Jean la bruyère
Andorinha Apaixonada.
Era um céu azul com a manhã cheia de nuvens, o sol brilhava e iluminava o amanhecer. Existia uma Andorinha que acabara de acordar, ela estava tão feliz e tão contente com a manhã que resolveu voar. Voou, voou e voou a cantarolar.
Voando pelo mundo à fora ela encontrou seu Sábia, foi um amor a primeira vista e um encontro tão incrível que parecia que eles já se conheciam. Ela então o convidou para voar, voando pra lá, voando pra cá não deu outra, danaram a se apaixonar. Mas a Andorinha pensava que isso era loucura, afinal, eles eram completamente diferentes, ela era uma Andorinha e ele um Sábia. A Andorinha então falou:
- Sábia, isso não é certo, é contra a natureza! - Disse isso a Andorinha com ar de tristeza.
O Sábia então respondeu:
- O que é a natureza perto de nosso amor? Andorinha, a natureza é amar.
A Andorinha então calou-se.
Eles não sabiam o que fazer, refletiam no que os outros bichos iriam pensar. Mas eles se amavam e independente queriam viver esse amor. Destinados a ficarem juntos assumiram o amor a toda bicharada. A bicharada enlouqueceu, todos riram e ficaram indignados com tamanha loucura. Mas eles n ligaram, pois, se amavam como nunca amaram ninguém. Após assumirem o romance e a bicharada enlouquecer eles tiveram de se mudar daquela floresta, pois, estavam sofrendo diversos ataques. Os bichos não aceitavam o danado amor. Diziam os bichos:
- Lá vai a Andorinha maluca e o louco do Sábia. - Diziam os bichos com tamanho desprezo.
E o Sábio, sábio como ninguém respondia com humildade:
- Se o amor é loucura, quero morrer sendo um louco.
E desde então a floresta calou-se a tratar de amor.
O calor me invadiu
E curou todo meu ser.
Me deu vida, amor
E me fez renascer.
Ao som do opanijé
Meu pai mostra seu esplendor.
Mas naquele dia no Orum
Foi bamba no Orô.
Todos se perguntavam
O porquê daquele Azê.
Mas meu pai, misterioso como é
Não queria responder.
Mas uma moça,
brava como um búfalo
Não suportava a curiosidade
E não aceitava aquele não.
Ela, destemida
levantou aquelas palhas
E sem restar cabaças
As levantou com um soprão.
Junto com suas palhas
Ela lhe soprou suas chagas
E sem restar migalhas
Ela conquistou seu coração.
O Azê quando voou,
Revelou o homem lindo
Que aprenderam a amar.
E viram, que a pele de meu pai
É simplesmente,
O sol a brilhar.
So(ne)dão.
O vazio da minha alma
O vácuo do meu ser
A solidão que me abraça
O amargo coração.
Isso tudo me assusta
Eu não sei o que fazer
Isso tudo gera dúvidas
Eu não aguento a solidão.
Faço o que é preciso
E mesmo assim ninguém me nota
Eu perco o meu juízo.
Nem a dor mais me suporta
E tendo andar na contra mão.
A solidão é minha cola
Eu aprendi a conviver
Eu sei, ninguém dá bola.
Então isso que é viver?
Já não suporto mais o vazio,
O vazio do meu ser.
Serpente encantada
É pura transformação
Hora homem, hora cobra
Dominou meu coração.
O meu caminho quem guia
É o rastro dessa serpente.
Ela, quem transformou minha vida
Que mudou minha sina e me libertou.
Logun é guia.
Estava eu perdido
Em meio aquela mata
Não sabia de nada
Era tudo confusão.
A mata era fechada
Nada eu enxergava
Nem pássaro cantava
Um menino pegou em minha mão.
Ele me levou a um lugar
Que eu me lembro bem
Lá, ouvia pássaros a cantar
Lá, ouvia roncos de trovão.
Lá, o corpo arrepiava
Lá, o tambor não se calava
Lá, o amor não se cobrava
E lá, tinha paz no coração.
Esse menino me disse seu nome
Ele se chama Logun Edé.
Esse menino me deu a vida
Esse menino me mostrou o candomblé.
Por isso, o menino é pai
Por isso, o menino é vida.
Por isso, eu vibro Orixá.
Por isso, Logun é meu guia.
Enquanto eu houver forças
Logun eu irei de louvar.
Pois, quando a mata se fechou
Logun Edé quem foi me buscar.
Locy locy, Logun eruawô!!
Carta p'ra alguém.
Amor, me perdoe
Por ir e velejar
É que eu estou velando por aí
Sem saber se vou voltar.
É que eu não aguentei a saudade
E precisava escrever
É que isso tudo dói e arder
Eu querer e não poder.
Eu tentei ficar contigo
Mas, amor, isso me dói.
Eu tentei ser seu amigo
Mas o amor não brota, se constrói.
Então eu fui, fui por aí
Velejar no mar da solidão.
Eu admito, eu caí
E machucou meu coração.
Ainda sinto saudade,
É, amor... Não superei
Isso tudo é crueldade
Mas isso não te importa, eu tentei.
Eu errei em te amar,
Eu errei em tentar escrever.
E sei que cê não vai ligar
E nem sei se vai receber.
Mas eu sigo aqui sozinho
Velando pensando em ti
Amor, sigo meu caminho
Velando a noite sem dormir.
Toda lembrança é eterna. As que deixaram de ser eternas, não são mais lembranças, viraram esquecimento.
Nos lábios do vazio eu sou o beijo. Nos olhos do passado eu sou o choro. Nas mãos da saudade sou o adeus.
morro sempre que penso em viver
cada vez mais quando penso quem sou
e sou sempre menos quando penso quem era
Renasci... É, eu renasci... As vezes me perguntava como era renascer pro Orixá, minha mente mirabolava diversas coisas, sensações e emoções e por incrível que pareça nada que eu ousei pensar chegou perto do que realmente é renascer pro orixá. Ainda não sei bem o que é renascer, afinal, nasci agora. Mas o pouco que vi, vive e senti já me ensinou um pouquinho do que é... Aprendi que renascer pro Orixá é compromisso, é responsabilidade, é resiliência e bastante humildade, aprendi também que renascer pro Orixá é puro amor, é abrir mão de diversas coisas por um bem maior, é entender seu tempo e respeitar a hierarquia. Resumindo, renascer pro Orixá é ser um novo você, é aprender tudo novamente, a andar, a ler, a escrever, a ser... Renascer pro Orixá é aprender a ser forte, afinal, ser do Orixá não lhe livra dos problemas, pelo contrário, ser do Orixá é ter certeza de que momentos ruins viram mas a fé nos dá confiança de que tudo isso vai passar. Bom, ser do Orixá é tantas coisas mais que não se resumiria em palavras. Ainda tenho muito a aprender mas o pouquinho que eu aprendi já me transformou. Adupé Orixá!
Enquanto eu caminha sozinho, eu te procurava.
E foi justamente em um daqueles dias sem esperanças.
Eu olhei para o universo e pedir a ele um sinal.
Foi quando te encontrei e meus dias ficaram ensolarados.
