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Viver Ă© como caminhar embriagado numa rua larga, sĂł Ă© possĂvel chegar ao destino se alguĂ©m estiver do lado nos apoiando e nos levantando em cada queda que formos a sofrer...
Envelhecido, meus pensamentos
Tocados contra o vento
SĂł por desventura
Ou aventura de viver a vida.
Envelhecida, segue perdida
As civilizaçÔes
Tomada pelas profissÔes
Mais lucrativas.
Envernizada, segue minha face na estante,
Em um instante muda tudo
Muda a visĂŁo do mundo
Em um segundo.
Inconstante, nesse instante,
Que mal saĂ da largada
Penso na chegada triunfante
Mal trapilhos ou elegante,
Indiferente.
Jå cobiço o que evitam.
E desejo, encontrar-me com ela
Em qualquer beco ou viela,
Pra ganhar a liberdade que cobiço.
A indecisão só existe a partir do momento que eu crio expectativas de algo ou do outro e esqueço que expectativas são possibilidades, projeçÔes de algo que pode acontecer ou não e tentar é uma decisão e se não der certo eu poderei retornar ao caminho anterior e/ou continuar a escolher o melhor que a vida pode proporcionar para mim.
Ter boas ideias mantém a vida em atividade substancial, afastando o pessimismo e oportunizando os sonhos.
Verbo amar
Eu amo
Tu amas
Eu amo-te
Tu amas-me
SĂł amo a ti
Porque igualmente amas a mim
Foi conjugando o verbo amar
Na primeira e segunda pessoa do singular
Que descobri o quanto somos um sĂł
VocĂȘ em mim e eu em ti
Na carĂȘncia ou na abundĂąncia
Enquanto estiveres comigo
O meu verbo preferido serĂĄ te amar.
Eu quero ser poeta
Eu quero ser poeta
Eu preciso ser poeta
Sim,
SĂł para poder justificar a minha dor
E saber do coração os porquĂȘ dos amor
Eu tenho de ser poeta
NĂŁo para desenhar palavras
E nem Ă© para me expressar bonito
Mas sim para ter razĂŁo
Ao me alimentar do pranto ĂĄcido e infinito
Eu preciso ser poeta, agora.
Por mais que seja por um minuto
Quero lembrar o que nĂŁo esqueci
Isso porque as dores nĂŁo se apagam
Apenas sĂŁo armazenadas
Apenas quem Ă© poeta
Ă que pode compreender essa filosofia
Porque ela nĂŁo Ă© uma qualquer
EstĂĄ para quem pode e nĂŁo para quem quer
Ă por isso que eu preciso ser poeta.
à incoerente falar de Jesus só de boca, e não manifestar com açÔes a verdadeira mudança de vida!
SĂł quem ama
Pode entender
Os porquĂȘs do amor
E gritar sem dissabor
Que ama por merecer
Ă preciso saber o que Ă©
Isso de amor
Para sentir prazer neste poema
E entender porque as estrofes se apaixonam
Se não amas até hoje
EntĂŁo esse poema nĂŁo te diz respeito
Ele Ă© pobre sim, bem que aceito
Mas para que ama
Esse poema Ă© luz, Ă© paz
Ă sentimento escrito, mas vive
Ă mais que poema Ă© reflexĂŁo.
Poema para Mondlane
Na terra onde nasci hĂĄ um sĂł arquitecto
E esse poema Ă© prova da sua existĂȘncia
Quando escrevo, Ă© com liberdade
Com que ele me libertou
Quando amo
Ă com amor que ao povo amou
Esse arquitecto és tu, ponte da unidade
Nacional
Tu, imortal Mondlane
Fundador da Frente de Libertação de Moçambique
Orgulho de Mocuba, Nagande e filho de Moçambique
Tu, gigante a sonhar, rua da liberdade
Onde os Moçambicanos fazem ninho.
IngratidĂŁo total
Olha sĂł,
Como me devolveste o coração!?
Sujo, hĂșmido e pestilento
Nem parece que nos amamos
Com emoção
Vejo que te esqueceste de tudo,
Juras docemente proferidas
E hoje? Promessas viraram feridas
Me amaste de corpo e boca
E culpas a vida por ser como tu; louca!
NĂŁo soubeste conservar o sentimento
Buscaste achar nos outros
O que eu nĂŁo dispunha no momento
Fizeste de mim idiota e eu fui
Nada mais posso fazer
Senão reabilitar o coração
Quem sem Ănfima piedade me destruĂste
Buscarei um novo amor
Sincero, amĂĄvel, que ame
Porque um amor igual ao seu
Tenha certeza; nem vocĂȘ merece.
Este poema
Este poema Ă© meu
De tĂŁo simples que Ă©
SĂł podia ser meu
Adicionei o La e o Guna
Ă por isso que este poema
De ninguém mais pode ser
SenĂŁo de Laguna
Sim! Laguna sou eu
Sou eu laguna
TĂŁo virgem na poesia
Que este poema de ninguém mais seria
SenĂŁo da minha prĂłpria autoria
Se nĂŁo o julgo melhor
Também não o tomo por pior
Pois, apesar de serem versos simples
O fiz por amor.
Prostituto
Prostituo-me com prostitutas
Disdou sentido a minha vida sem sentido
SĂł para que os de mĂĄs condutas
Olhem para mim e digam âele Ă© fudidoâ
A minha vida Ă© tĂŁo enfadonha
Tal e como a de muitos jovens
Cheia de vĂcios, malefĂcios e vergonha
Eu tenho isso em mente nĂŁo sei se tu tens
Embarquei na loucura dos tempos
Desviei-me dos bons costumes que aprendi
Sonho na ĂĄrea e tudo vai com os ventos
NĂŁo sei nem se quer dar conselhos a ti
Eu que sou o mais antigo na vida
Mal sei formular projectos de vitĂłria
Vivo como mortos atormentados pela desvida
Depois desta, de mim ninguém terå memória.
Minda
Minda!
Só para dizer o quanto és linda
Sem receio 1000 versos como estes faria
Versos iguais ao teu rosto cheio de alegria
Embora nĂŁo penses o mesmo de mim
Com versos e rimas te elogio mesmo assim
Tu mereces, ainda que consideres pouco
Aceite o elogio deste vadio, poeta e louco
Até podia te oferecer um vestido de marca
Mas nĂŁo seria mais belo que a sua anca
Ăs doce no falar e excitante no desfilar
Ăs preta e negra com isso deves te orgulhar
Não te ofereci flores porque és uma delas
Nem me foi necessĂĄrio te oferecer estrelas
Tu brilhas, alegras os olhos do apreciador
Resumindo todo poema; Minda és um amor!
A distĂąncia que hĂĄ entre nĂłs Ă© apenas lĂŁ linho e algodĂŁo
Pra te prender em mim, só preciso de sua boca mente e coração!
Amor verdadeiro só acontece uma vez. Outros sentimentos afetivos são simplesmente retribuiçÔes, agradecimentos e trocas de carinho que são destinados a nós.
o BRASIL só vai crescer quando a educação for a base de sustentação do governo e da sociedade e quem sabe assim diminuiremos a ignorùncia do ser humano e suas desigualdades sociais e econÎmicas.
A liberdade de expressĂŁo e sentimentos que sĂł a maturidade traz faz da mulher mais velha uma verdadeira fonte de sensualidade.
