Ferreira de castro
Umbigo!
Altivo o dono do seu umbigo;
Orgulho besta de certa gente;
Casos onde menos é premente;
Perde-se a besta se ganha amigo.
Motivo de orgulho ou desconforto;
Em são sedutor corpo ou talvez não;
Buraco na barriga do patrão;
Covinha no ventre do desporto.
Sem querer querendo vi um dia;
Uma covinha linda de morrer;
De sonho que viria enaltecer;
A luz que em meus olhos reluzia.
Visão que roubou o meu juízo;
Não mais pensei por mim foi-se a razão;
Motivou tal relevo esta paixão;
Foi-se o éden vai-se o paraíso.
Poeta
Não me considero um Poeta e sim um pensador, com algum jeito para expressar os meus pensamentos!
Amar é tão ou mais importante na vida que respirar!
De que vale respirar, se não se tem um amor para amar?
Sorriso!
Que sorriso donairoso;
Encanta o sorriso meu;
É condão belo garboso;
Sorriso assim majestoso;
Faz sorrir Anjos no Céu;
Ri de forma natural;
Faz um favor a ti própria;
Sorrir é original;
A tristeza é melancólica;
Diria que é uma cópia;
Do que na vida vai mal.
A nossa Nação
Ó Portugal doce sátira!
Perto do mar plantado!
Estás a caminho do fim!
Do que foi a tua pátria!
Só nos resta agora um estado!
Que nos rouba a ti e a mim!
Por onde andei neste mundo!
Toda a vida trabalhei!
Deixei muita ponta solta!
Sinto agora bem profundo!
Que não mais as unirei!
Sem uma grande revolta!
Com cravos se ludibriou!
Um povo inocente e pobre!
Em cantigas de embalar!
Quanto ouro se desviou!
Do inteligente ao nobre!
Estudaram pra nos roubar!
Minha voz de raiva treme!
Quando nessa gente penso!
Distribuindo o que é nosso!
Para se manter no leme!
Deste barco podre imenso!
Aguentar mais! já não posso!
O mar que vidas ceifou!
Em prol da nossa riqueza!
Afoga agora os afoitos!
Triste sonho que passou!
Se afogasse a safadeza!
E os retorcesse em oitos!
Plos sonhos que nos roubou!
O cobre, a conta gotas!
Que nos vem parar à mão!
Vem da Europa à tonelada!
Pra engordar certas tropas!
Distribui-se plo ladrão!
O honesto não leva nada!
E o povo tem de pagar!
Porque o querer não é poder!
Sem ter o pilim na mão!
Pra quem menos trabalhar!
Ganha quem menos fizer!
Pode quem for mais ladrão!
Da América com sua frota!
Nos chega a inspiração!
Cada Estado é colossal!
O mesmo faz a Europa!
Com cagadelas de mosca!
Como a Grécia e Portugal!
A Justiça! ó justicice!
Outrora nos deu orgulho!
Aos justos também servia!
Serve agora a malandrice!
Minada pelo gorgulho!
A safar quem não devia!
O pobre mama! cansado!
Numa teta bem magrinha!
Em favor dos comilões!
Engorda-se o engravatado!
Aos funcionários do Estado!
Distribuem-se os milhões!
Junta-te a mim Zé povinho!
Faz da minha a tua voz!
Não para ganhar a guerra!
Agarra-te a um ancinho!
Rebenta a casca de noz!
De quem rouba a nossa Terra!
nada do q me disserem vai me convenser de q eu naum te amoO mais...
nada vai me fazer desitir...
nada vai me fazer parar d' pensar em vc...
As vezes, a vontade de continuar e menor que a vontade de viver. É nesse momento em que olhamos para traz e nos perguntamos, se vale apena morrer por aquilo, que nos tenta convencer a caminhar.
Eu olho pra frente e não vejo meu futuro, pois vejo meu presente e logo penso, se fiz certo no passado.
O tempo tenta alcançar o amanhã, mas nunca alcançará. Exceto ao se considerar que o hoje é o amanha de ontem.
Querer apressar as coisas é ter medo, medo que não tenha tempo suficiente para esperar o momento certo.
Errar uma vez não quer dizer errar duas vezes, mais errar duas vezes quer dizer errar três, quatro, cinco, seis...
