O que te move
A escassez é um indutor da criatividade e inovação.
Nas montanhas da Bolívia, vi paredes construídas com Adobe.
Em Minas, professor transforma terras em tinta, para atender comunidade quilombola.
Sucatas são transformadas em material para robótica por educadora.
A falta de dinheiro não pode te paralisar.
Não é preciso subir montanhas distantes para tocar o sagrado. Basta estar inteiro onde os pés estão. A espiritualidade verdadeira começa quando paramos de fugir do momento presente. Hoje, ao invés de correr, pousa. Observa. Sente. Tudo que buscas pode estar exatamente aqui — dentro de ti.
A Parábola dos Viajores da Luz
Diz-se que, em um vasto vale cercado por montanhas antigas, existiam muitos caminhos que subiam rumo ao mesmo cume luminoso. Cada trilha tinha seus marcos, seus sinais, seus modos de caminhar. Algumas eram mais íngremes, outras mais suaves; algumas possuíam pontes de pedra, outras madeira; algumas traziam músicas, outras silêncio.
Os viajores que seguiam por essas trilhas acreditavam que buscavam coisas diferentes, pois seus passos eram guiados por ritos distintos. Mas todos tinham algo em comum: carregavam uma pequena lanterna acesa.
Certo dia, um jovem viajante, confuso ao ver tantas rotas, perguntou a um velho mestre que descansava à beira da estrada:
Mestre, qual desses caminhos é o verdadeiro? Qual trilha leva de fato ao alto da montanha?
O velho sorriu, levantou-se com calma e disse:
Nenhuma trilha é falsa, e nenhuma é a única. O que importa não é o desenho do caminho, mas a direção da tua lanterna. Todos que caminham com sinceridade sob a mesma Luz chegarão ao mesmo cume.
O jovem ficou pensativo, e o mestre continuou:
Cada trilha foi aberta para ensinar de um modo, para fortalecer de outro, para tocar o coração de diferentes viajores. A diversidade dos caminhos não confunde: enriquece. Pois enquanto um aprende pelo canto, outro aprende pelo silêncio; enquanto um cresce pela disciplina, outro floresce pela liberdade. Mas todos se elevam.
E como saberei se me tornei um verdadeiro viajante? perguntou o jovem.
O mestre então apontou para os demais viajores que subiam por trilhas diversas, todos com suas lanternas acesas.
Saberás que és verdadeiro quando não olhares para tua trilha como a única, mas reconheceres na chama que ilumina os outros a mesma Luz que arde em ti. Porque somos todos viajores da mesma jornada, construtores da mesma cidade interior e servidores da mesma Luz que nos guia.**
E assim o jovem compreendeu que a grande montanha não exigia uniformidade, mas sinceridade; não pedia um só rito, mas um só propósito; não buscava passos iguais, mas corações despertos.
E continuou sua subida, agora não para provar que seu caminho era o melhor, mas para aprender com todos que caminhavam rumo ao alto.
John Presley Costa Santos
A vida é feita de montanhas e vales. E é nos vales, nos momentos mais desafiadores, que somos moldados, fortalecidos e preparados para alcançar os picos com mais sabedoria. Deus está no processo tanto quanto no destino.
Já passou por um 'vale' que, hoje, você vê como preparação
As montanhas são suas aliadas
Livre é a mente que não se subordina a catarse daqueles que não
conseguem sentir com o coração, ouvir a canção dos serafins,
transitar por mundos inexplorados, dar bom dia aos pássaros,
molhar as mãos plantando uma nova existência ao qual
nascerá uma nova fonte de luz, uma nova aurora...
Esses livres das pressões das montanhas, pois
as montanhas são suas aliadas, caminha junto a sua
liberdade, faz-se ver ao horizonte o que é importante
Esse ser livre sabe que não importa a dificuldade encontrada,
quão longa será a empreitada, ele ajoelha e agradece, a cada
oportunidade que é oferecida ao seu crescimento...
o crescimento humano, aquele ao qual vale a pena...
Ele está livre, e assim será sua caminhada até o fim.
Poema: Rubim, Espelho do Brasil
Sob o véu das montanhas serenas,
Rubim desperta ao dourar do amanhecer,
Em teu colo, memórias pequenas
Crescem fortes, prontas pra florescer.
Serras guardam auroras antigas,
Onde o vento galopa a canção,
Tropas e sonhos, pegadas amigas,
Tecem teu chão com o fio da união.
Em ti vibra o pulso da arte,
Do folclore, do riso e do labor,
Cada filho é parte e estandarte
Do Brasil em seu mais puro amor.
És passado que não se apaga,
Com zaquetes que o tempo bordou,
Tua história, no peito, se alaga,
Com heranças que o povo formou.
Tens no povo o maior tesouro,
Filhos firmes, herança e raiz,
És Rubim — de beleza e decoro,
Espelho fiel de um Brasil feliz.
Eu moveria montanhas, rios, vulcões por você, me peça, eu faço, mas não, você prefere me ver aqui gritando por você.
O Lobo e a Lua
Nos vilarejos aos pés das montanhas, de tempos em tempos quando a lua cheia ilumina a primeira noite do ano, um lobo aparece e seu uivo é um canto de amor. Nesta noite o lobo solitário que cuida e protege as florestas se apaixona pelo brilho da lua que cuida dos céus e das estrelas e se apaixona pelo lobo com seus olhos castanhos.
Nesta noite o Lobo vai ao encontro da lua no alto da montanha em forma de um homem com cabelos claros como as estrelas e olhos castanhos como os lagos e a lua desce para encontrar o lobo em forma de uma linda mulher com os cabelos negros e longos como a noite e a pele branca como o próprio brilho da Lua. No calor deste encontro, a noite brilha e canta com o uivo sedendo fazendo amor.
Este encontro vive nos contos dos vilarejos que acreditam que tal amor voltará neste tempo.
Eu declamo o arrebol,
os montes, vales, montanhas...
Eu declamo as tamanhas
alegrias de um dia de sol.
Faço da rima um anzol,
pra pescar conhecimento.
Sou um nordestino isento
do que não traz harmonia.
E quem mal me avalia
é folha seca ao vento...
Subi nas mais altas montanhas para enxergar o mundo
O essencial é invisível aos olhos
Arranhei os joelhos
Fiz calor nos dedos
Desgastei minhas mãos
Fiz tudo que pude para enxergar com o coração
Para escalar a vida não é preciso cordas, basta a mão de um amigo.
Porque há montanhas que não aparecem no mapa. Elas surgem dentro do peito. São feitas de medo, de cansaço, de silêncio acumulado.
E a gente tenta subir sozinho.
Procura técnicas, livros, fórmulas, atalhos. Amarra nós imaginários na própria coragem. Finge que sabe escalar o que nunca foi treinado.
Mas a vida não é parede de pedra. É travessia de afeto.
Quando o terreno fica íngreme demais, quando os pés escorregam nas próprias dúvidas, não é a força do braço que salva. É o calor de outra mão segurando a nossa.
Amigo não é quem sobe por você. É quem sobe junto. Quem respira no mesmo ritmo. Quem diz calma quando o mundo inteiro parece gritar pressa.
Há mãos que são mais firmes que cordas, mais seguras que qualquer equipamento, porque são feitas de presença.
E presença é o que impede a queda de virar abismo.
No fim, a montanha continua alta. O vento continua forte. Mas quando a gente sente que não está só, até o medo aprende a ter menos altura.
Escalar a vida é isso. Não é chegar ao topo sozinho. É descobrir que a amizade transforma precipícios em caminhos compartilhados.
E às vezes a maior conquista não é alcançar o cume. É perceber que alguém escolheu segurar a sua mão justamente quando você achava que precisava provar que conseguia sozinho.
Das montanhas de Minas nasce o que há de mais belo no país: a herança da sabedoria e o dom da humildade.
Brejaúba descansa no fundo de um vale, protegida por montanhas, onde o inverno rigoroso e a névoa que abraça o largo da igreja criam um cenário de beleza singular.
Refúgio
Aqui, nas montanhas, em um refúgio no alto — bem no alto — cravado no lugar que amo profundamente, vivi dias maravilhosos.
Caminhos de vegetação densa se fecham como um abraço afetuoso, exalando a fragrância da mata que me envolve e me conduz a um torpor doce, quase sagrado.
O sol se recolheu por instantes, mas a brisa permaneceu amiga. O vento corre em direção às nuvens num vai e vem constante, como uma brincadeira antiga de pega-pega. Após dias intensos, elas choram, inundando os verdes, as estradas e os chalés, lavando tudo ao redor e deixando o mundo mais colorido, mais puro, com aquele cheirinho íntimo de casa limpa.
Agora, observo o sol infinito, que parece querer sorrir e revelar seu brilho, embora as nuvens insistam em ocultá-lo. Dentro de mim, a saudade já se anuncia, mesmo antes da partida. Talvez porque, aqui, minha mente vagueie livre entre o real e o místico, lembrando-me de que, muitas vezes, aquilo que vemos não é exatamente o que parece.
Mãezinha Minha Rocha e Meu Céu
Tua força é um rio que atravessa montanhas,
Uma coragem mansa que nunca se cansa,
Que enfrenta o tempo, as lutas e as estranhas
Voltas que a vida dá enquanto se é criança.
Não é apenas amor, é um porto absoluto,
Onde o cansaço do mundo finalmente descansa.
Mãezinha Tua ternura é o milagre, o abraço resoluto,
Que transforma o medo em renovada esperança.
Minha base de ferro, meu colo de seda,
És a maior bênção que o destino me deu.
Que a vida te cerque, te cuide e te conceda
Toda a luz de um dia que nunca morreu.
Pois ninguém merece mais do que o teu coração,
Essa fonte infinita de zelo e de paz.
Te amo mãe além das palavras, da rima e da canção,
Hoje, amanhã e em tudo o que o "sempre" faz.
------------------------------ Eliana Angel Wolf
Eu queria um lugar com um espaço ilimitado. Aonde voce poderia usufruir das montanhas e um passeio à cavalo. Todo tipo de diversão.
É simplesmente um lugar divertido. Eu amo isso! E eu sempre amarei. Eu nunca, jamais venderia Neverland. Neverland
sou eu. Ela representa a totalidade de quem eu sou. Serio mesmo. Eu amo Neverland
O Vale da Decisão
Diz a lenda que entre duas grandes montanhas existe uma passagem estreita.
Do outro lado, fica o vale da sua felicidade, onde o amor e a plenitude esperam por você.
Mas há um segredo que muitos ignoram: a passagem está se fechando.
Cada vez que você diz "amanhã eu faço", "semana que vem eu decido" ou "ainda não é a hora certa", uma grande pedra silenciosa se move. Centímetro por centímetro, o caminho vai ficando mais apertado. O tempo não espera pelas nossas dúvidas, e o destino não tolera a hesitação.
Se você demorar muito para atravessar o vale da incerteza, a rocha do tempo fechará a passagem para sempre. E a pior dor não é a de tentar e falhar, mas a de olhar para trás e ver que o caminho para o que você mais queria foi bloqueado pela sua própria demora.
Não adie a sua força. Não empurre a sua coragem para o dia seguinte. O amor da sua vida, o seu grande sonho e a sua paz dependem de um único passo firme hoje.
A fresta ainda está aberta. Esqueça o medo do caminho estreito e atravesse já!
Paz e amor
Autor desconhecido
