Andre guide
Seu caminho é marcado do seu último passo para traz, não para frente. O caminho que você irá percorrer até seus objetivos, só é marcado pelos passos que você dará e, estes mudam a todo instante. Seja pela folha que despencou de um galho e desviou seu olhar, o perfume da pessoa que passou perto e lhe lembrou momentos passados, ou a pedrinha ou rocha que te fez mudar a direção, que te fez mudar de opinião. A verdade é que você não prevê seu caminho, apenas o constrói dia a dia, passo a passo. Agora como você caminha, que é importante. Caminha rápido para chegar logo? Caminha devagar para não cansar? Eu penso que de nada adianta caminhar rápido ou devagar, ou até sair correndo, você irá percorrer o caminho do mesmo jeito, a distância não muda, como você irá chegar, sim. Eu escolhi trocar a caminhada por um passeio, olhar para os lados, olhar para cima, olhar para trás e depois olhar para frente. E durante este passeio tenho encontrado jardins onde sentei em seus bancos e vi lagos lindos, montanhas enormes, corações gigantes, pássaros cantando, botos mergulhando, bailarinas dançando, crianças sorrindo e amigos se abraçando. Verdade, o meu caminho, tem sido um passeio.
A política da qual se servem os demagogos, pode ser comparada a uma velha gagá e inválida, que em sua cadeira de balanço, pragueja os meninos peraltas que correm livres esbanjando vitalidade. Querem-se fazer ouvir pela força do discurso bruto, paralisador. E como são desprezíveis, temem o desprezo de seus opositores e desejam um aperto de mãos por parte dos medíocres, do povo, que merecem o desprezo. Pois demagogo no grego primitivo quer dizer condutor do povo. E se o povo precisa de condutores, os políticos carecem de um cão-guia, tão cegos que estão na trilha de melhorar a sociedade.
Os antimoralistas não querem que você se olhe no espelho e veja as semelhanças calamitosas com o demônio.
Quem tem dúvida, leu pouco. Quem tem certeza, leu apenas o prefácio. A pergunta não existe para estabelecer a verdade, mas para buscá-la.
Tem dia que é desafiador, outros passam voando, e outros que nem gostaríamos que existissem.
Mas o que torna um dia especial? No caso o de hoje? Foi um fato passado? Foi o resultado das ocorrências? O que? Talvez seja apenas o momento, o momento em que estamos juntos, isso sim pode fazer qualquer dia de cão virar um dia especial, a falta é semelhante a morrer de dor a cada hora, por isso quando estamos juntos a dor para, e é preenchida com amor; mas voltando ao assunto inicial, este dia é especial e sempre será, pois marca o nosso encontro, o nosso sim, uma simples palavra que irá transformar o nosso mundo, está palavra faz parte do grupo das três primícias (sim, céu, mãe) são palavras simples que descrevem grandezas, este sim possibilitou o fim de uma busca para preencher um vazio que não parceria caber em mim, então hoje é SIM um dia especial, e além deste, todos os outros que eu passar ao seu lado também serão.
Quantos jovens brilhantes ultra graduados, decididos e diligentes formados em faculdades reconhecidas pelo MEC têm exigido empregos em organizações de alto potencial, prometendo que trabalharão duro para gerar capital que lhes permitirá se aposentar e buscar seus verdadeiros interesses confusos quando estão com trinta anos e contando? E quando chegam a essa idade, eles têm grandes prestações, crianças em escolas particulares, casas na periferia que exigem pelo menos duas horas em um trânsito cáustico e uma leve sensação de que a vida não vale a pena sem um provedor via streaming, anticolinesterásicos importados e autocracia da vontade egoísta. O que eles deveriam fazer? Criar cabras? Questionar oligopólios, nações, impérios, alegorias e prestar atenção nas águas dos córregos? No vento balançando folhas? A humanidade, mesmo quando experimenta o pleno prazer, não está satisfeita, porque teme que esse sentimento possa logo desaparecer e deseja intensificação. As pessoas são libertadas do sofrimento não quando experimentam esse ou aquele prazer transubstancial, mas sim quando compreendem a natureza em totalidade de todos os seus sentimentos. Sem papinho de meditação budista. Na meditação, você deve observar de perto sua mente e seu corpo, testemunhar o surgimento de todos os seus sentimentos, e perceber quão inútil é persegui-los. Não seria mais interessante apenas parar e viver em vez de fantasiar?
Hoje é um daqueles dias que sinto poeta novamente, mas me vem o seguinte questionamento, será que eu ainda sei o que é amar? Hoje eu sinto uma dor tão grande, essa dor se chama escolha, são nossas escolhas que nos conduzem ao futuro e hoje eu vi que uma escolha que eu fiz talvez tenha deixado de lado o que eu mais venero nesse mundo, o amor, talvez o que eu tenha em mim não seja o suficiente para o mundo, não tanto quanto eu pensei que tinha, me perdoe, eu não fiz por mal, só fui um eloquente tentando acertar mas hoje vejo que errei.
Pensar demais talvez seja o pior mal que me assola, talvez se eu pensasse menos e apenas seguisse poderia ser mais feliz, mas não é culpa minha, o universo me fez assim, sou um eterno pensador perdido em um mundo com grandes paredes e poucos caminhos.
A empregada doméstica carregava o bolo de aniversário do filho mais velho da patroa. Em um momento de desequilíbrio, no tropeço do descuido, leva um tombo e o bolo se espatifa no chão. Com as sapatilhas sujas de glacê, compra uma passagem para Córrego do Bom Jesus.
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Lhe ocorre um momento privilegiado de um descortinamento interior como se o céu se abrisse e a uma iluminação elevadora da consciência onde você se afasta de uma vida mecanizada como de quem é responsável por fazer todo o serviço da casa, abrir as toalhas de banho para secar, levar o lixo para fora, desinfetar o banheiro e outras coisinhas domésticas para, assim, irromper numa luminância de clara batida. Ao imaginar o rosto do menino de aniversário que não haverá bolo, ela sente que toda a fragmentariedade do sujeito e a problemática existencial é dissolvida. Toda tensão psicológica dos intervalos dissonantes e do sabor de xarope que a palavra próclise causa na boca dissipa.
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Pós dispifania, a vida do personagem nunca mais será a mesma. Ela não terá um final feliz. Não terá um processo completo. Um incômodo desejo de ser vividamente uma presença que não estará lá. E de não voltar para casa.
“Latu sensu, tutatis mutandis tantum, homo habet de scientia quantum operatur.”
“Em sentido amplo, mudando o que deve ser mudado, o conhecimento que o homem possui é só aquele que aplica.”
Quanto mais profundo o ciano escuro se torna, mais fortemente chama o homem para o infinito, despertando nele um desejo pelo puro e, finalmente, para o incompreensível. Quanto mais leve se torna, mais perde seu som, até se transformar em silêncio e o silêncio se torna branco.
E se eu te disser meu amigo que você ainda dorme, você acreditaria que o sonho é uma brisa da realidade?
Vivemos em um mundo que não é mundo.
A sua mudança deve partir de dentro e não de fora, se você não muda o seu interior e continua praticando as mesmas coisas no seu exterior em nada você mudou, essa é a leia, a Lei da Correspondência. Então não adianta falar que mudou, mentir para si mesmo é a pior mentira, aprenda, mude primeiro o seu universo interior para depois mudar o exterior.
O que está em cima é como o que está embaixo
164. DIANTE DAS FRAQUEZAS
Nossa evolução é sempre desparelha. Crescemos mais em alguns aspectos do que em outros. Isto é normal e acontece com todo mundo. Devemos, porém, ter atenção especial com nossos “pontos fracos”. Conhece-los é aconselhável, mesmo que não possamos corrigi-los de imediato.
Se você sabe que seu ponto fraco é, por exemplo, a gula, evite comprometer a saúde com alimentação errada. Se a paciência está em falta, evite explosões que o levem a atos impensados dos quais se arrependerá. Se nos perdemos pelo egoísmo, vamos tentar ser mais solidários, pois só assim conseguiremos o que queremos, tudo de bom para nós! Se somos apegados aos bens materiais, valorizemos mais o espírito, pois a carne é passagem para ele, que é a nossa realidade.
É pelos nossos pontos fracos que caímos. Não nos vale tanto ser ótimos em uma área e péssimos em outra quanto um desenvolvimento mais harmonioso, com um “satisfatório” em tudo.
É o desequilíbrio que nos leva a sofrer. Um pássaro pode voar bem apenas se tiver as asas equilibradas. Tendemos a fugir do que nos apresenta mais dificuldades, mas é neste ponto que devemos nos focar.
O equilíbrio é virtude difícil
De conquistar, mas vale a pena.
Encare as fraquezas de frente e a
Vida se tornará menos difícil.
TE AMO
Te amo como criança
que molha as puras mãos
no riacho, acreditando tocar a lua,
através do seu reflexo.
Como seus ser alado
jamais visto pelo homem,
entoando cantos jamais ouvidos,
se ponha a pousar sobremesa ombro
e depois escorregasse para dentro
do meu peito e ali habite para sempre.
Te amo como mão
quero partir acena em adeus
ao longe, antes de perder
a figura do ser amado.
E. assim eterniza o gesto
na curva da partida
num triste e longo adeus,
perante a manhã que, esbranquiças,
no caminho, espelha,
os sonhos vividos a distância.
Te amo como amante
debruçando sobre teu seio,
ah mulher, amada,
para sentir o instante da pura
ausência quando fremido
do prazer dos sentidos
esquecem o coito alucinante
dos corpos e vão
adormecer, profundamente,
envoltos pelo manto azul da noite.
Te amo como condenado a morte
que na execução traz
o último pedido solto
em forma de benção ao algoz.
A morte e a brisa ventilada
sobre o alçapão que me acolhe
com seus braços de Ramos vivos.
Uma morte temporária,
como as tempestades na floresta
que antecedem o cio das flores.
Te amo como lugar
onde te serve como solo.
Um solo fértil para te semear,
semear as sementes do teu coração,
As semente se nutrindo de seiva
branca para fecundar-te,
E, depois, romper das entranhas
o amor infinito dos deuses
que desce em sonho
e abre em carne celestial.
Te amo como brisa matutina,
brilhando sobre um novo
um dia que jamais surgiu,
mas existe translúcido
nos olhos dos náufragos,
dos loucos, dos poetas,
dos perseguidos e humilhados,
dos que têm sede e fome
dos desesperados, porém
que têm os olhos presos na aurora.
Te amo como outono
diante de secas folhas caídas
d'Água da tua alma.
E, na quietude do meu espanto,
sustento a fúria do mundo.
Parece como os instantes
que antecedem o fim, como a morte.
Porém é o preparo para adormecer
no inverno e na próxima estação
florir e, no fim, iluminar.
Te amo como passado
em que as lembranças são arrepios
desvendados no presente,
através de prazeres incontidos.
A sombra que mostra a vida
como o escurecer da noite
em busca da aurora do futuro.
que tinge a madrugada de luz.
E a escuridão que nasce
Clara no ventre da manhã.
Te amo como dor infinita
por sentir a falta do seu corpo.
Sinto-me esquecido
e aves do céu que fogem de mim
quando se aproximam
seus cantos estão mortos.
Uma dor de ausência dos teus olhos,
quando do amor de nossos corpos.
Teus olhos que abrigam
as chamas do crepúsculo.
Te amo como perda
que me faz lembrar das noites
em que amei teus olhos castanhos
e agora ouço a noite imensa.
mais imensa sem ti.
É assim choro sobre minhas
mãos vazias e são mais vazias
sem poder tocá-la. Estou triste
meus pobres versos caem
na alma como o orvalho na madrugada.
Esse seu jeitinho,
Meigo e conquistador,
Já fez muitos se apaixonar,
Magia no olhar,
Mel nos lábios,
Um lindo decote,
Impressiona até o Dom Quixote.
