Andre guide
Antes nunca do que tarde, deixando para o último suspiro, ele, ofegante afagou, com carinho, o já então, afogado amor!
Constroem-se castelos nos terrenos da avareza, e o plebeu no destino, do nordestino ao sulista, dominará seu recinto e erguerá seu martelo.
Minha quimera é mais real do que desejo, um realejo que impregna meus ouvidos. O mais ácido que se finge sutileza
é a beleza camuflada de inimigo.
Meus sonhos são bucólicos pleonasmos, são os estágios dos amores em nuances. Nas andanças são os passos nas estradas
e nas errâncias são meus corpos que levantam.
Os avós já diziam que em terra de cego quem tem um olho é rei. Mas de lá pra cá para ser coroado já estão aceitando jogador de futebol e perneta.
Vindo as noites frias já me aquecia nos seus lábios e nos alfarrábios com as poesias que levam ao alto. Fiz do poço o salto e do básico todo um universo. Ilustrei meu inverso e ao invés do trágico fitei o palco
Tudo está mais claro e prático dentro do meu sorriso, fez o improviso arrepiar o pelo e esquentar a alma. Então exibo agora o nosso real e o meu inventivo e pedindo eu viso que assim o faça sem mais ou mal. Seja leve, seja doce, assim como nossa melodia; seja a lua do meu dia e da minha razão o sol.
Qual foi a desarmonia? Dou bons motivos para emudecer. Venha ver, vindo ao longe a paixão derradeira. Fez feitiço, fez rebuliço num sonho. Vulcão - erupção. Lava endurecida criando novas vidas, corais curando estigmas, meus mares, meus peixes e meu coração.
Sei que gostas que aplaudam teus feitos que acendem as verves e matam a sede do verso, da aura e da vida.
Vou degustar outros ares, novos mantras e músicas. Devorar os segredos e digerir o dom. Vou esculpir o vão e redesenhar velhos mares, fazer da vida um folguedo num real sonho bom. Vejo o ser montanha russa, dando tapa na fuça da depressão. Vejo a beleza em rubores de fúcsia, sendo cor ou sendo flor, sempre adoração.
