Sonia Schmorantz
Três coisas te mantêm viva, jovem e bela. A primeira é amar-se. A segunda é amar o outro. A terceira é apaixonar-se sempre!
O amor às vezes pede retorno e o que fizeste?
Acataste a decisão sem nem pedir explicação.
Que penso então? Que não há amor em seu coração. (Maio 2011)
Como podes pensar que foi fácil continuar a viver sem ti?
Os anos escorrem por minha alma, minha mente e meu coração.
O tempo passando e você não retornando. Uma tentativa de reconciliação, mas a inverdade, decepção. Palavras duras, defesa do meu coração.( Maio
2011).
Os fios da vida
Toda vez que amamos uma pessoa lançamos, por assim dizer, um fio de nossa energia sobre ela, o que cria uma conexão viva entre os dois campos vibratórios, mesmo à distância. Dessa forma, sentimos quando ela não está bem ou quando pensa em nós intensamente.
Projetamos esse fio de conexão também sobre os amigos, as pessoas que gostamos, os projetos que temos; toda vez que nos identificamos com alguém e alguma coisa, lançamos nela uma parte de nossa energia, criando o vínculo.
Da mesma forma, quando odiamos alguém ou temos medo de algo, também nos ligamos energeticamente, mesmo sem querer. Quantas vezes ouvimos falar de pessoas que durante anos e anos ficaram presas entre si pelo ódio, sempre alimentando-o, sem conseguirem seguir adiante na sua vida…
As situações mal resolvidas no passado formam muitas vezes uma rede de fios que carregamos nas costas (à imagem dos cães que arrastam na neve os trenós nos países gelados ) – continuamos arrastando as lembranças e culpas pela vida fora – e empenhando tanta energia nisso que pouco sobra para estarmos disponíveis para o presente. Ficamos, literalmente, amarrados ao passado.
Vivemos, assim, em meio a uma rede de fios que nos liga às pessoas, situações, ideais, medos, lembranças e esperanças.
Esse vínculo pode ser muito prazeiroso em certas situações, como quando amamos; mas quando o contacto termina, muitas vezes sentimos que uma parte de nós ficou com o outro. Embora estejamos nos referindo aos sonhos e expectativas, isso ocorre realmente em termos energéticos.
É necessário puxar o fio de volta, resgatar a energia que ficou projectada sobre o outro, e Integrá-la novamente em nós mesmos. Voltarmos a estar inteiros.
O perdão é uma forma de fazer isso. Ao perdoar o outro, abrimos mão de toda expectativa lançada sobre ele e com isso trazemos de volta toda a nossa energia que com ele estava – seja sob a forma de amor, mágoa, raiva ou desejo de vingança. Ao libertar o outro, nos libertamos também.
Da mesma forma, ao resolvermos internamente alguma situação do passado – aceitando as coisas da forma como aconteceram, mesmo que não tenha sido da maneira como esperávamos – recebemos de volta a energia lá investida e que até aí estava paralisada.
Ao fazer isso, fecha-se a brecha, e nos tornamos mais completos novamente. O que o outro fez ou faz não nos afeta mais. O que aconteceu é passado. Nos tornamos mais atentos ao presente. E, principalmente, mais disponíveis para a vida, nos preparando para o futuro...Porque a sementeira do presente é a colheita do futuro...por isso vivamos o presente semeando o bem e o amor, e daí a nossa colheita será o que sempre desejamos!
Purificação
Abro minha mente e coração ao sol interior, com seus raios de amorosa luz. Toda energia que mantém a memória da negatividade se clarifica e, assim, purificados corpo e mente. A Luz da minha alma preenche todo meu ser e purifica cada célula, cada átomo, ao mesmo tempo que irradia-se a tudo e minha volta.
(Sonia Café )
"...A noite veio e eu continuei a respirar no mesmo ritmo. E quando a madrugada clareou o quarto, as coisas saíram frescas das sombras... Senti a manhã se insinuando entre os lençóis e abri meus olhos para uma sensação renovada e tranqüila como se Deus tivesse dissolvido em mim, a eternidade..."
"...A alma secreta das flores exalam perfumes místicos feito incensos da natureza e eu choro uma lágrima brindando a vida, concentrando-me assim nesse instante lúdico que fecunda minha existência...”
A aurora transforma-se em dia e através do lento vaguear da névoa, desperta-se a voragem do tempo. A manhã sorri, cheia de uma atmosfera juvenil e no ar leve e calmo vibra uma promessa de vida...Assim estou eu, em plena sintonia com esse despertar...
A dor nos leva por caminhos desconhecidos e com ela aprendemos que a nossa força vai muito além da nossa imaginação...
A dor se cansa na lágrima que corre... É o contexto de mim. Confesso, Deus, que agora é apenas um verso adormecido e expurgado... O desejo de dormir e buscar o sonho. Aprender sobre a vida que acontece acordada, enquanto tantas coisas em mim, desconheço...Segredos contados pelos anjos, traduzidos por nuvens quietas e sonolentas pairando sobre os campos. Uma paz desejada, que eu espero que aconteça...
Memórias sem conta habitam uma recordação distante. Vejo a tua imagem e sei que não és tu. Sei que tu não és! És um nada que está em tudo… és tudo sem ser nada… és hoje apenas os vestígios das memórias que deixaste, os restos frios da distância tortuosa que te acompanha. Serás também para mim alguma vez assim?
É engraçado pensar, e na verdade bem trágico, que não importa o quanto a gente venha a aprender ao longo da nossa vida: nós nunca seremos tão sábios quanto éramos quando não sabíamos nada.
(...) E me defini assim: de extremos. Não em questões ideológicas, políticas ou sociais, claro. Costumo separar bem o meu emocional do racional e já aprendi a lidar com isso. O que eu quero explicitar aqui é o meu vício, interno, por oscilações radicais. Ou é isso, ou é aquilo e se for algum, que seja intenso. E depois do intenso que mude. Que volte e se transforme no que era pra ser e não foi. Mas que seja, de novo, intenso.(...)
Esses dias...
Nesse momento me sinto como se faltasse alguma coisa. Não sei se falta algo ou falta alguém... A frágil verdade, é que sou apenas eu, no meu mundo, lendo, escrevendo, observando, escutando, falando...
Tem dias que me pego pensando em coisas que poderiam ter acontecido, coisas que eu poderia ter evitado, coisas que me magoariam, que me fariam feliz, que me decepcionariam, que me completariam... Mas diante de todas essas possibilidades, nada aconteceu. E como saberei se faria a coisa certa? Difícil responder. Não gosto desse tipo de sentimento. Deixar passar uma oportunidade é deixar de viver, crescer, aprender. Prefiro sempre me arrepender do que fiz, do que, pelo que não fiz!Gosto de me permitir, de ousar, de fluir...
Não quero ter medo de sonhar novos sonhos, de sorrir diariamente, de dizer palavras duras, macias, cheias ou vazias, de ter medos, receios, dúvidas. Quero ter sempre uma lagrima, um riso, quero sempre demais e de menos... Quero acreditar.
Não quero ser aquela pessoa perfeita que compreende o universo e respeita as diferenças, quero descobrir o que é certo ou errado tentando, quero fazer a minha própria historia sem teorias, quero práticas! Quero buscar e evoluir no meu dia a dia sem ter a limitação de alguns poucos que falam: Não faça isso ou aquilo porque é errado! Deixe-me tentar! Posso fazer do meu erro uma experiência maravilhosa ou quem sabe, também posso acertar.
Perco-me sempre quando falo de mim, porque sou muito intensa, e às vezes não consigo me acompanhar. Penso rápido, e falo sempre tudo que tenho vontade e a sinceridade das minhas palavras abalam-me em certos momentos, e eu busco a companhia dos meus amigos e me incentivo com suas verdades e ironias.
Talvez você não entenda nada do que eu disse, mas não se preocupe em entender, pois até eu mesma, ainda estou aprendendo a lidar comigo.
Esses dias... Têm sido assim: apenas pensando.
