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A torpeza, a ignomĂnia, a podridĂŁo das entranhas vivas, o nascer ou morrer infamado ou infame Ă© sĂł do homem.
Uma perda, qualquer perda, Ă© um aperitivo da morte â mas nĂŁo Ă© a morte, que essa sĂł acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.
Liberdade e fatalidade sĂŁo contrĂĄrias uma Ă outra; vistas de perto e de longe, sĂŁo uma sĂł vontade.
Totalmente indiferente ao destino, a natureza sĂł se ocupa do destino da esĂ©cie. Perante ela todos os seres sĂŁo iguais. A existĂȘncia do mais pernicioso micrĂłbio Ă© cercada de tantos cuidados quanto a dos maior gĂȘnio.
O Brasil e a Argentina parecem dois bĂȘbados cambaleantes a cabecear nos postes. SĂł que, enquanto a Argentina parece estar a caminho da economia de mercado, o Brasil parece estar de volta ao bar
Sou uma ĂĄrvore que arde com duro prazer. SĂł uma doçura me possui: a conivĂȘncia com o mundo.
O olhar psicolĂłgico me impacientava e me impacienta, Ă© um instrumento, Ă© um instrumento que sĂł transpassa.
No deserto, as frutas eram raras. Deus chamou um dos seus profetas, e disse:
- Cada pessoa sĂł pode comer uma fruta por dia.
O costume foi obedecido por geraçÔes, e a ecologia do local foi preservada. Como as frutas restantes davam sementes, outras årvores surgiram. Em breve, toda aquela região transformou-se num solo fértil, invejado pelas outras cidades.
O povo, porĂ©m, continuava comendo uma fruta por dia â fiel Ă recomendação que um antigo profeta tinha passado aos seus ancestrais. AlĂ©m do mais, nĂŁo deixava que os habitantes das outras aldeias se aproveitassem da farta colheita que acontecia todos os anos.
O resultado era um sĂł: as frutas apodreciam no chĂŁo.
Deus chamou um novo profeta e disse:
- Deixe que comam as frutas que queiram. E peça que dividam a fartura com seus vizinhos.
O profeta chegou na cidade com a nova mensagem.
Mas terminou sendo apedrejado â jĂĄ que o costume estava arraigado no coração e na mente de cada um dos habitantes.
Com o tempo, os jovens da aldeia começaram a questionar aquele costume bårbaro. Mas, como a tradição dos mais velhos era intocåvel, eles resolveram afastar-se da religião. Assim, podiam comer quantas frutas queriam, e dar o restante para os que necessitavam de alimento.
Na igreja local, sĂł ficaram os que se achavam santos. Mas que, na verdade, eram pessoas incapazes de enxergar que o mundo se transforma, e que devemos nos transformar com ele.
Acontece que eu nĂŁo sei pensar antes de falar, como a maioria das pessoas, entĂŁo eu vou falando e sĂł penso depois.
Um ano tem 365 diasâŠ
Para podermos estudar. Depois de tirar 52 domingos, sĂł restam 313 dias. No verĂŁo hĂĄ 50 dias em que faz demasiado calor para podermos estudar. Assim restam-nos 263 dias. Dormimos 8 horas por dia, por ano isso sĂŁo 122 dias. Agora temos 141 dias do ano. Se nos derem 1 hora por dia para fazer o que quisermos, 15 dias do ano desaparecem. Assim restam-nos 126 dias. Gastamos 2 horas por dia para comer, isso equivale a 30 dias, e sobram-nos apenas 96 dias no nosso ano. Exames e testes ocupam no mĂnimo 35 dias do ano. Portanto sĂł nos resta 61. Tirando aproximadamente 55 dias de fĂ©rias e feriados, ficamos com apenas 6 dias. Digamos tambĂ©m que sĂł saĂmos 5 dias. SĂł resta 1 dia. PorĂ©m esse Ășnico dia Ă© seu aniversĂĄrio. Ou seja, nĂŁo tenho tempo para estudar!
Esses sĂŁo meus MOTIVOS.
VocĂȘ jĂĄ teve algum sonho que parecia ser real, e quando vai acordar, vocĂȘ sĂł quer ficar na cama, mentindo com os olhos fechados para se prender a isso?
A sua história não é nem melhor nem pior do que a de ninguém que estå aqui. Ela só é a sua história.
