Almeida garrrett
Quando olho para ti, vejo-me a mim, lapidada num sonho que só eu sonhei.
A meiga ternura e o eterno encanto, sussurrando no silêncio que só eu abracei.
Senti sempre, sem ver, a deceção no teu olhar. Cada vez que errei. Toda a vez que falhei.
E eu fiquei. E ficaria. Até ao fundo. Até ao fim.
A vida é uma aprendizagem constante, uma história de realizações e de práticas de determinações pessoais, de infindáveis perdões e de suculentas colheitas, cuja semeadura é sentir-se bem e ser feliz.
Agarra o tempo, agarra-o bem, não o percas, ele passa a correr e não volta com nenhuma velocidade e o mesmo percurso.
Por ter Deus e o Universo dentro de mim deixei de me importar em não receber e passei a dar ainda mais.
Não magoe o coração das pessoas. Ninguém sabe nada de ninguém. Cada um vive o que tem dentro, as suas lutas, os seus fracassos e as suas vitórias.
Recostada no parapeito da janela.
Olhando a chuva caindo lá fora.
Meio termo. Nem quente, nem frio.
Saboreando. E sorrindo.
Tão simples viver. Tão pouco para ser feliz.
