Ferreira de castro
BOLA DE COCO
Quando estava no primário, tinha o gosto de jogar bola no intervalo do recreio com as demais crianças de minha época. Era fascinante, e os minutos que tínhamos para brincar nesse intervalo era insuficiente, então, toda vez atrasavamos para retornar.
Isso deixava a diretora da época inconformidade, de modo que aplicou a punição da proibição de levar bola de futebol para a escola.
Como forma de contornar isso, levávamos litro de guaraná de 2 litros para substituir a bola de futebol. Mas não tardou muito e também foi proibido.
Por fim, eu tive a brilhante ideia de levar coco e achei genial, pois o coco é duro e rígido sua casca, e também tinha um formato próximo do arredondado, o que facilitaria para substituir a bola de futebol.
Realmente foi uma ideia brilhante, eu só não previ que teria alguém mais inteligente que eu que iria tentar fazer um gol de cabeça.
Moral da história, não brinque com a comida.
"Nossa, você tem um humor ácido."
À bem da verdade, embora esteja escrito humor ácido, que é o mesmo de humor "negro" (não utilizado porque alguns politicamente idiotas corretos consideram esse termo racista), o correto mesmo é ter uma opinião concreta e robusta da realidade, ou melhor, um ponto de vista crítico que é considerado como humor.
A história conta sobre Gregório de Matos, que foi considerado um comediante. Por conta de suas piadas foi criticado e sofreu severas penalidades.
Então, hoje em dia convivo com a seguinte realidade, se eu não poupar minha própria opinião, inevitavelmente sofrerei o mesmo destino de Gregório de Matos. Sou obrigado a respeitar a opinião ridícula de todos mas devo cercear a minha própria, porque a sociedade não evoluiu o suficiente para conseguir ouvir o próximo, deve-se externalizar aquilo que esteja alinhado com o ditame popular.
É ensurdecedor o silêncio de quem concretamente vê!
Ou seja, convivo com a constante inconstitucionalidade, pois a constituição veda a "CENSURA", que é cercear seu pensamento ou modo de ser.
Enfim, a hipocrisia!
"A falta é o que nos habita e nos escapa; não é para ser preenchida, mas para nos lembrar que o desejo é infinito."
"O amor é a coragem de abraçar a falta que somos, de plantar jardins em terrenos vazios, sabendo que nunca serão só nossos, mas que florescerão para o mundo."
"O amor dá sentido ao que somos, unindo nossos pedaços em algo maior, enquanto o desejo nos fragmenta, movendo-nos em busca do que nunca podemos ter."
O caminhar:
- Tudo começa quando nos propomos a levantarmos o tronco e com a cabeça erguida para frente nos colocamos a olhar.
- E vendendo nossos medos, de cócoras podemos ficar.
- E do nada uma coragem surpreende nos toma e de pé já podemos ficar.
- Com as pernas trêmulas, o primeiro passo conseguimos mudar.
- Quando menos percebermos, iniciarmos o caminhar de nossa vida, que só termina quando para o chão retornar e para a eternidade voltar a andar.
"A imortalidade sem juventude é um fardo eterno, onde o tempo destrói o que o amor tenta preservar."
"O destino de Titono revela que a eternidade sem juventude transforma a imortalidade em um eterno lamento."
"Em cada escolha, há uma renúncia inconsciente; o desejo nos impulsiona, mas também nos condena a abandonar aquilo que não podemos abarcar, revelando a impossibilidade de sermos completos."
MUNDO MAU
Sabor salgado como arma de crime...
Disparos sociais dentro dum regime...
Aventuras apressadas por mundos já mortos...
Consciência aliviada por tantas mortes...
Valentia embrulhada em papel de democracia...
Seres ridículos,onde o poder os guia...
Sem piedade escolhem seu mundo...
E quem se asfixia...
Poderosos nus,d`alma podre...
Frustrados de sabedoria pobre...
Se escondem em profecias falsas...
Com raiva e ódio escolhem as frases...
Pregando a palavra de DEUS...
Se julgam a certa certeza...
Desumanos,incoerentes,radicais e venenosos...
São os que nos matam...
Mas não pagam a despesa...
Quebre o retrovisor da sua vida!
Se você passa muito tempo olhando para o retrovisor do passado, é hora de deixá-lo para trás.
O passado é inalterável, e o futuro é um mistério.
Foque no presente, porque é aqui e agora que a vida realmente acontece.
Na garoa fina que vinha caindo as crianças corriam para as ruas esperando a chuva que viria do céu numa alegria a qual contagiava aquela cidadezinha inteira. Os telhados coloridos falavam de histórias não contadas e a luz mansa da manhã brilhavam todas galharias daquelas árvores que o tempo nunca desbotara. Naquelas águas coloridas as crianças brincavam e bordavam sobre os tapetes brancos estendidos para elas. Tinha gosto de jujubas, de uma infância eternizada daqueles momentos.
Em realejo o sol nunca deixa de ser azul, há sempre uma canção que faz ninar as crianças enquanto vagam com seus unicórnios. Como é possível sabe-lo? Os gatos cantam e os pássaros desfilam sobre a relva que cresce linda. De repente num interlúdio de pássaros vi uma clareira de formigas dançando de mãos dadas, era sobre a chuva daquelas esquinas esquecidas e entre pássaros e formigas que cantavam, as anêmonas esverdeadas dançavam canções de sereias do mar que já molhadas estavam.
De repente num interlúdio de pássaros ví uma clareira de formigas dançando de mãos dadas, era sobre a chuva daquelas esquinas esquecidas e entre pássaros e formigas que cantavam, as anêmonas esverdeadas dançavam canções de sereias do mar que já molhadas estavam.
A manhã debruça na janela como simples dia de janeiro, enquanto as avozinhas dormem seus sonhos e os relógios não marcam outro tempo se não o da felicidade cotidiana. Vão se os mundos, caem as chuvas e as peraltagens de crianças nas ruas.
