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Meio a meio.
O que meio sinto por ti,
Reflete nessa minha vida meio turbulenta,
Mas eu que nĂŁo sou de desistir,
Vou encontrar um meio de ter vocĂȘ pra mim
Juntarei cada pedaço de minha metade
Meio dilacerada,
Para entĂŁo ser inteira.
Inteira, Ăntegra, porĂ©m vazia.
Falta algo, alguĂ©m, vocĂȘ.
Vem e me preenche
Ou sĂł me deixa aqui.
MEIO
Meio triste,
Meio desamparada,
Meio sozinha
E parte meu coração ao meio,
Mas parte sem dizer adeus.
Eu sei que vocĂȘ vai voltar,
E eu odeio meias despedidas.
EntĂŁo nĂŁo me venha com meias desculpas,
Ou meias verdades,
Ou atĂ© meios eu te amoâs
Pisa no chĂŁo,
Sua realidade sou eu
Ficar descalça, assim sem meia.
(28 de abril de 2011)
Para viver um grande amor
Ă© muito importante
estar sempre junto
e até ser,se possivel,um só defunto
prĂĄ uma vez sĂłzinho,nĂŁo morrer de dor.
Talvez eu seja sĂł mais um pĂĄssaro que Ăąnsia por liberdade sem saber o que o aguarda fora da gaiola
Eu pensei que fosse fĂĄcil , tentar te esquecer , mais meu mundo sĂł tem graça , se estou com vocĂȘ ...
SĂł de escrever jĂĄ tiro mil toneladas das costas, quando vocĂȘ compartilha algo, aquilo se divide, o peso de nĂŁo estĂĄ num bom momento Ă© segregado pelo apoio, carinho e amizade e pela torcida de que amanhĂŁ Ă© outro dia, que hoje nĂŁo Ă© dia de tristeza, nem de luto, nem de raiva.
Lembranças
Sozinha eu me lembro de vocĂȘ, nĂŁo sei se sĂŁo lembranças boas ou ruins, sĂł sei que lembro. Lembro do seu sorriso sem graça, do teu olhar de menino que me fazia tĂŁo bem;
Lembro das lĂĄgrimas que derramei, das noites que em claro fiquei esperando uma palavra tua.
As vezes eu sinto sua falta, talvez nem seja de vocĂȘ, mas do que eu era quando estava com vocĂȘ. nĂŁo sei se ainda te amo, por que amar alguĂ©m que te faz o mau e nĂŁo sente nada ?
Sei lĂĄ, mas a vida Ă© assim mesmo .
Historia de amor
Uma vez estava na escola um menino estava conversando cmg sĂł que eu mim apaixonei e nĂŁo consiguir esquecer ele tem namorada o que eu vĂł fazer
Era uma sexta-feira, nĂŁo lembro ao certo a data, sĂł lembro que foi uma sexta, uma das sextas mais esperadas do ano, como todas as sextas que eu voltava a Natal junto com a felicidade de vĂȘ-lo mais uma vez. Lembro-me que ele estava bem triste, abatido com nossa separação e mesmo separada eu jĂĄ vinha a preparar uma surpresa. Passei a semana o evitando e friamente o afastava de mim, mal sabia ele o que o aguardava. EntĂŁo chegou a sexta, e como uma sexta comum se iniciou, trabalho pela manhĂŁ, aula na faculdade a tarde e entĂŁo acaba a primeira aula, jĂĄ com a "mala nas costas" peguei o moto taxi e me direcionei a rodoviĂĄria de Angicos, calada, sem dizer pra onde ia e de onde vinha. Viajei com fome por quatro horas, enquanto me comunicava com ele por sms, sms tristes e amargas tentando disfaçar a felicidade que eu estava sentindo em saber que faltava poucos horas pra vĂȘ-lo. Ele me liga e diz que vai sair com um amigo, me desepero em saber que por um minuto todo o meu plano desejado em uma semana poderia ir por ĂĄgua a baixo, peço pra que fique em casa e ele sem entender, permaneceu, pensando que eu estava apenas com mais um dos meus cuidados. Pego um 77 lotado e vou em pĂ© com uma mala pesadona nas costas, mas tava nem ai, o peso daquela mala pouco me interessava perto dos pulos que meu coração dava a cada km de proximidade. EntĂŁo caminho devagar da parada do ĂŽnibus atĂ© sua casa e ao soar de leves palmas ele aparece no portĂŁo e abre aquele sorriso lindo, o sorriso mais lindo que eu jĂĄ vi, aquele sorriso branco e calmo... Me deu um abraço tĂŁo forte e me beijou ali mesmo no portĂŁo, um beijo de mais de minuto. Naquele momento parecia que o mundo tinha parado de girar, que todos tinham se calado e que havia uma trilha sonora tocando " Amor sublime ". EntĂŁo dos meus olhos começou a descer uma lĂĄgrima de felicidade. " Pois Ă© amor, gostou da surpresa?" Ele nem conseguiu responder, me beijou novamente. Se o amor podesse se materializar eu diria que amor era cada lĂĄgrima que caia do meu rosto ao beijĂĄ-lo.
Acho que envelheci 5 anos sĂł naquele dia, recapitulo cada noticiĂĄrio daquele dia fatĂdico. Quando assistĂamos a televisĂŁo, Dra. Ceres e eu, na Diretoria da AFEAM e achĂĄvamos que era reprise do atentado a uma das torres, eis que vejo incrĂ©dula o ataque a segunda torre. LĂĄgrimas escorreram pelo meu rosto.
Dos quase 1 bilhĂŁo de muçulmanos espalhados pelo mundo, somente uma pequena minoria Ă© fundamentalista e fanatizada. O restante dessa enorme população Ă© constituĂda por pessoas moderadas e pacĂficas, assim como catĂłlicos, evangĂ©licos, hindus. Foi uma grande modificação de comportamentos, alteração de hĂĄbitos e deturpação da cultura. Os fundamentalismos islĂąmicos proĂbem tudo, desde televisĂŁo livros e mĂșsicas, alĂ©m da condenação de mulheres que usam calças compridas e rostos descobertos. Aquilo nĂŁo podia estĂĄ acontecendo de jeito nenhum, eu dizia ao meu cĂ©rebro de forma eloquente, internalizando o pensamento positivo mais forte que jĂĄ tentei, fazendo esforço para que aquilo fosse sonho ou ficção.
Eu nĂŁo penso em violĂȘncia nem como Ășltimo recurso (me policio pela prĂĄtica da violĂȘncia verbal, quando vejo jĂĄ feri, magoei e atĂ© matei com palavras e depois uso as mesmas palavras para ressuscitar com um sinto muito ou mil desculpas). Os fanĂĄticos nĂŁo acham que estejam agindo a mando da violĂȘncia, acham que estĂŁo seguindo AlĂĄ e isso Ă© um grande perigo.
Uma guerra preconceituosa se instalou nos Estados Unidos, com o discurso das autoridades, onde se igualava os ruins de uma cultura diferenciada como pertencente a crença religiosa, não é de Deus, nada que não seja amor.
Apenas 1 homem conseguiu um exĂ©rcito de seguidores, soube explorar como ninguĂ©m a ignorĂąncia humana e a pobreza das pessoas, conseguiu impor medo e pavor ao mundo inteiro, fanatismo puro. Destacou-se como lĂder do mal. Por trĂĄs de um triste e histĂłrico 11 de setembro existe a alimentação errĂŽnea e a lavagem cerebral de quem faz o mal se achando herĂłi e lutador, isso para mim Ă© o mais indigesto de todo o episĂłdio.
Ainda bem que a 3ÂȘ Guerra Mundial nĂŁo se instalou com o fato. A minha intuição diz que teremos mais uma guerra, talvez por falta de recursos naturais, talvez pela escassez da ĂĄgua, da ĂĄrvore, da flora, Deus queria que eu esteja completamente errada, que a civilidade nos domine, que os polĂticos acordem, que o respeito, bem comum, comprometimento de cada um, começando por nĂłs, nos transporte para uma nova realidade, antes que seja tarde demais.
Eu ainda estou de luto pelos inocentes, pelos orfĂŁos, pelo pavor, assombro, terror, pelo dia que a humanidade quer esquecer mas que eu jamais esquecerei.
