Andre guide
Longe, longe chegou o berro de amor. O profundo, nobre e precioso... Abraçou as nuvens, beijou o sol, tirou as ferrugens, criou a mudança, fez valer o desafio, o anseio por um fio... E um coração frio, novamente, tomou-se de esperança.
O vassalo é a pessoa que vive a vida sempre atrasado, sendo enganado pelo ego inflado. Deveria olhar para si próprio, colocar os pés no chão, e realmente fazer algo que vale a pena ser apreciado.
Um dos maiores problemas do Brasil é que existem mais papagaios na selva de pedra do que na Amazônia!
Uma caixa se abre e aquele lindo presente, que lembra o passado e prevê o futuro, que faz inoportuno me dizer doente e assim, tão ausente, enraizei no escuro.
Cada pessoa é em força ou atitude naturalmente um fenômeno. Sempre que chega, fica ou passa é um agente que modifica o meio, seja como uma tempestade forte que derruba um muro, uma parede, abre uma porta, fecha outra ou uma brisa suave que carrega o perfume do pão recém assado até um nariz distraído aguçando o paladar de uma pessoa, levando seus pensamentos até a saudade de um ou outro momento. O certo que devemos ser responsáveis pelo caminho pelo qual passamos, pelos pensamentos que compartilhamos, pelas amizades que colhemos. Porque nossa passagem, seja como tempestade ou brisa sempre trará um novo rumo ao local, mudará o destino das coisas, modificará o caminho das pessoas.
E há o doce momento: Uma dentada na fruta, a amada desfrutada, a tonalidade da vida nos botões das flores e nos de liga e desliga.
A respiração é ofegante, as almas se abrem ao som da ordem. Dizem que tão minuciosa é a vida que sempre certa e transcendental caminha toda a história.
Não quero paixão egoísta, aquela profunda feito poça de chuva fina, aquela quente como a água que o bacalhau se banha. A paixão que quero deixou pista... Muito beija e muito afaga, não apanha e não amarga, é brincadeira de criança... Pera, uva, maça e salada mista.
Eis o calor dos novos tempos, nas fronteiras ultrapassadas que lapidam os dias, nas vias congestionadas por carros e catarros e o odor do suor mais limpo da história que se espalha aos ventos.
O amanhã será sempre improvável se eu não sentir teu doce cheiro. Irei ficar como ébrio na beira da estrada, com os faróis desesperados na vida desenfreada, ofuscando a minha visão.
Sempre comecei pelo modo mais fácil, afinando os chifres na cabeça dos cavalos... Mas só nos domados. Chorei com os poetas e pintei inúmeras zebras. Uma vez até me sentei e ri, com as hienas.
Fim de papo na papada cansada dessa ladainha. Vou cair na real, agora é hora de festa. A torta de amora na mesa, aquele café fresquinho. Pego o bongô, afino o cavaquinho e tocaremos aquela preferida do meu avô.
Anote o código para ingressar na minha alma. Sem bater, sem pegar leve. Tudo funciona do seu jeito, no colossal universo do eterno ou no do breve.
