Jean la bruyère
Assim como o sol, renasci
Em águas cristalinas, abadô
E o menino, que chamo de pai
Em prece, louvou: Oriô
Agora trago em mim eternamente
Esse encanto de menino
De ser hábil, quando precisar caçar
De ser encanto, no escuro do caminho
Locy, locy meu menino, caçador
Que em mim plantou a semente
De Atotô Ajuberô.
Você é aquela música
Que ouso no final do dia cansativo
Você é aquele sorriso
Que diante dele, tudo ficar melhor
Você é aquele poema
Com estrofes tão bem rimadas
Tão bem amadas
Que mesmo calada
Torna leve a minha sina
Você é aquele calor
Que invadiu meu peito vazio
Construiu, fez o seu ninho
E fez morada de amor
Se julgar de forma construtiva é essencial para você evoluir, mas se julgar além do necessário é apenas uma forma de arruinar sua evolução.
Amor...
É... Quando falo de amor
Falo de você
Falo dos seus mimos
Dos meus poemas e até dos esquemas
Falo do seu sorriso
E do quanto você muda o meu
Falo sobre nós
E como amo cada detalhe de ti
Falo do seu sabor
E mesmo assim
Nenhuma palavra, tema,
declaração, dilema, calor... Poema
Resume o meu amor
Hoje escrevo: Saudade!!
Saudade que feriu meu peito
Que adoeceu e se partiu em meio
Pela dor doída da paixão
Sem devaneio e sem hipérbole
Não é mais saudável, tão pouco refrigério
O que sinto em meu coração
Dói, diante ver tudo se dispersar
Machuca, pela madrugada velar
E aos poucos, perdendo minha identidade
Hoje, diante a insanidade
Perdoe-me, o poema é saudade
Menino,
Tão pequeno e tão esperto
Que carrega o mundo em sua mão
Não é atoa que é filho dele
Dono da terra e do banquete
E não é atoa, que mora em meu coração
Menino,
Tão menininho e tão faceiro
Fez de minha vida, um tabuleiro
Como raiz, brotou do chão
Mas, vivido como ele é
O menino,
Aquele meu menino...
Que no mundão andou sozinho
Se tornou Olubajé
Olho seus olhos
Vejo o brilho em teu olhar.
Olho seu sorriso.
Que reluz e chora,
Sem chorar.
Vejo tuas covas
Que me encantam
Mesmo com tristeza.
Tu és tão foda
Que não desiste
Se mantém forte
E com destreza.
Tu é tão bela
Que me desmancha
com o olhar.
Me chama e
me beija
mesmo sem eu estar,
Perto de você.
Tu é borboleta liberta
Que voa, vem e vai.
Tu é minha linda rosa
Que eu clamo;
Amai, amai, amai...
Tu és a linda Maria
Aquela... a do João.
Mais na nossa história
No final
Não morremos não.
Tu és os olhos de Oyá.
O vento que me ganha,
Me encanta
E me anestesia.
Tu és Oh búfalo bravo
Que nem mesmo eu
Quero enfrentar.
Tu és uma dendezeira
Me queimou, só deu olhar...
Tu és a leveza dos meus dias,
A razão do meu viver.
Tu és tão bela moça,
Eu só penso e vivo você.
Tu és tudo de lindo, puro e genuíno.
Meu amor por você cresce,
Amadurece, fica adulto e bonito.
Tu és o meu amor.
Me apaixonei.
Deus...
Me rendi.
Nem percebi...
Só me rendi.
Mas como não se apaixonar?
Se esse teu sorriso,
Teu bailar,
Teu viver
É de encantar?
Se até os poemas de Fernando Pessoa
Se renderam à você...
Como poderia eu?
Não me apaixonar por você?
Se até os girassóis de Van Gogh
Se apaixonaram,
Eu não suportaria
Não te amar,
Lhe ver sem beijar,
Te querer e te abraçar.
Eu me rendi.
Desiste de não querer,
Desiste de tentar ser forte,
Quando minha fraqueza é você,
Eu tendo a me render.
Mas essa fraqueza é boa...
Oh, mas que fraqueza.
Eu fico entusiasmado,
Anestesiado quando deparo
Com tanta leveza.
Nem a Monaliza chega perto
De tanta formosura.
Nem aqueles olhos negros
E aquele sorriso de cantinho
Chega perto do teu carinho.
Se até as obras de artes mais
Incríveis se renderam por você.
Acho que fiz uma boa escolha
Me apaixonando e me rendendo
A você, amor.
O bom de pensar negativo é: que se da errado, você já estava preparado para aquilo.
Mas, se da certo, você pelo menos se surpreende com algo bom e se torna mais confiante.
Faço de você meus versos
Meu mundo,
Universo.
E a cada verso
meu amor tão diverso
Tende a crescer.
Cresce firme,
Cresce bem,
Ele cresce tão de presa...
Deus...
Sem você não sou ninguém.
Você é meta de mim,
Metade do meu ser.
Me possuiu,
Me invadiu.
Agora sou parte de você.
Se tu é poesia, amor
Eu sou o leitor.
E em cada parágrafo do teu ser,
Em cada palavra te querer,
Em cada momento a te ler,
Eu paro, me calo, reparo,
E fico fascinado
No teu ser
E nesta poesia, menina
Que és você.
Esse carinho lindo e puro
Tão grande quanto a imensidão...
Essa menina agora é menino,
Com ofá e abêbê na mão.
-Ela é de Logun!
