Jean la bruyère
Chega de libertinagem! Tolo é o homem e mulher que confunde liberdade com libertinagem. Liberdade é responsabilidade, é o bom senso de agir dentro dos seus direitos sem ferir aos direitos alheios. As "coisinhas sem importância" para um, podem gerar grandes transtornos para outros, por isso meu direito termina onde começa o seu. É tempo de trazer a própria conduta a um exame profundo de consciência, é tempo de renunciar ao que aflige o espírito e abala a moral, é tempo de transição. Na natureza nada se perde, tudo se transforma, esse é o maior poder que Deus concedeu ao ser humano: a própria TRANSFORMAÇÃO... E isso demanda renúncias.
A quem mais é dado, mais é cobrado e a vida cobra sério. Pobre daquele puritano que se julga superior às falhas alheias e não se dá ao direito de aprender com elas, mas tem facilidade de se colocar no lugar de julgar e condenar a quem quer que seja. Frente aos erros e acertos de meus amigos, renuncio aos erros e me abraço aos acertos, porque sei o bem que já me fizeram e sei que somos todos sujeitos a falhas. Um quadro branco com algumas manchas pretas, continua sendo um quadro branco.
A vida bate, irmão. Mas quando bate, ensina!
E o tempo se foi, se foi o tempo de se importar com o tempo.
E viver esse tempo que nos foi dado.
Não se preocupe se ainda há tempo, pois tempo ainda há.
E se importamos tanto com o tempo, o tempo passa rapidamente.
Hoje em dia no mundo de relações distantes, imaginamos um mundo melhor.
Imaginamos está mais perto um do outro.
Pena que isso é só uma imaginação.
Tudo que foi.
Tudo mudou,
Menos a minha apreciação pelo amor.
Tudo se foi,
Inclusive aquela dor.
Tudo está indo
Para longe do meu ser.
Tudo se vai,
Até a vontade de viver.
Tudo que foi,
Foi e não voltará.
Tudo que você foi
Continua a machucar.
Tudo que ficou,
Foi apreciação pelo sentimento.
Tudo que mudou
Foi o carinho, o acalento.
Tudo se vai,
A vida é assim.
Foi-se tudo,
Menos a minha apreciação pelo amor.
Sou eu, o meu livro.
Sou como um livro
De capa dura.
Capa essa não tão rica,
Mas bela na escritura.
Sou como um livro,
Do qual algumas páginas foram
comidas por traças.
Algumas amassadas,
Outras sem sequer marcas.
Sou um livro do qual
Ainda tenho muito á escrever.
Sou como um livro,
Não basta ler, deve entender.
Sou como um livro que não tem gênero.
Minhas histórias variam
com o luar.
Varia com minha caminhada,
com minha sina, com meu amar.
Sou como um livro
que tem muito a oferecer.
Se focar apenas na capa...
Desculpe, mas não irá se surpreender.
Plantei um pe de estrelas
Para mais estrelas vê
Sozinho olhando pro céu
Esperando anoitecer
Quando bate bate a lua cheia
Quase morro de prazer
Essa é a minha lua
Que plantou eu e vc
Poeta.
Poeta, você está triste,
Sem nem mais saber sorrir.
Poeta, você está cansado,
Vela a noite sem dormir.
Poeta, você está esgotado,
Em suportar mais está dor.
Poeta, você está morrendo,
Sem poder falar de amor.
Poeta, você está doente,
Você deseja partir.
Poeta, você está sozinho,
Sem ter com quem se unir.
Poeta, você está embreagado,
Bebo, jogado ao relento.
Poeta, você está virado,
Sem carinho e acalento.
Poeta, você está sem inspiração.
Você está sem o fervor,
Sem o fervor da paixão.
Há palavra.
Há palavras que digo,
Que mexem em teu ser.
Algumas de forma não tão positivas.
Mas que não deixam de mexer.
Há palavras que lanço,
que posso perfeitamente lhe encantar.
Há palavras que digo,
Que posso facilmente chatear.
Há palavras que distorcem,
Para fins me machucar.
Há palavras heróicas,
Que podem simplesmente lhe salvar.
Há palavras que matam
E que assassinam o meu ser.
Há palavras que salvam,
Talvez eu consiga me manter.
Há palavras com peso enorme,
Jogadas ao vento sem pudor.
Há palavras me matando,
Só eu sinto essa dor.
Olhe em meu rosto...
Eu quero chorar!
Estou perdido e definhando,
Mas não consigo lhe mostrar.
Um dia o choro sai...
Medo de amar.
Amor, se vá embora,
Eu mereço lhe perder.
Amor, e não demora
Eu não mereço mais você.
Amor, eu tenho medo
Medo esse que destrói meu ser.
Amor, não tenho jeito
Você não merece sofrer.
Amor, siga sua sina.
Me deixe... Pode ir.
Amor, e não me liga
Eu nem quero lhe ouvir.
Senão a saudade bate
E me lembra de você.
Amor, você não merece isso
Vá, tente esquecer.
Amor, eu sou tão frágil
Que não suporto o amor.
Amor, eu sou tão fácil
De desistir do nosso amor.
Amor, eu sou tão raso
Que seu amor me assusta.
Amor, você é tão infinita
Que seu amor me ofusca.
Amor, eu não lhe mereço
Por medo de amar.
Amor, talvez eu aprenda...
Aprenda a transbordar, amor.
Por enquanto eu fico aqui
Sozinho e sem você.
Quem sabe eu não aprendo...
Aprendo a amar você.
Aprendendo amar.
Diga que me ama!
-Eu lhe amo, meu amor.
Diga que sou,
Diga, por favor...
Diga que sou teu mundo.
Venha, mostre que me ama.
Diga a verdade
Não pense que me engana.
Seja recíproca,
Griete ao mundo seu amor.
Me chama de dengo, de carinho, de anjinho, de amor.
Mostre que me ama,
Que eu vou lhe responder.
Finja que me odeia,
Que eu tendo a te esquecer.
Não me venha com pouquinho,
Eu não sou mesquinho assim.
Me venha com o infinito,
Que lhe dou o melhor de mim.
Eu não aceito pouco amor.
Aprendi a transbordar.
Você não me ganha com pouquinho,
Aprenda a me amar.
Eu sou desse jeito,
Assim novo, assim amante.
Eu sou desse jeito,
Assim tão frágil, assim tão grande.
Eu sou desse jeito,
Assim dramático, assim tão ciumento.
Eu sou desse jeito,
Assim tão magro, assim tão lento.
Eu sou desse jeito,
Assim tão amor.
Eu sou desse jeito,
Assim sem cor.
Você é infinita,
Não há como dizer.
Você é tão amor,
Não há o que escrever...
É porquê eu acho que as qualidades que conhecemos não seriam capazes de lhe descrever do jeito que lhe vejo.
Metade.
Eu sou meta.
Me desculpe, sou assim.
E não fale,
Que isso não faz parte de mim.
Eu tenho medo.
Não adianta, vou continuar a sofrer.
Eu sou tão seco,
Que não aguento ser você.
Eu sou assim.
Oh, mais que dó.
Eu sou alecrim,
E também jiló.
Eu sou uma mistura,
Uma mistura de emoção.
Eu sou tão fuga,
Que me desespera a paixão.
Eu sou metade,
Metade de tudo que me vêm.
Você é infinita.
E eu?
Não suporto ninguém,
eu sou metade.
Um dia quando acordei
Me deparei diante de uma fera.
Ela me olhava nos olhos,
Me encarava sem entender,
Com uma expressão de espanto,
Então pude perceber
E me dei conta que eu estava
Diante do espelho.
