Andre guide
No princípio da aula de português, surgiu o A seguido do B,C e do D.
Depois em sequência chegaram o C,D e o E. de uma vez só, foram aparecendo o F,G,H, I,J que convidaram um tal de K, para se juntar com os que já se acomodavam no quadro negro que era verde, na minha sala de aula. Antes do recreio, uma turma enorme e entusiasmada com a reunião surgiram de entre-linhas, eram o L,M,M,O,P,Q,R,S,T U,V e para terminar chegaram os que para nós são os últimos mas, que para nos contrariar, alguns cientistas dizem que é o começo de tudo, os tais X,Y e Z, mas isto, já é ciências. Ah! quase esqueci daquele estrangeiro que ganhou asilo, o W.
"O supremo propósito da vida não é o conhecimento, mas a ação", mesmo não possuindo o necessário, é importante encontrar algo para dividir com os outros.
Amanhã, entre um minuto e outro, entre uma hora e a próxima, entre um momento e uns instantes, não esqueça de deixar espaços vagos. Espaço na gaveta para uma meia nova, espaço na prateleira para aquele livro que sempre quis ler, espaço no dia para um café com amigos, espaço na agenda para um compromisso não agendado, espaço na noite para um sonho inesperado, espaço nas entrelinhas para observações malucas e não tão importantes mas sinceras, espaço no espaço para viajar numa ideia. E um espaço para algo especial que não precisa ter tamanho porque ele se acomoda, se contrai, se expande: aquele espaço para amar que sempre está do ladinho do espaço que a gente esquece de deixar na vida, o espaço para viver.
É na grandiosidade do teu sorriso, e na simplicidade dos teus gestos que tenho encontrado a felicidade nos meus dias.
Escrevi este texto em 1977 quando estava na 7ª série, foi publicado em 2001.
Todo dia, quando ia para a escola, passava na casa de uma colega para irmos juntos.
Ela tinha os olhos grandes e tristes.
Até que um dia, notei que os olhos dela estavam mais tristes que normalmente.
Então pensei: Se eu der um beijo nela, será que ela ficará mais feliz?
Não hesitei; beijei-a no rosto!
Deu um clarão e eu nunca mais a vi.
Até que num dia chuvoso, quando passava por uma poça d’água, vi uma sapinha de calça jeans e tênis.
Dei dois passos e parei. Sapo não usa calça jeans. Muito menos tênis...
Voltei e olhei. Eram aqueles mesmos olhos grandes e tristes.
Pensei então: Será que é como um conto de Fadas?
De novo, não hesitei, me abaixei, peguei ela na mão para beijá-la...
Mas ela beijou primeiro.
E depois do clarão. te digo uma coisa: Aqueles olhos não são mais tristes
e acho o maior barato ficar coachando na beira das poças.
Mas não me acostumo a ficar pulando de lá pra cá e daqui pra lá o dia inteiro.
Se você praticou um erro,
o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava,
a impaciência fará mais larga a distância entre você
e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade,
conserve a calma trabalhando, porque, em todo problema
a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
E segredou o velho no seu leito de morte:
- a vida que já é curta foi-se célere; passei-a ambicionando coisas, quase sempre supérfluas, ao invés de ser feliz com o que já tinha. Hoje troco tudo que tenho por mais tempo, mas infelizmente o mesmo não está à venda.
Para quebrar a leitura acrescento essa coisa fútil, dispensável, absurda, cega, surda e muda, que é esse parágrafo inútil.
A alma quer plateia, zelo, nada de estar sozinha. Ela quer que outros olhos curtam seu curto vestido decotado, o sorriso do rosto com duas covinhas e todos, mas todos, os seus pelos eriçados.
Quando a gente guarda alguma coisa de uma pessoa para lembrar dela, é porque tem muita chance desta pessoa ser esquecida.
