Andre guide
Com o perdão que outrora não conhecia, aprendi a amar, ser feliz e saciar quem me sacia; aprendi a controlar minha raiva, doar-me mais e cobrar menos; aprendi a ser moderno amando o eterno e que serei sempre aprendiz.
Aquela pétala que cai, pedaço de flor que se banha, maravilhada por agora molhada; mistura-se a água de um tempo e some com o rio que rouba.
A taça fina, que ao rodar do dedo canta. Ouço o som mais doce e apaixonado, junto ao seu cálice que me acompanha. Fecho os olhos, embarco e me entrego.
Aves que voam no além-mar, sentindo a salinidade existente; liberdade de tocar a epiderme da vida. Aves migratórias de voos extensos, atravessam continentes com suas asas enérgicas; a brisa é sua amiga e confidente. O homem aqui embaixo; Plantado! Confinado na inveja.
A vida pode ser farpa entre unha e carne, um bambu que não quebra com o vento que varre, ou estrelas que brigam com o raiar de um dia.
Na sombra da lua, no radiopaco do dia, estrela cadente e ardente cometa. Burlesco amor, se viu - se vê, nossa nostalgia.
Não se sabe se o perfume se espalhou, pelos bosques coloridos e imagéticos. Na nossa aldeia, logo, logo, deflagrou. O colírio, canto lírico e poético.
Veio assim de repente, como essa brisa gostosa que corta o vale. Uma lembrança recente, que se faz nascente, no amor que ainda insiste em você.
Não implores perdão, é tarde; não implores misericórdia, Ainda é cedo. Meu exército está a caminho, já estou bem perto, a um passo, do teu coração.
Tenho a alma transbordando nesse doce momento, um palpável amor que vai ao alto firmamento. Devoção é promessa que nunca se viu abalável; amparo é a certeza de jamais ser recusável. Em meus sonhos um querubim me confidencia: "Por trás dessa máscara negra há um mortal amável." Derramarei meu deleite ao máximo desatino e seguirei suas pegadas pelas areias quentes do destino.
Uma nebulosa me persuade, fico com receio de satisfazer meu arroubo, mas meus pés nesse solo quente que arde, não conseguem permanecer sem meu voo.
Sua boca é a mais linda, a mais contundente. Boca que se exprime, se nutre e declama poesias. Boca dos meus sonhos, meus beijos, desejos e fantasias.
