Sonia Schmorantz
A dor se cansa na lágrima que corre... É o contexto de mim. Confesso, Deus, que agora é apenas um verso adormecido e expurgado... O desejo de dormir e buscar o sonho. Aprender sobre a vida que acontece acordada, enquanto tantas coisas em mim, desconheço...Segredos contados pelos anjos, traduzidos por nuvens quietas e sonolentas pairando sobre os campos. Uma paz desejada, que eu espero que aconteça...
Memórias sem conta habitam uma recordação distante. Vejo a tua imagem e sei que não és tu. Sei que tu não és! És um nada que está em tudo… és tudo sem ser nada… és hoje apenas os vestígios das memórias que deixaste, os restos frios da distância tortuosa que te acompanha. Serás também para mim alguma vez assim?
É engraçado pensar, e na verdade bem trágico, que não importa o quanto a gente venha a aprender ao longo da nossa vida: nós nunca seremos tão sábios quanto éramos quando não sabíamos nada.
(...) E me defini assim: de extremos. Não em questões ideológicas, políticas ou sociais, claro. Costumo separar bem o meu emocional do racional e já aprendi a lidar com isso. O que eu quero explicitar aqui é o meu vício, interno, por oscilações radicais. Ou é isso, ou é aquilo e se for algum, que seja intenso. E depois do intenso que mude. Que volte e se transforme no que era pra ser e não foi. Mas que seja, de novo, intenso.(...)
Esses dias...
Nesse momento me sinto como se faltasse alguma coisa. Não sei se falta algo ou falta alguém... A frágil verdade, é que sou apenas eu, no meu mundo, lendo, escrevendo, observando, escutando, falando...
Tem dias que me pego pensando em coisas que poderiam ter acontecido, coisas que eu poderia ter evitado, coisas que me magoariam, que me fariam feliz, que me decepcionariam, que me completariam... Mas diante de todas essas possibilidades, nada aconteceu. E como saberei se faria a coisa certa? Difícil responder. Não gosto desse tipo de sentimento. Deixar passar uma oportunidade é deixar de viver, crescer, aprender. Prefiro sempre me arrepender do que fiz, do que, pelo que não fiz!Gosto de me permitir, de ousar, de fluir...
Não quero ter medo de sonhar novos sonhos, de sorrir diariamente, de dizer palavras duras, macias, cheias ou vazias, de ter medos, receios, dúvidas. Quero ter sempre uma lagrima, um riso, quero sempre demais e de menos... Quero acreditar.
Não quero ser aquela pessoa perfeita que compreende o universo e respeita as diferenças, quero descobrir o que é certo ou errado tentando, quero fazer a minha própria historia sem teorias, quero práticas! Quero buscar e evoluir no meu dia a dia sem ter a limitação de alguns poucos que falam: Não faça isso ou aquilo porque é errado! Deixe-me tentar! Posso fazer do meu erro uma experiência maravilhosa ou quem sabe, também posso acertar.
Perco-me sempre quando falo de mim, porque sou muito intensa, e às vezes não consigo me acompanhar. Penso rápido, e falo sempre tudo que tenho vontade e a sinceridade das minhas palavras abalam-me em certos momentos, e eu busco a companhia dos meus amigos e me incentivo com suas verdades e ironias.
Talvez você não entenda nada do que eu disse, mas não se preocupe em entender, pois até eu mesma, ainda estou aprendendo a lidar comigo.
Esses dias... Têm sido assim: apenas pensando.
Se arranho insistentemente estas cordas
se insisto em transpor esta dor
para as cordas de um violão,
é porque ele - e tão somente ele
é quem as entende e comporta.
Escrever é amor.
Escrever é desabafo.
Escrever é libertador.
escrever é a alma sendo exposta.
Escrever é falar através dos dedos aquilo que não pode ser verbalizado.
Escrever é ajuda.
Escrever é devoção.
Escrever é o dom que Deus dá para aqueles os quais a mente não para.
Escrever é a expressão de sentimento e emoção..
Escrever é a vida expressada para ficar gravada.
Escrever é imortalizar o que se pensa.
BY Sonia Mara Lima
