O que te move

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Eu moveria montanhas, rios, vulcões por você, me peça, eu faço, mas não, você prefere me ver aqui gritando por você.

O Lobo e a Lua
Nos vilarejos aos pés das montanhas, de tempos em tempos quando a lua cheia ilumina a primeira noite do ano, um lobo aparece e seu uivo é um canto de amor. Nesta noite o lobo solitário que cuida e protege as florestas se apaixona pelo brilho da lua que cuida dos céus e das estrelas e se apaixona pelo lobo com seus olhos castanhos.
Nesta noite o Lobo vai ao encontro da lua no alto da montanha em forma de um homem com cabelos claros como as estrelas e olhos castanhos como os lagos e a lua desce para encontrar o lobo em forma de uma linda mulher com os cabelos negros e longos como a noite e a pele branca como o próprio brilho da Lua. No calor deste encontro, a noite brilha e canta com o uivo sedendo fazendo amor.
Este encontro vive nos contos dos vilarejos que acreditam que tal amor voltará neste tempo.

Quem vive no deserto está tão próximo de Deus como quem vive no meio da floresta, nas montanhas e navega nos grandes rios e no mar. O silêncio, a observação e os pensamentos estão conectados literalmente com a natureza. Os ventos, as estrelas e a luz do Sol e da Lua determinam o caminho a seguir.

Eu declamo o arrebol,
os montes, vales, montanhas...
Eu declamo as tamanhas
alegrias de um dia de sol.
Faço da rima um anzol,
pra pescar conhecimento.
Sou um nordestino isento
do que não traz harmonia.
E quem mal me avalia
é folha seca ao vento...

⁠Subi nas mais altas montanhas para enxergar o mundo
O essencial é invisível aos olhos
Arranhei os joelhos
Fiz calor nos dedos
Desgastei minhas mãos
Fiz tudo que pude para enxergar com o coração

Meu Moçambique, hoodoo sagrado,
Terra de rios que murmuram segredos,
Montanhas com ossos de reis antigos,
E veias cheias de ouro, promessas e luto.
Teus olhos brilham — não de esperança —
Mas quando te vendem por trocados,
Trocando terra por silêncio,
Minas por memórias apagadas,
Heranças por contratos estrangeiros.
Ó meu belo Moçambique… tão roubado, tão calado.




Ó Moçambique de tambores calados,
Povo sem cultura, disseram —
Pois ensinaram-te a temer teus deuses,
A negar teus sonhos, teus espíritos.
Chamaram profetas de bruxos,
Chamaram sabedoria de maldição.
E tu, em silêncio, aceitaste:
O sagrado virou pecado,
O curandeiro virou ameaça,
E a alma se escondeu na sombra.




Há grilhões que não se veem,
Mas ainda arrastam teu corpo.
Escravidão não é só corrente,
É esquecer teu próprio nome.
Não serás livre enquanto negares
O dom de andar entre dois mundos,
De falar com os ventos,
De entender o tempo pelo tambor.
Moçambique, não florescerás
Enquanto ajoelhares para um Deus imposto
E um Jesus que te foi reescrito.




Hoodoo, Belo Moçambique,
De incensos e raízes,
De chuva e palavra viva.
Renasce entre os teus,
Grita com tua voz inteira,
Ergue tua sombra e tua luz.
Meu Belo Moçambique…
Desperta.

Para escalar a vida não é preciso cordas, basta a mão de um amigo.

Porque há montanhas que não aparecem no mapa. Elas surgem dentro do peito. São feitas de medo, de cansaço, de silêncio acumulado.

E a gente tenta subir sozinho.

Procura técnicas, livros, fórmulas, atalhos. Amarra nós imaginários na própria coragem. Finge que sabe escalar o que nunca foi treinado.

Mas a vida não é parede de pedra. É travessia de afeto.

Quando o terreno fica íngreme demais, quando os pés escorregam nas próprias dúvidas, não é a força do braço que salva. É o calor de outra mão segurando a nossa.

Amigo não é quem sobe por você. É quem sobe junto. Quem respira no mesmo ritmo. Quem diz calma quando o mundo inteiro parece gritar pressa.

Há mãos que são mais firmes que cordas, mais seguras que qualquer equipamento, porque são feitas de presença.

E presença é o que impede a queda de virar abismo.

No fim, a montanha continua alta. O vento continua forte. Mas quando a gente sente que não está só, até o medo aprende a ter menos altura.

Escalar a vida é isso. Não é chegar ao topo sozinho. É descobrir que a amizade transforma precipícios em caminhos compartilhados.

E às vezes a maior conquista não é alcançar o cume. É perceber que alguém escolheu segurar a sua mão justamente quando você achava que precisava provar que conseguia sozinho.

07:34 22 de outubro de 2024


Na madrugada, eu sonhei que estava em um lugar com montanhas e parecia uma mata atlântica, muito longe daqui, eu estava com a minha mãe, a gente cozinhava um frango e eu olhava para as montanhas e via uma caverna no meio de uma grande rocha e ela estava iluminada e havia um portão semi aberto, eu senti medo quando vi que poderia ter alguém morando ali, de repente, olhei para o lado e surgiu um velho barbudo com uma frigideira que tinha um pedaço de carne, parecia frango, ele estava com um facão enorme e parecia ser bem enferrujado, ao lado dele havia uma criança estranha, que parecia mais um adulto com nanismo, eles me olhavam fixamente. Ele desceu para pedir mais 2 pedaços de frango, porque só tinha 1 e ainda havia uma terceira pessoa com eles, que eu não vi. Eu os olhava e não sabia se sentia medo ou uma sensação de nenhum receio ou sentimento. Talvez, eu estivesse com medo, porque eles pareciam aqueles canibais de filmes de terror e o local era propício mesmo.
Eu não sei o que eu estava fazendo lá com a minha mãe, só sei que eu cozinhava esse frango em um fogareiro, e sabia que a minha mãe estava lá, mas também não via ela.
Bom, eu estava esperando o frango ficar pronto para dividir com eles, no sonho também achei que fosse um teste de Deus comigo. Se passando por aquelas duas pessoas estranhas! Eu estava com medo e ao mesmo tempo tranquila. Talvez fosse isso.

⁠“Existem novas montanhas e paisagens que só surgirão quando você escalar o primeiro monte” (Ril) 

Se espelhe apenas nos bons professores.
E você conseguirá escalar todas as montanhas necessárias para alcançar o sucesso em plenitude. Bons mestres são como segundos pais aos alunos e são o motivo de inspiração que faz "reles" estudantes se tornarem profissionais e docentes de excelência.

​Das montanhas de Minas nasce o que há de mais belo no país: a herança da sabedoria e o dom da humildade.

Brejaúba descansa no fundo de um vale, protegida por montanhas, onde o inverno rigoroso e a névoa que abraça o largo da igreja criam um cenário de beleza singular.

Talvez não possamos
mover montanhas.
Mas podemos escolher
qual delas subir.

Refúgio

Aqui, nas montanhas, em um refúgio no alto — bem no alto — cravado no lugar que amo profundamente, vivi dias maravilhosos.
Caminhos de vegetação densa se fecham como um abraço afetuoso, exalando a fragrância da mata que me envolve e me conduz a um torpor doce, quase sagrado.

O sol se recolheu por instantes, mas a brisa permaneceu amiga. O vento corre em direção às nuvens num vai e vem constante, como uma brincadeira antiga de pega-pega. Após dias intensos, elas choram, inundando os verdes, as estradas e os chalés, lavando tudo ao redor e deixando o mundo mais colorido, mais puro, com aquele cheirinho íntimo de casa limpa.

Agora, observo o sol infinito, que parece querer sorrir e revelar seu brilho, embora as nuvens insistam em ocultá-lo. Dentro de mim, a saudade já se anuncia, mesmo antes da partida. Talvez porque, aqui, minha mente vagueie livre entre o real e o místico, lembrando-me de que, muitas vezes, aquilo que vemos não é exatamente o que parece.

Mãezinha Minha Rocha e Meu Céu


Tua força é um rio que atravessa montanhas,
Uma coragem mansa que nunca se cansa,
Que enfrenta o tempo, as lutas e as estranhas
Voltas que a vida dá enquanto se é criança.
Não é apenas amor, é um porto absoluto,
Onde o cansaço do mundo finalmente descansa.
Mãezinha Tua ternura é o milagre, o abraço resoluto,
Que transforma o medo em renovada esperança.
Minha base de ferro, meu colo de seda,
És a maior bênção que o destino me deu.
Que a vida te cerque, te cuide e te conceda
Toda a luz de um dia que nunca morreu.
Pois ninguém merece mais do que o teu coração,
Essa fonte infinita de zelo e de paz.
Te amo mãe além das palavras, da rima e da canção,
Hoje, amanhã e em tudo o que o "sempre" faz.


------------------------------  Eliana Angel Wolf

A cidade de Rodeio é cercada 
pela graça e toda a majestade 
dos gentis vales e montanhas,
que a vida entrega, esbanja 
o Rio Itajaí-Açu e por ele é amada,
e pelo Rio Benedito a venerada.


No nosso Médio Vale do Itajaí 
é a cidade onde os ribeirões 
São Pedro, do Salto, Liberdade
e Rodeio Doze cortejam guardiões 
com poemas de amor e eternidade. 


E por aqui tudo tornam verdejante,
os olhos absolutamente encanta
tornando o coração mais amoroso,
e com toda a devoção sutil acampa
traçando a rota diária da renovação 
nas águas do curso da esperança

Na companhia de Juana de Ibarbourou


O amor é perfumado,
tem algo que desce
das montanhas na primavera
para defender sua terra.


Como um buquê de rosas
floresce em meio à guerra;
amando, juntos, eles possuem
além de todas as primaveras,
sem temer as noites eternas.

Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.


Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.


Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.

Protegida pela companhia 
da Lua Cheia que aguarda
diante das montanhas
o cortejo das Plêiades 
no Hemisfério Austral,
traço por nós o sideral.


Na cávea floral e mansa 
que todos dizem ser utopia,
e que resguarda só para ti
mais de mil e uma noites
sem nenhuma pressa,
e o quê realmente interessa.


Prevejo que um só leito 
para nós dois não bastará,
por precisarmos de hectares 
íntimos para nos espalhar 
por todos nossos lugares
de mistérios e néctares,
que só os beijos hão de falar.


Os teus olhares de Via Láctea
a minha pele nívea encantará, 
e minha liberdade que é a tua,
ou melhor - nossa - encontrará 
finalmente o abrigo divino
sob os sutis Jequitibás-brancos.


Exatamente ali onde os destinos 
dos rios da história convergem
reverenciam e se beijam,
diante dos amores que juntos 
inequívocos ali se encontraram,
e com o inevitável celebraram,
estaremos entregues ao nosso
que pelas estrelas tem sido escrito.

Uma parte de mim
descansa por saber
que leva em si a tradição
entre belas montanhas,
sem perder esperanças.


Nasceu capaz de sair
muito antes da Primavera,
se for preciso fazer guerra
contra qualquer guerra,
e contra qualquer quimera.


Jamais por escolha
e nem por ter nascido
forjado para a guerra,
e sim por amor à terra,
nenhum pouco efêmera.


Com o brilho cortante
da estrela mais brilhante
do rigoroso Inverno
e nascido tão belo,
que ouso chamar
de meu o seu Universo.