Sonia Schmorantz
MENTIMOS PORQUE SOMOS COVARDES, OU PORQUE SOMOS EGOÍSTAS?
Estamos tão acostumados a conviver com a mentira e a covardia, que nem prestamos mais atenção no que acontece a nossa volta e chegamos ao absurdo até de duvidar quando alguém age verdadeiramente, parece que de tanto conviver com a mentira, a falsidade, o egoísmo e a covardia, não nos damos mais conta do que é real e verdadeiro e deixamos estas coisas tão destrutivas, comandar nossas atitudes, então passamos a enxergar tudo que há de mentira como verdade.
Será que a pessoa mente, simplesmente porque ela é mentirosa ou porque ela é covarde e a covardia faz com que ela seja dissimulada, mentirosa e manipuladora, levando-a a uma cegueira que muitas vezes se define de uma forma egoísta, de maneira a se beneficiar da mentira para ter vantagens.
A pessoa quando se habitua a mentir, passa a acreditar na própria mentira, ela chega ao absurdo de fingir-se de ofendida e se questionada, se não houver saída, obviamente ela tenta justificar o injustificável, arranja maneiras de atacar e agride verbalmente quem se opuser a sua opinião e arruma pretextos, logicamente se fazendo de vítima ou mentindo mais ainda.
Podemos nomear este conjunto de atitudes como: DISSIMULAÇÃO E MALDADE!
É bom termos em mente que, aqueles que agem desta forma, são justamente os que mais julgam o comportamento dos outros, esquecendo-se do seu próprio. Ou será que nunca ouvimos alguém dizer que o fulano mente, extorque e tira vantagem. Muitas vezes somos nós mesmos que agimos assim, e criticamos nos outros, atitudes que incomodam a nós mesmos, por sermos praticantes de tais atitudes.
Resumindo: a mentira destrói, humilha e engana, sempre com um único objetivo que é tirar vantagem, ações que na maioria das vezes encobrem a covardia e a falta de caráter de quem a pratica. É necessário termos a convicção que não existe mentira construtiva ou mentiras necessárias para justificar nossos atos, em tudo que praticamos existe uma linha que divide o que é certo e coerente daquilo que é “Conveniente”.
CONSTRUINDO NOSSO SER
A Liberdade que temos, mesmo que esta “liberdade” não seja de forma absoluta, nos desafia a viver uma proposta responsável e coerente na forma como organizamos nossa vida, no sentido que damos à nossa existência e no modo como resolvemos os problemas que surgem.
Toda ação que praticamos provoca uma reação. Medir as consequências de nossas atitudes e ações é um grande desafio no processo de construção do nosso ser.
QUEM AMA CUIDA E EDUCA
Não é de hoje que ouvimos falar e isso é verdade, que a educação de um indivíduo constitui e sempre será a base de qualquer sociedade, que busca uma evolução, seja moral ou intelectual. Infelizmente podemos observar que na sociedade atual, este setor não é a prioridade das políticas públicas, embora este fator ficasse muito bem camuflado, porque ouvimos uma propaganda muito bem elaborada, riquíssima e de alta qualidade, mas que em quase nada condiz com a realidade das inúmeras situações deploráveis que circundam a educação, (professores mal remunerados e insatisfeitos, escolas que não sofreram qualquer tipo de avanço, alunos mal educados, pais que não ensinam mais os valores a seus filhos, enfim, poderia citar milhares de exemplos de como a educação, hoje é deixada o segundo plano). Não basta somente tornar obrigatório o ensino dos 4 aos 17 anos, mas é preciso que tenha um comprometimento muito maior e buscar alternativas que consigam manter este sujeito na escola e que garanta que realmente ele irá se constituir um cidadão que cobre seus direitos mas que também seja ciente de suas obrigações.
Será que a escola dará conta de apresentar a sociedade um ser que passou 14 anos em seu poder e que este mesmo ser está qualificado para o mercado de trabalho e para viver em sociedade e lutar por seus direitos ou será que isto seria apenas um plano muito bem arquitetado com o intuito de camuflar o interesse daqueles que estão por trás de tantas leis criadas e nem sempre aplicadas.
Um outro fator agravante para o desenvolvimento educacional da pessoa está ligado a questão familiar, que no mundo atual está cada vez mais desprovida de qualquer valor, seja espiritual, material, moral ou ético.
Quem nunca ouviu dizer que hoje tudo é permitido? Há uma corrente empenhada a nos manter de olhos vendados, ouvidos tapados e boca cerrada a uma estrutura totalmente contrária aquilo que sabemos ser moralmente incorreto, estamos nos acostumando a estes modernismos!
Sabemos que a educação básica é obrigatoriedade do governo, e que isso não é cumprido de forma adequada, devido a vários fatores que enfatiza o desenvolvimento integral da criança e sua formação essencial, para que no futuro ela possa exercer a cidadania. O ser humano não pode ser visto apenas como números, seu valor não poder estar agregado apenas a uma estatística. O que de fato deveria ocorrer, seria instituições de ensino adequado, com educadores estimulados, e preparados com condições favoráveis a um trabalho digno e que garantisse à permanência dos alunos no ambiente escolar.
A família é quem dá suporte na formação da criança. A educação que ela recebe em casa é a coluna que sustentará esta criança para um futuro melhor e mais humano, é suposto que todo ser precisa e necessitam de carinho, amor e princípios.
Infelizmente, os pais estão delegando esta responsabilidade a terceiros e a consequência disso é que a instituição família está perdendo sua força na sua concepção e se encontra num processo de falência, criando adultos frustrados, insatisfeitos e incapazes de resolver seus problemas.
É urgente encontrar, em todos os poderes constituídos: sociedade, estado e família, cada um fazendo a parte que compete à transformação possível e necessária para mudar esta situação.
"...O QUE EU GOSTAVA EM VOCÊ:
Gostava das marcas no teu corpo
sem sabor de cicatrizes
Pareciam tatuagens do seu interior aventureiro...
Do teu jeito impulsivo
Tinha personalidade e era a tua verdade primeira...
Daquele minuto que seguia o teu impulso deixando um gosto de pausa entre dois semi-tons...
Do teu raciocínio lento e perspicaz,
cuja operação sinuosa,
preparava o clímax dos teus finais...
Da tua expressão de menino assustado,
da humildade das tuas constatações
e da aridez das tuas certezas...
Da tua paixão pela minha poesia
e da minha impotência diante da tua emoção...
Das verdades que me escancarava
e até das tuas dúvidas que me davam um tédio triste...
Do teu contínuo estar atento,
embora me desgastasse, às vezes,
a voracidade do teu querer...
Gostava do teu olhar maluco
que desmontava a minha cara séria
E amava a tua imprevisibilidade...
Ela era inteiramente coerente com você,
de quem gostei tudo e para sempre..."
"...Esta é a despedida,
dura, fria, definitiva.
Nada resta...
Para nós ficou o resultado
daquilo que fomos:
duas nulidades que não se completaram..."
A FORÇA DO ISOLAMENTO
Determinado como circunstancia de momento, o ato de se isolar,
na medida em que se aloja no íntimo de alguém,
pode passar a falsa impressão que este estado de espírito
pode resultar em algo construtivo,
porém isso nem sempre é verdade
e o resultado pode ser muito prejudicial.
É claro que todos nós em certos momentos temos a necessidade de
desfrutar de alguns instantes de solidão,
para repensar nossa vida e nossas atitudes,
ou precisamos estar só para realizar um serviço que exige a máxima atenção.
O isolamento parcial ou total reflete de forma negativa
quando toma um aspecto fundamental na vida do ser humano.
Devemos prestar atenção às características praticáveis pelas pessoas.
Os sentimentos que cada um carrega em si:
afeição, carinho, amizade, competência,
realização profissional, coletividade e o individual.
Alguns podem inclusive até ser prósperos em alguns pontos,
mas exatamente no seu “eu” interior, ele se reconhece e
almeja ser o oposto do que na verdade ele é,
e ao perceber que é como um reflexo no espelho
bate a solidão, o desejo de se isolar.
Quando homem ou mulher não sabem driblar as dificuldades,
quando não sabem suportar as aflições, carências e angústias,
fornecem um terreno favorável para que os sentimentos inconvenientes se alojem neles.
O resultado disso é o isolamento até consumir-se.
O estar só não é meramente casual.
Conheço pessoas que vivem sozinhas e são alegres,
otimistas e sabem curtir a vida de maneira saudável e prazerosa.
Tem sonhos e objetivos muito bem definidos,
vibram com os pequenos acontecimentos que ocorre no dia-a-dia de sua existência.
No entanto há os pessimistas,
estes enxergam somente o lado obscuro das coisas,
azedam com suas atitudes o ambiente a sua volta,
vivem das más experiências do passado,
lamentam-se de tudo, e de todos.
Parece que sente prazer em sofrer e se lamentar,
pensam que estão atraindo a atenção de todos para o “seu sofrimento”.
O porquê destas atitudes?
Qual o fundamento e a explicação para agir desta forma?
Lamentar e lamuriar resolve os problemas?
O que fazer para ajudar estas pessoas a saírem destas situações?
Para ultrapassar as barreiras do isolamento
é necessário avaliar a natureza e a história de cada um,
saber diferenciar o que é estar só pela vida.
Viver a vida mais descontraidamente,
se abrir e trocar experiências com seu companheiro.
Aprender a administrar os sentimentos é de suma importância para vencer
as mágoas, a rejeição, o vazio interior
e a depressão que o isolamento provoca.
Ou aprendemos a viver positivamente
ou então só nos restará um caminho.
Que saibamos batalhar para conseguir vencer!
VEJA ALÉM DA JANELA DE SEU QUARTO
Deus todos os dias tem me ensinado a ver além das circunstâncias.
Quase todos os dias, ao acordar,
a primeira coisa que faço é “escancarar“ a janela do meu quarto. O encanto do momento resulta disto.
Depende de como eu desperto a cada manhã.
De como eu presencio o colorido do universo.
Neste momento exclusivo e único, executa isto você também.
Faça o contrário,
ao invés de permanecer apenas observando a solidão que te envolve,
avista também os jardins.
Ao contrário de ficar observando apenas o pesar próximo a você,
admire as cores da aurora.
Ao contrário de mirar somente a névoa de sua existência, firme os seus olhos na aquarela do amor!
Saiba usufruir o dia de hoje para corrigir o seu temperamento,
satisfaça a sua alegria de modo que seja possível renascer os sentimentos de fé que está em você.
A vida nos ensina que tudo começa pela forma que encaramos cada amanhecer,
ou seja, quase tudo começa quando ainda estamos deitados.
A Palavra de Deus nos ensina que a Misericórdia e a Bondade de nosso Criador
se regeneram neste espaço de tempo, quando o dia está prestes a nascer,
quando o sol está disposto a manifestar-se.
Na minha ignorância não tenho capacidade de saber como você acordou.
Sei apenas que o luzir do sol que ilumina nosso dia é a Luz de Deus
e esta Luz depende unicamente da minha e da sua vontade,
da humildade e paciência de encarar as coisas como elas são.
Não sei como você acorda a cada dia.
A única coisa que eu sei é que o brilho dos nossos dias depende unicamente
de como fazemos com que a vontade de Deus se manifeste nas nossas ações.
Isto talvez seja visível na humildade,
na paciência, e no nosso modo de ser.
Tudo isso depende, exclusivamente e simplesmente,
do modo pela qual levantamos a cada dia
de nossa cama...
Aprendendo a conviver com tanta arbitrariedade
Vivemos numa sociedade em que basicamente o que se valoriza é o materialismo e o imediatismo, nos acostumamos a ver, buscar, adquirir de qualquer maneira o “deus” que se caracteriza em poder e riqueza. E pra falar a verdade este modo de viver a cada dia toma proporções gigantescas nos costumes da maioria dos seres humanos.
Assim vivemos, pois numa espécie de “loucura” ou “despojamento da razão”, em outras palavras significa que nada deve ser levado tão a sério, nada pode durar tempo demais, e que as coisas não devem ser tratadas com tanta rigidez. É preciso ser flexível.
Tudo deve ser moldado segundo os interesses de novos valores que nada tem a ver com os padrões éticos e morais. Na verdade o que importa é “eu” ter qualquer vantagem.
Afinal tudo é descartável, e o ser humano também passa a ser, se este não estiver de acordo com os meus padrões predefinidos, logo, descarto-o, nem que para isto faça uso de todas as armas disponíveis sendo muitas vezes as piores possíveis, como:
Pressão psicológica, mentiras, calunia opressão, medo pela perda de emprego, rebaixamento de função e de cargo, perseguição, conflitos de opiniões.
A busca desenfreada do poder hipnotizam as pessoas, fazendo com que se tornem arrogantes ao ponto de se acharem poderosas, imbatíveis e capazes de qualquer coisa.
E para que tenham êxito passam por cima das regras básicas de respeito, convivência, fraternidade, e justiça.
Quem nunca observou no cotidiano, situações das mais absurdas possíveis. Quando isso acontece, o que fazer?
Imagine o dilema que vive um trabalhador (a) que é privado de ter uma carteira de trabalho assinada, não possui CPF, identidade, muitas vezes nenhum documento, e para sobreviver, trabalha anos sendo que para o sistema por não possuir nenhum destes documentos é como se ele não existisse!
Muitas destas situações são ignoradas por patrões que simplesmente querem levar vantagem sobre este trabalhador, não informando e não cumprindo os direitos trabalhistas que regem o trabalho.
Outra situação: Aquele funcionário público que não tem seus direitos respeitados dentro de seu ambiente de trabalho, que sofre toda espécie de humilhação por parte de “chefes”, que na maioria das vezes alcançou o cargo de chefia politicamente e não por merecimento, esquecendo-se que o cargo no qual por hora desempenha é passageiro e logo estarão sujeitos a um reverse.
Assim, é bom que reflitamos por um momento:
Será que estes “chefes” não conhecem as leis trabalhistas?
E se conhecem, porque burlam as normas e continuam impunes?
Qual a necessidade de oprimir homens e mulheres que saem de suas casas todos os dias passam por diversas dificuldades para desenvolver um trabalho, porque precisam daquela renda para manter a família, e muitas vezes deixam suas crianças expostas ao perigo, porque o maiorzinho cuida do menor, mas é preciso ir trabalhar, e, contudo tem seus direitos violados, apenas porque os “poderosos” fazem valer seus caprichos pessoais ou grupais!
Em nome de que mesmo está sendo guiada a conduta de pessoas que agem assim?
O ser humano está se destituindo dos valores éticos, e assim estão se tornando perversos, se comparando a lobos prontos a devorar qualquer um que interfira em seus projetos pessoais, assumindo cada vez mais a dinâmica na defesa de suas paixões e ambições materiais, pois é preciso ganhar para obter poder. Planta-se a ideia de que o perdedor é aquele que segue as regras.
Não é de se estranhar as corrupções arraigadas em grande parte das instituições políticas e sociais. Levando-nos a crer que nada pode frear estas péssimas atitudes. Todavia a solução está nas mãos daqueles que conservam as regras.
É preciso quebrar os paradigmas que impõem o medo. Nada será mudado se ficarmos calados diante de situações vexatórias e injustas. É preciso fazer valer nossos direitos. Mudar a crença de sermos reconhecidos cidadãos somente em épocas de eleições. Temos que mudar esta cultura! Traçar um novo perfil. Mostrar que somos capazes.
Somos seres providos de inteligência e vontade, avaliar cada situação e suas consequências e optar por decisões que não denigram os princípios da coletividade.
Precisamos analisar nossa conduta e estabelecer comportamento útil, para fortalecer nossas decisões naquilo que é certo para que deste modo possamos viver uma sociedade justa, confortável e feliz.
Falsidade
Infelizmente hoje em dia passou a ser normal encontrar a nossa volta pessoas falsas, que para se saírem bem de qualquer situação mentem, jogam umas contras as outras, e acabam sempre se safando, porque fingem de inocentes e sabem fingir muito bem .
Imagino que seja improvável e até incomum alguém nunca ter se deparado com alguma pessoa falsa, durante a vida. A falsidade é destrutiva e prejudicial, e em minha opinião, isso acontece tanto para quem executa quanto para quem recebe, mas com certeza é um mau que se a gente fosse analisar seriamente e por que não dizer friamente, seria quase que irreparável, pois é um ato, amplamente negativo, e de péssima qualidade para as pessoas que a possuem.
Preste atenção quanto ao perfil de Pessoas falsas. Por acaso não são aquelas pessoas que sabem somente enganar, manipular, fingir algo que elas realmente não são e na maioria das vezes só querer passar à perna nos outros, tudo a base de ações e situações falsas, mentirosas, dissimuladas, estas que só causam prejuízos aos outros!
Provavelmente nunca teremos consciência ou conhecimento necessário para saber exatamente como uma pessoa falsa age, além de não ser uma tarefa fácil, e por isso, infelizmente nunca devemos confiar de maneira extrema nas pessoas. Porque as ditas pessoas falsas, e dissimuladas podem ser encontradas em todos os lugares, em todos os ambientes, em qualquer época, seja em nossa casa ou fora dela. Mas é preciso saber como elas agem e como combatê-las.
Nota-se que pessoas falsas possuem muita facilidade em mentir, são na maioria das vezes hipócritas, falam mal dos outros, pelas costas, gostam de inventar coisas dos outros, não gostam de ouvir a verdade e acreditam só na razão delas. Bancam as boazinhas, prestativas, queridas, mansas, educadas, falam como anjos, cheias de bondade, e na verdade escondem uma terrível característica. Não que todas as pessoas gentis, ou boas sejam falsas, mas é preciso saber em que chão estamos pisando e ter muita cautela, e prestar toda atenção.
Um conselho: Mantenha-se longe de pessoas falsas, pois as que têm estas características, certamente não são boas companhias e você sairá no lucro se as evitar. Portanto infelizmente não podemos exterminar a falsidade, porém podemos simplesmente manter distância de certos tipos de pessoas. E sempre praticarmos o inverso, ou seja, a bondade e a sinceridade, com isso poderemos ao menos diminuir porque erradicar completamente a falsidade no mundo é tarefa impossível.
Para viver em harmonia é indispensável exercitar a prática do respeito de forma espontânea, sem imposição ou em função de criar hábitos.
Todos nós temos defeitos.
O que acontece é que somos velozes para ver e avaliar os defeitos alheios e omitimos nossos próprios defeitos, que na maioria das vezes, são maiores e piores.
A perda faz parte da vida e resulta numa oportunidade de crescimento, possibilitando a reavaliação do desempenho em função do que se perde, estimulando a pessoa a preparar-se melhor para novos desafios que virão.
Ser livre é não sofrer!
Palavras borboletas:
Às vezes, as palavras me seguem;
Me perseguem, me encontram,
E me encantam como pequenas borboletas
Sobre flores.
Chegam assim, de repente,
Em meu jardim de sonhos.
E, borboletando, travessas, elas pousam
Em minha mente.
Solitárias às vezes…
Às vezes aos pares, similares…
Casadas… Iguais… Confusas…
Como imagem no espelho refletidas.
Às vezes, atrevidas
Chegam em bandos,
Coloridas… Agitadas…
Brancas… amarelas… azuis…
Ensolaradas e belas. Cheias de luz!
Então, abro todas as janelas
De minha imaginação despovoada
E deixo que repousem cansadas,
Dobrando suas pequenas asas,
Na poesia empoeirada de meus versos.
CUIDADO COM O QUE DIZ...
Um fato ocorrido “Certa pessoa tanto falou que sua vizinha tinha AIDS, que a moça acabou sendo prejudicada, ficou rotulada, abandonada e excluída do convívio dos outros. Dias depois, através de exames médicos, ficou provado que não era aidética, que tudo não passava de fofoca e calúnia. Contudo o mal causado em sua vida foi irreversível”.
É terrível quando não se presta atenção no que diz, ouve uma coisa e já passa adiante de forma distorcida, como diz o velho ditado popular, “quem conta um conto aumenta um ponto”.
Julgar, criticar, semear discórdias e fazer mau juízo dos outros é tão simples. É muito fácil destruir a honra, a moral e a integridade alheia. Isso vai causando rachaduras ao ponto de provocar transtornos nos relacionamentos, e é muito triste ver algo assim muitas vezes entre familiares.
Há também outro tipo de comportamento deplorável, que se evidencia naquelas pessoas que acham que somente ela tem razão, que tudo que faz ou pensa é perfeito e bom para os outros, que todos têm que fazer, pensar ou agir conforme sua vontade. Quanta ignorância e arrogância!
Essa atitude acompanhada de arrogância e autossuficiência leva-a a crer que suas regras são perfeitas, devendo, portanto, ser seguidas ao “pé da letra”. Que o que fala é a verdade incontestável, devendo, portanto não ser questionada sobre a veracidade dos fatos.
Como diz São Tiago em sua carta: “A língua, nenhum homem pode domar”. É um mal irrequieto, cheio de veneno mortífero.
Será que é com essa finalidade que Deus nos deu a capacidade de usar nossa língua, para maldizer nosso semelhante e espalhar discórdias?
Acredito que não, Deus nos deu a capacidade de usar nossa inteligência e automaticamente colocarmos em palavras o que pensamos e o que queremos.
Deu-nos o privilégio de refletir e perceber quando estamos certos, para assim não nos enchermos de superioridade e razão quando na nossa fraqueza humana julgar alguém..., sem, contudo, imaginarmos o mal que podemos estar causando.
Perdoar é amar
Deus sente horror ao pecado, mas na mesma medida ama o pecador. Esse amor é incondicional e inquestionável.
O ódio, o rancor e o ressentimento nos deixa acorrentados, amarrados e amordaçados.
Contudo o perdão de Deus liberta e devolve a paz ao nosso coração raivoso, angustiado e rancoroso.
No entanto perdoar não é nada fácil, é um ato de coragem e de adesão ao plano de Deus, cujo amor cura e sara todas as feridas causadas pela mágoa e falta de perdão.
Perdoar é uma decisão, é tomada de atitude, é um processo contínuo de um modo de vida mais equilibrado, que nos possibilita ir em busca da felicidade plena.
A vida é muito curta para economizarmos perdão.
Precisamos seguir o exemplo de Jesus que na cruz perdoou sem medida. Que ato extraordinário de perdão e amor!
Quantas decepções causam ao coração de Deus, com nossas atitudes, com nosso orgulho, com nossa incapacidade de perdoar como Ele nos ensinou.
Jesus nos exorta a ter um coração puro, a oferecer o perdão ao nosso ofensor.
Como pai e mãe que somos, se nossos filhos machuca o dedinho, ficamos tristes e queremos a qualquer custo diminuir a dor. Assim, Imaginemos como deve ter ficado o coração de Nossa Senhora, ao ver seu filho no madeiro, seu coração deve ter sangrado de tristeza, agonia e sofrimento, porém Mulher firme, de coragem e de fé, permaneceu ao lado de Nosso Senhor.
Quem de nós teria a coragem de dar a própria vida em prol de alguém?
Duvido que teríamos essa capacidade.
Jesus se entregou por amor, somente por amor a mim e a você que está lendo essa mensagem.
Abra seu coração!
Abra seu entendimento para compreender o grande amor de Deus para conosco.
Se queres saber de mim,
Não me perguntes de planos e desejos.
Apenas se sente, assim aqui e agora,
Ao meu lado onde, mendigo de seus beijos,
O meu silêncio mora.
E o meu silêncio vai te fazer uma proposta:
Vivermos juntos este encantamento.
O futuro? Que sei eu dele, meu amado?
O futuro eu viverei de um passado
Vivido como agora.
Então, assim, a sua mão
Sem querer e já querendo, segura a minha
Em silêncio.
E, em silêncio,
Vamos viver este momento.
O resto é nada.
Individualista? Eu? Será...
Este mundo moderno em que vivemos e que cada vez mais se valoriza o consumismo, os sonhos de comodidade, de felicidade e de realização pessoal, convida a pessoa ao individualismo.
Assim as pessoas vão se tornando frias, indiferentes e calculistas, não se importando mais com o outro.
Infelizmente as ideias e o pensamento predominantemente individualista estão se tornando parte da nossa cultura: somos formados e adestrados para o individualismo.
Cada qual preocupado consigo mesmo e com seus problemas. Procura exclusivamente sua família, sua felicidade e, sobretudo não se sentem ligados aos outros.
São indiferentes. A vida e a morte são tratadas como assuntos pessoais.
Mas o que é esse individualismo, que só conta meus interesses?
O individualista é por sinal uma pessoa antissocial, não no sentido comum da palavra. Ela pode até ser uma pessoa de boas relações sociais, pode até ser uma pessoa que esteja sempre próxima aos outros, porém por ter caráter exclusivamente individualista usa muito os termos: “minha vida”, “minha escolha”, “minha liberdade”, “meus direitos” “minhas coisas”
Só pensa na sua profissão, no seu dinheiro, sempre que pode dá um jeito de tirar vantagem e aproveita de tudo e de todos para atingir seus objetivos.
Estamos tão habituados e é tão forte essa cultura individualista, que nos tornamos egoístas e nem percebemos, e assim vamos formando conceitos sobre as pessoas.
Hoje em dia é comum espalharmos nossas ideias preconceituosas e individualistas, e nossos julgamentos errôneos. Por exemplo, quando falamos que determinadas pessoas são preguiçosas, não querem saber de nada, vagabundas, bêbadas, que vivem na miséria por que não querem trabalhar. Todas essas coisas que acontecem e são ditas são de caráter individual, portanto, cada um que se vire...
É comum a televisão refletir essa cultura dominante por meio de novelas em espaço nobre, onde dão um show de individualismo e libertinagem. A moral, o caráter, e a disciplina não são observadas.
O amor fraterno e a solidariedade são sempre deixados de lado. Esses valores não dão audiência, não dão ibope nem publicidade.
Cadê o espírito solidário, participativo e cristão?
Por que valorizamos tanto o individualismo?
Provavelmente tudo isso está acontecendo porque estamos cegos, surdos e mudos.
Precisamos resgatar os valores tão bem ensinados e tão rapidamente esquecidos
Precisamos reaprender a compartilhar e partilhar do que temos, de modo que possamos ver os problemas humanos de maneira comunitária, só assim deixaremos de ser exclusivamente individualista.
Mulher abra os olhos! O assunto e sobre nós!
“Safada, cachorra, bandida.
Dá o fora da minha vida, antes que eu perca a cabeça e te encha de tapa agora.
“Suas roupas põe na mala, não me encoste e nem me fala, tô louco pra te pegar.”
(Guilherme e Santiago)
É estarrecedor e chocante, como a imagem da mulher é banalizada e minimizada em certas letras de música, pior ainda quando a própria mulher, divulga, canta e dança ao ritmo dessas músicas. ´
Será que isso é por causa do embalo do ritmo ou pela beleza do cantor?
Motivos não faltam, contudo desculpas não justificam tamanha ignorância para que as músicas com palavras de duplo sentido façam tanto sucesso atualmente.
Outros dizem que é para descontrair, que as coisas precisam ser tratadas com menos seriedade, que não tem nada a ver, é só uma música, só um pancadão, o que isso tem demais?
Outros ainda dizem que a maldade está na cabeça de quem ouve......
Mas é bom lembrar que o que pra muita gente serviria apenas para aliviar o stress ou ficar um pouquinho mais animado, pode com certeza ter um conteúdo muito mais sério do que se pensa.
Para as mulheres é ainda mais importante saber das ambiguidades destas palavras, isso porque na maioria das vezes o duplo sentido das palavras, inserido nas músicas, está diretamente relacionado a elas.
E seja no ritmo que for (sertanejo, funk, forró, pagode, pop rock, ou axé), a mulher está sendo menosprezada, e diminuída.
Não que eu seja contrária à música, muito pelo contrário, vale a pena lembrar que a música faz parte de nosso cotidiano, de nossa história e de nossa vida, estou apenas alertando e dizendo que nós, mulheres, temos que deixar de ser coniventes.
É preciso ver além, ler nas entrelinhas. A mulher não precisa ser tratada como objeto, como mercadoria, como um pedaço de carne disputado no açougue.
Infelizmente, na sua maioria é a própria mulher que divulga essa cultura, sem se quer perceber, ou talvez perceba, mas não se importa, ou não se dá conta de que essas ambiguidades são colocadas de maneira proposital pelos autores.
Ou seja, deste modo surge o duplo sentido por isso, antes de sair cantando ou dançando qualquer música é bom que seja visto sua letra, afinal cantar e dançar podem sinalizar que você concorde com o duplo sentido das palavras que foram colocadas mesmo que elas denigram alguém ou algo.
Embora nem sempre as pessoas estão preocupadas, mas conhecer bem o sentido do que está lendo, cantando, dançando, ensinando e divulgando é essencial para a construção da ideia daquilo que foi passado, aprendido e assimilado.
Solidão da Alma
Vem sem que a gente queira
É a aridez da alma
São lágrimas
Que simplesmente
Caem
Transbordam sem avisar
Sem deixar nenhum sinal
Simplesmente caem
Não tem razão
Não tem o por que
São só lágrimas
Lágrimas que purificam
Lágrimas...
Lágrimas...
Meus Deus, dai-me o alívio
Dai-me o auxílio
Estenda-me suas mãos
Cuida de mim
Meu Deus!
Dá-me o sufrágio para minha alma
Santifica-me!
Purifica-me!
Acalma-me!
Preciso de ti Meu Senhor
Preciso de sua mão a me guiar
Preciso de sua voz a me falar
Preciso de sua direção
A me conduzir e orientar
Sou pequena sem valor
Como preciso de Ti
Meu Deus!
Guia-me Senhor!
Conduza-me Jesus!
Venha em meu socorro
Ajuda-me, pois sem sua luz.
Desfaleço-me.
SEM TI NÃO SOU NADA MEU SENHOR
LÁGRIMAS... LÁGRIMAS... LÁGRIMAS...
É A SOLIDÃO DA ALMA...
Uma reflexão sobre a família
Aprendemos que a família sempre teve seu lugar, espaço, papel e missão fundamental na vida humana, na sociedade e na igreja. E é por excelência fonte de vida, porém vivemos num mundo vazio, materialista, egoísta e consumista, onde os valores cristãos se perdem.
É preciso ter fé e viver a fé em família. Ela foi e sempre será a fonte da vida e nossa rocha firme., Diante das mudanças nesses tempos atuais, à família deve se revitalizar em seu modo de ser, de viver, de existir e de agir. Mas como fonte de vida, foi, é, e sempre será a mesma, como instituição inquestionável da vida.
É muito triste nos depararmos com tantos ataques que a família está sofrendo, principalmente através de alguns meios de comunicação: novelas, filmes, programas, desenhos e até em letras de musicas onde há descaso, imoralidade, individualismo, relações anormais e relações extraconjugais e tantas outras coisas que são escancaradas. E seria melhor ainda se essas coisas não estivessem acontecendo no seio da família. É normal hoje em dia “as famílias” serem totalmente desestruturadas, ninguém tem respeito pelo outro, não existe normas, nem regras, sendo que o individualismo é muito bem destacado, definido e defendido.
Devemos nos lembrar de que o próprio Jesus nasceu numa família, teve obediência a seu pai adotivo, São José, e a sua mãe Maria Santíssima. Que grande exemplo Ele nos deixou honrando-os como reza o mandamento.
A família precisa resgatar seus valores e penso que isso será possível a partir do momento que abrirmos o coração para o amor de Deus em sua totalidade. Infelizmente na sua maioria a família passa por carência da partilha da vida, das qualidades e dos limites, gerando o individualismo e a solidão.
Quem nunca ouviu um diálogo assim:
“É meu carro”, “minha casa”, “meu dinheiro”, “minha vida” “eu sou”, “eu posso”, e por ai a fora. Quando “EU’ fala mais alto, o “NÓS” deixa de existir e tudo isso, em minha opinião, é a grande causa de tanta solidão em família”.
Diante desta situação cabem-nos alguns questionamentos:
Que atitude devemos tomar?
Será que é nosso papel continuar como que paralisados e deixar a anarquia tomar contar e dissipar o que ainda nos resta de valores?
Acho que acontecerão grandes transformações quando todos se deixarem envolver pelo amor que tem sua origem e fundamento em Deus. Criados todos que fomos por Deus para sermos felizes, realizados e plenos, porém isso jamais o será, enquanto estivermos distanciados de Deus, e enquanto sua Palavra e seu Projeto de Amor, não se tornarem o alicerce de nosso amor humano.
COMPREENDER PARA VIVER MELHOR
Como reclamar é tão fácil!
Retribuir o mal, apontar os defeitos alheios, falar palavrões no trânsito, destratar e humilhar a pessoa que está próxima a nós, punir os filhos, tratar com falta de respeito e amor o cônjuge, cobrar e exigir do governo...
A lista que vamos formando é muito longa, demonstrando o quanto é curta nossa compreensão, paciência e entendimento das coisas.
Tantas pessoas dizem que compreensão é sinal de fraqueza, que é preciso pagar na mesma moeda, bateu levou. Que pena que pensam assim!
Reagir com raiva, mágoa, fúria ou crítica é muito fácil, não precisa nem ter muita coragem; qualquer um faria o mesmo. Mas tentar compreender e agir com bondade e paciência é um grande desafio.
É necessário abafar nosso orgulho, nossa prepotência, nossa raiva, nossa frustração, nosso amor próprio ferido...
Devemos ter em mente e coração o exemplo que Jesus nos deixou, Ele sendo Deus reagiu aos maus tratos e as humilhações que sofreu com amor e perdão.
Será que nós seríamos capazes de seguir pelo menos uma parte do exemplo que Jesus nos deixou?
Seríamos capazes de praticar a aceitar aquilo que não podemos mudar?
E ter a certeza que Deus nos guiará sempre?
Pode parecer impossível, mas é um grande sinal, que se nós como seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus, conseguirmos superar todos os desafios que nos são apresentados, e se tivermos a capacidade de perceber que por trás de tanta frieza, encontramos uma inteligência vazia de valores.
Compreender que por trás de um agressor geralmente há uma mente perturbada, intranquila, e um coração carente de amor e de afeição, e por trás de tanta crueldade, maldade e desprezo, há um ser humano que não conhece a paz interior, nem a felicidade e, cuja consciência jamais se torna serena.
Pode ser difícil, mas não é impossível. Basta deixarmos nosso egoísmo, ter compaixão e compreensão para com as fraquezas alheias. Se Deus não usasse de compreensão e misericórdia já teria desligado o mundo...
