Almeida garrrett
Todos os dias valem a pena.
Todos os dias os dedos da madrugada empurram os sonhos para a frente.
Todos os dias, sermos quem somos, fortalece a nossa beleza interior e dignifica a nossa essência.
Todos os dias os olhos da alma sorriem para os mistérios do mundo e registam o respeito e a gratidão de possuírem a sabedoria do tempo.
Para além das obrigações e dos deveres, a escolha de crescer por dentro transforma qualquer sofrimento em aprendizagem e qualquer dificuldade em superação pessoal. E aceitar – simplesmente aceitar – o que o destino nos traz, priorizando o nosso mapa pessoal como heróis e heroínas da nossa própria história, é dar voz a um código de valores que alimenta a nossa vida e estimula a vida dos outros.
Existe cor em tudo o que vejo.
Existe abraço em tudo o que faço.
O que me equilibra é o que me move.
O que me move é o que me faz ir mais além.
Nem tão forte como queria.
Nem tão fraca como temia.
Sou fiel a mim mesma.
A mim mesma, no que há de melhor em mim.
Quero ter a certeza de que fui. Ontem.
Quero essa certeza em mim. Hoje.
Quero ter a certeza de que serei. Amanhã.
Verdadeira.
Eu gosto dos sorrisos que expressam emoções aos tropeços, que resgatam um brilho nos olhos e que vivem de sentimentos.
O sentido da vida é o passo cadenciado das pequenas felicidades: Deus, família, amigos, amor e bem recíprocos, intensidade, simplicidade e tranquilidade.
És mais do que digno de afeto. Ninguém lê em ti o que leio. Mas esqueceste a viagem em que estávamos os dois empenhados. Submergiste os meus sentimentos em prol do objetivo em que te concentraste. Nunca foi à nossa maneira. Foi sempre à tua. Não podes amar-me. Se não saberias que não precisas de me chamar porque eu nunca fui embora.
De resto, pouco sei,
quando penso que vejo,
muito para além do simples olhar,
a simplicidade com que me dei.
