele sumia de dia porque passava o tempo todo mastigando asteroides e mordendo rabos de cometa e por isso quando a noite chegava, o dentão estava amarelo. Então aqueles milhares de moradores que viviam no mundo da lua, os lunáticos, começavam a escovar o enorme dente bem ligeiro e em pouco tempo ele ia ficando branquinho, branquinho até o fim da noite, quando a lua ia de novo morder o universo. Ah! Se alguém falar que não é verdade porque já olharam a lua de noite e não viram nada é porque esqueci de contar: Os lunáticos eram tão pequenininhos que não apareciam no telescópio.
Por livre e espontânea vontade exponho-me. Ponho-me a entender o assombro de que não há sempre certeza para toda a verdade.
O amor... Acho que sempre me alongo quando escrevo sobre esse tema. Vou e venho no trapézio e na cena ao som de um zepelim e seu gongo.
Só tem duas vezes que penso em ser vegetariano... Acima do peso na churrascaria ou fazendo faxina geral no fogão.
Não tenho muito tempo para o amor,porque estou sempre assim contra o tempo e sem meu próprio pensamento sendo assim ñ tenho tempo..
É bem mais simples amar do que odiar. Para amar
basta sorrir, abraçar e ser feliz. Já odiar você tem que,
a todo momento arranjar uma razão ou lembrar um motivo...
Não existe nada mais simples e sofisticado que um sorriso. Ele transforma semblantes, preenche vazios, desperta alegria, consome tristezas e, acima de tudo inspira a vida.
Já percebeu que normalmente quem discute a relação não discute, apresenta um monólogo a uma plateia muda que se faz de surda?
Viver é uma viagem. Alguns são hoteleiros que abrigam as pessoas, outros constroem estradas e pontes e, no meio do caminho, belvederes para usufruir de paisagens maravilhosas, uns poucos se instruem para contar as histórias e curiosidades de cada lugar, tem os que consertam pneus, outros preparam receitas maravilhosas para serem apreciadas e tem a maioria que passa a vida como turista... Que passam na vida como turistas.
Não acredito que amor morra. Acredito sim, que adormeça. Então sugiro amarrar-mos sininhos para que ele fique desperto, sininhos nas nossas atitudes tanto nas que tomamos quanto nas que esquecemos, como fazer um carinho, mandar flores, conversar, contar o que fez, o que sonhou, os tropeços do dia, as vitórias conquistadas. Colocar sininhos também nas caras fechadas, nos olhos bravos, na voz alta e um bem grande no silêncio, porque este, quando não diz nada, pode estar sendo entendido de forma errada. Não estou dizendo para sermos vaquinhas com sinos pendurados e mecanicamente tornando atitudes, estou sugerindo alarmes para escutarmos o que por costume, não estamos mais enxergando antes que de repente o estrondo da badalada de um enorme sino no teu ouvido te acorde de sonhos maravilhosos que estava, sonolento, vivenciando.
Às vezes a saudade de quem partiu é uma lembrança presente, inocente e linda. Veja a luz das estrelas. Algumas provavelmente não existem há séculos, e ainda assim iluminam e alegram nossas noites.
Entre uma nota e outra estão implícitas tantas lágrimas de alegria, tantos choros de despedida, tantos sonhos de conquistas.
Quando ouço dedilhar aquela música ao luar nem sei o que fazer, porque não quero e não vou chorar.
Posso então dizer que é o orvalho no olhar, mas é lembranças, lembranças de amar, de amar...
Toque outra vez, toque de novo, toque o velho, toque no novo que eu traduzo estas notas e escrevo nova letra na música nada lenta deste tempo que não perdoa, não esquece e só, só voa.
Pousa agora, pousa na partitura, pousa nas cordas, pousa na lua, mas pousa agora e descansa, num ritmo mais lento, para eu abraçar teu sentimento e você deitar no meu ombro e dançar todos os sorrisos, toda as lembranças.
Não para de tocar, repete o estribilho tantas vezes que puder, vá dedilhando nestas cordas para que a música amarre todo o tempo num só instante, num só momento que dure para sempre, porque é isto que a música faz.
