Ferreira de castro
Quando demos por nós a partida já estava acabando.
Nem um apito.
Nem um sinal.
Nem um juiz.
Discretamente, ele, o tempo, passou.
Quando demos por nós já é hora de aterrissar.
Pareceu um passeio em montanha russa:
Ora acalmava, ora corria como vento primaveril, ora subia vertiginosamente e se ouvia murmúrios, risos, piadas brincadeiras e descontração e lá...lá em cima momentos de tensão, avaliação e de repente a descida quase vertical, sabíamos que tudo iria dar certo pois estavamos juntos.
Mas...
Chegada está a hora.
Nos entreolhamos como se nos conhecêssemos de priscas datas.
Tem um quê de silêncio em mim que ameaça derramar pelos olhos, pois sei que mais um pouco e não seremos mais os licenciandos de toda quarta à noite.
Um certo amargor incomoda com um gosto, uma vontade de querer ficar mais.
Mas... é mesmo assim.
Sem apito, sem juiz e sem montanha russa, o que vale é que chegamos e, se aqui ficar um vazio físico, pelo menos sairemos, todos, preenchidos de um calor inesquecível chamado amizade e da certeza inequívoca, que aprendemos mais.
Pelo tudo que eu já fui um dia,
Passou.
Mas não ter conseguido ser aquilo que eu quis ser,
Foi ruim.
O que é o amor?
É a ansiedade?
A essência pura?
O valor?
O quê é estar apaixonado?
É quando ele ou ela precisar,
Você estar sempre ao seu lado?
O valor da amizade,
É ajudar,
Estar presente?
Rir junto, cuidar da gente?
O que é esse sentimento
Que eu tenho por você?
Ouvir sua voz, me derreter,
Ao sentir você, me acolher...
Afinal, o que é isso que temos?
Amor,
Na alegria e na dor,
Paixão,
Nas intrigas e união?
Amizade,
Estar juntos na eternidade?
Questionar não importa nada.
Somos o que somos.
Amigos na risada.
Amigos vendo gnomos.
Apaixonados no beijo.
Amigos brincando.
Amantes em desejo.
Malucos se amando.
PREVISÃO DO FUTURO – O genro
Seu José, ainda jovem, com todo vigor, gostava de sair aos finais de semanas para tomar uma gelada com a família, e nas férias adorava ir à praia, tinha apenas a filha Mariinha, moça bonita e atraente, que começou a namorar cedo.
Um certo dia, seu José parou para pensar e refletir:
- Assim não dá, todo final de semana saio com a esposa para distrair e tomar uma gelada. Quem sempre chega, a sua filha Mariinha com o seu namorado possível futuro genro, que bebi, come e diverte, e como sempre sai de fininho e nem ao menos agradece, e quem paga a conta? Claro, que sou eu afirma, Seu José.
Seu José tomou uma decisão como gosta de sair final de ano, nas férias para passear, não vai mais sair nos finais de semanas, assim não precisa bancar a farra do quase futuro genro, e ainda economiza para o passeio de no mínimo sete dias.
Todavia voltou a refletir:
- Não podemos viajar e deixar a Mariinha, levando ela, quem vai junto, o queridinho genro. E quem vai bancar essa viagem? Acertou de novo, sou eu, exclamou Seu José.
- Vai precisar de dois quartos, que por outro lado é um problema, pois a Mariinha e o seu namorado vão dormir juntos, bancados por quem, Seu José irrita só de imaginar.
- E mais ainda, se o possível futuro genro está acostumado a não ajudar a pagar a conta aos finais de semanas. Quem vai bancar o almoço, o jantar, e os bares nessa viagem?
Seu José, cabisbaixo parou e resmungou:
- Vou mostrar para todos, também não vou passear. Mas, vou deixar de viver por isso!
- Assim é melhor morrer, murmurou seu José baixinho.
E imaginou: Quem vai tá ao lado do seu caixão, rezando para ele, claro seu genro, mais ou menos assim:
- Aleluia, Aleluia, Aleluia (Bis);
- Graças a Deus!!!
Está obra é apenas ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.
Ignorar a poesia;é ignorar o verbo amar;é ignorar a música,a arte,é ignorar a própria vida de certo modo;porque a vida sem poesia é vida sem amor! vida vazia. Pode ser cafona,mais a alma agradece.
"Tenha no mínimo mil e um motivos para ser grato! Mais mil e um motivos para perdoar;somando tudo! Você tem inúmeros motivos para ser feliz."
"Não curto reprimir o que penso,mas pago caro por isso;quando quero dizer algo à alguém,vou direto a janela específica;se o lance é entretenimento,vou direto à linha do tempo"
Havia
Um tempo que o sonho corria livre
Que os pássaros traziam a sombra
Da tarde
Havia a fome
A alma ansiava,
Florescia,
Havia o encanto e a
Fantasia
O aceno
Havia... Havia... Havia
Havia
eu não sinto saudade.
Não tenho problema com isso
Até tenho pena do pobre coitado
Que sofre muito disso
Posso até ser triste, sentir alguma falta
disso, ou daquilo,
De algo que hoje não tenho mais
Fora isso... Não sofro.
