O que te move
Brejaúba guarda no peito das suas montanhas a simplicidade de um tempo que não passa, apenas permanece.
O verdadeiro trilionário escolhe a força do afeto para mover montanhas, pois sabe que bilhões alimentados pelo ódio compram apenas a solidão e a ruína da alma.
O maior trilionário do mundo não é o que acumula montanhas de ouro, mas o que carrega um coração gigante, transbordando amor e respeito pelo próximo.
"A beleza de uma flor, a majestade das árvores e das montanhas, o esplendor das florestas e dos rios, o canto dos pássaros, o sorriso sincero e puro de uma criança, o céu estrelado, a luz da lua, o nascer do sol anunciando um novo dia e até a cura milagrosa de uma grave enfermidade ou de um acidente revelam, em diferentes manifestações da vida, a presença, o poder e a infinita misericórdia de Deus.”
Entre as montanhas da Serra do Espinhaço, Brejaúba repousa em um vale onde o frio e a brisa se encontram ao aconchego da névoa.
A vida é linda e boa... Temos o céu azul, o sol, as montanhas, os rios, os mares, os belos animais... Temos os peixes, a lua, as estrelas, a brisa, e tudo de maravilhoso que a natureza nos dá incluindo nós mesmos... Por outro lado a humanidade não vive uma paz plena para usufruir de toda essa beleza, pois não temos tempo e circunstâncias... Por trás disso há o desejo de uma sabotagem invejosa, maldosa e misteriosa, sobre o modo de vida do homem.
"A fé deveria mover montanhas, mas muitas vezes só tem removido o ouro dos fiéis para sustentar o luxo dos templos e dos falsos profetas. Escolho ajudar o próximo!"
A fé pode ser pequena, como um grão de mostarda, mas é nela que mora o poder de mover montanhas.Transforma impossíveis em milagres. Quem confia em Deus nunca caminha sozinho.
O FENÔMENO DA DOR, DA MORTALHA E DA BELEZA.
Na antiga cidade de Valedourado, cercada por montanhas cobertas de névoa e bosques silenciosos, vivia uma jovem chamada Helena. Sua beleza era comentada em todas as ruas, admirada em todas as praças e celebrada em todos os salões. Seus olhos pareciam refletir o azul do céu após a tempestade, e seus cabelos escuros lembravam a profundidade das noites sem lua.
Desde a infância, Helena acostumara-se a ouvir elogios. Onde passava, recebia sorrisos; onde chegava, atraía atenções. Pouco a pouco, sem perceber, passou a acreditar que sua aparência era seu maior patrimônio e que a admiração dos outros constituía a medida de seu valor.
Os anos transcorriam suaves, como um rio tranquilo, até que o destino, esse velho mestre que ensina por caminhos inesperados, resolveu visitá-la.
Numa tarde de inverno, uma enfermidade grave atingiu a cidade. Muitos adoeceram. Helena também foi alcançada pelo sofrimento. Durante semanas permaneceu recolhida, entre febres e dores que pareciam consumir-lhe as forças.
Pela primeira vez em sua existência, descobriu que a beleza não era capaz de afastar a aflição.
O espelho, antes seu aliado inseparável, passou a revelar um rosto abatido, marcado pelo cansaço. A juventude ainda estava ali, mas a fragilidade humana tornara-se visível.
A dor fez aquilo que os elogios jamais haviam conseguido: obrigou-a a olhar para dentro.
Durante longas noites de insônia, observava pela janela as estrelas e perguntava a si mesma quem realmente era.
Se sua beleza desaparecesse, o que restaria?
Se os aplausos cessassem, quem permaneceria ao seu lado?
Se o corpo envelhecesse, onde encontraria sua identidade?
As respostas não vieram imediatamente.
A dor raramente fala alto.
Ela prefere sussurrar.
Quando finalmente recuperou a saúde, Helena saiu para caminhar pelas ruas da cidade. Notou algo que jamais havia percebido. Havia rostos marcados pelo trabalho, pela idade e pelas dificuldades da vida, mas que irradiavam uma serenidade que nenhum cosmético poderia produzir.
Conheceu então uma velha costureira chamada Margarida.
A mulher confeccionava mortalhas para os falecidos da região.
Helena estranhou aquele ofício.
— Não é triste trabalhar apenas com a morte? — perguntou.
Margarida sorriu.
— Eu não trabalho com a morte. Trabalho com a igualdade.
A jovem não compreendeu.
A idosa então explicou:
— Quando chegam até mim, ricos e pobres usam o mesmo silêncio. Vaidosos e humildes vestem a mesma mortalha. Os títulos desaparecem. As posses ficam para trás. A beleza física retorna à terra. Mas aquilo que a alma construiu permanece.
Aquelas palavras ficaram gravadas na memória de Helena.
Meses depois, a costureira permitiu que ela observasse seu trabalho.
Ali, diante das mortalhas cuidadosamente dobradas, a jovem compreendeu algo profundo.
A mortalha não era apenas um tecido.
Era um símbolo.
Representava o momento em que todas as ilusões humanas caem.
Nenhuma joia acompanha o espírito.
Nenhuma aparência atravessa os séculos.
Nenhum elogio resiste ao túmulo.
Apenas as virtudes seguem viagem.
A partir daquele dia, Helena começou a mudar.
Continuou apreciando a beleza, mas deixou de adorá-la.
Passou a visitar enfermos, auxiliar necessitados e ouvir aqueles que carregavam sofrimentos invisíveis.
Descobriu que existe uma beleza maior do que a simetria dos traços.
A beleza da compaixão.
A beleza da bondade.
A beleza do perdão.
Os anos passaram.
Seu rosto envelheceu como envelhecem todas as coisas da Terra.
As linhas do tempo desenharam-se em sua pele.
Os cabelos tornaram-se prateados.
Contudo, algo extraordinário aconteceu.
Quanto mais a aparência física diminuía, mais sua presença iluminava os ambientes.
As pessoas já não a admiravam por sua formosura.
Admiravam-na por sua alma.
Quando chegou sua hora de partir, muitos reuniram-se para prestar-lhe homenagem.
Entre lágrimas e preces, recordavam não sua antiga beleza exterior, mas os gestos de amor que distribuíra ao longo da existência.
E quando seu corpo foi envolvido pela última mortalha, parecia que a própria vida sussurrava uma lição aos presentes:
A dor revela.
A mortalha iguala.
A beleza verdadeira permanece.
Fundo moral
A dor é uma professora severa, mas sincera. Ela remove máscaras e nos obriga a encontrar aquilo que realmente somos. A mortalha recorda a transitoriedade de todas as conquistas materiais e da aparência física. Já a verdadeira beleza não pertence ao corpo, mas ao caráter, à inteligência moral e à capacidade de amar.
Consequências morais
Quem vive apenas para a aparência torna-se dependente do olhar dos outros e sofre quando o tempo lhe cobra o tributo inevitável da mudança. Quem cultiva valores interiores constrói um patrimônio imperecível, que resiste à enfermidade, ao envelhecimento e à própria morte.
Porque a dor pode transformar.
A mortalha pode ensinar.
Mas somente a virtude tem o poder de sobreviver ao tempo.
Meus passos
Todos os obstáculos,
montanhas, desertos,
mares sem portos,
caminhos insólitos,
becos sem saída...
Tudo se ergue diante dos meus passos,
como se o mundo quisesse testar
a delicadeza da minha esperança.
Mas sigo.
Levo no peito uma pequena chama,
teimosa como a madrugada
que insiste em nascer depois da noite.
Cada pedra me ensina um nome,
cada ferida, uma direção,
cada silêncio, a escutar
o coração oculto das coisas.
Se o horizonte se fecha,
abro janelas dentro de mim.
Se o medo me cerca,
semeio coragem no chão.
E, quando penso estar perdido,
descubro: há caminhos
que somente aparecem
a quem continua caminhando.
Assim, entre sombras e estrelas,
transformo o impossível em passagem,
e o fim de cada estrada
em promessa de recomeço.
Quando penso em coragem, lembro de pequenas decisões. Elas não soam heroicas, mas movem montanhas internas. Trocar o olhar, dizer o nome, abrir uma porta. São gestos pobres, mas imprescindíveis. E a soma deles nos reconstrói, dia após dia.
Meus olhos já viram tanta coisa desmoronar que hoje eu desconfio até das montanhas, esperando que elas também revelem sua natureza de areia a qualquer momento. A impermanência é a única constante, a única verdade que o tempo não consegue desmentir com suas promessas de eternidade.
Se espelhe apenas nos bons professores.
E você conseguirá escalar todas as montanhas necessárias para alcançar o sucesso em plenitude. Bons mestres são como segundos pais aos alunos e são o motivo de inspiração que faz "reles" estudantes se tornarem profissionais e docentes de excelência.
Existe uma força que as palavras não conseguem explicar, capaz de mover montanhas. É a esperança que resiste às dificuldades e a fé que nos faz acreditar que tudo ficará bem quando Deus habita nosso coração. Que Ele abençoe seu dia!
Menina teimosa
Escaladora de montanhas muito altas conhecida por ser inimiga do desfibrilador,
Incansável corredora das pistas que fleta com o eletrocardiógrafo,
Ela é afrontosa e sarcástica com o seu próprio karma,
Nos três poderosos pedidos para o gênio da lâmpada ela não pestanejou e pediu por ele três vez seguidas,
Ela é duro na queda é rocha pura nos sentimentos, mas peca na insistência de construir seus castelos em cima da areia fofa.
Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.
Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.
Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.
Protegida pela companhia
da Lua Cheia que aguarda
diante das montanhas
o cortejo das Plêiades
no Hemisfério Austral,
traço por nós o sideral.
Na cávea floral e mansa
que todos dizem ser utopia,
e que resguarda só para ti
mais de mil e uma noites
sem nenhuma pressa,
e o quê realmente interessa.
Prevejo que um só leito
para nós dois não bastará,
por precisarmos de hectares
íntimos para nos espalhar
por todos nossos lugares
de mistérios e néctares,
que só os beijos hão de falar.
Os teus olhares de Via Láctea
a minha pele nívea encantará,
e minha liberdade que é a tua,
ou melhor - nossa - encontrará
finalmente o abrigo divino
sob os sutis Jequitibás-brancos.
Exatamente ali onde os destinos
dos rios da história convergem
reverenciam e se beijam,
diante dos amores que juntos
inequívocos ali se encontraram,
e com o inevitável celebraram,
estaremos entregues ao nosso
que pelas estrelas tem sido escrito.
