Jean la bruyère
"Talvez a mudança que você tanto precisa esteja no conhecimento de como vivê-la que você ainda não adquiriu."
Retrospectiva da arte
Para criar seja lá que for devemos ter um plano e não estar limitado aquele linha de planeamento,
mas ter uma direção se essa direção se frustrar temos que arranjar alternativas e não darmos como
mortas as obras, porque elas são vida e são sinônimo de algo que aconteceu e que pode estar para
acontecer. Refletem as luzes do futuro porque na arte e na cultura se inspira a inovação na criação
de novas formas de ser de estar e de fazer, com o intuito de progredir no tempo e no espaço onde se
vai manuseando novos materiais e explorando novos campos o desconhecido passa a ser conhecido
na aventura de querer descobrir novas técnicas.
A curiosidade de querer representar um trabalho < << <com parâmetros belos e aceitáveis, pode
ser valoroso mas conceito de belo, é aquilo que satisfaz nossos desejos e o que é belo para uns é
feio para outros, ou seja, em tudo há uma critica positiva e negativa.
Onde pode ter mais ou menos valor para uns e outros.
O apreço por a obra depois de criada pode permitir a critica e levar os pensadores a sua mais
elaborada elucidação onde tiram conclusões
Música:Amor perdido Diva divina 30/08/2023
Vem lá do fundo
A musa divina
Que me inspira profundo
Deusa do universo
Paraíso divinal
Estou num labirinto
Percorrendo como ser irracional
A espera do momento crucial
O sol espreita
Radia a luz
Que me faz viver
Numa lembrança projectada
Onde estou eu e tu
Em convulsão
Soa trovão
Que rasga o meu coração
Sinto a paixão da vida
Fiz uma estimativa
Para te abraçar
Corres-te para o calçadão
Fugiste eu fiquei sem ti
Abandonado de joelhos no chão
Clamo o teu amor
Choro todos dias
Dias infinitos que parecem não ter fim
O meu ser está apelante
Para voltar a ver o teu assebelante...
Por Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade
Continuando a caminhada no topo da montanha para tocar os ceus lá do cimo, na busca de um rio divino no universo que crio.
“São muito fanáticos e talvez não tenham culpa, ou sofrem de uma loucura localizada, sofreram uma lavagem cerebral. E ainda dizem que eu favoreço os espíritas.”
“Ler a Bíblia ao pé-da-letra é falta de respeito. Há que estudá-la para ver o que significava na ordem religiosa. Não na ordem científica, porque ela não se mete em Ciência, e usa a cultura ou a incultura das épocas em que foi descrita. Não é que a Bíblia induza a erros. Ela estava esclarecendo, explicando, com aquela mentalidade. E agora, com a mentalidade ocidental, com o vocabulário do século 21, não se pode dizer: ‘ah, mas está na Bíblia’. Ora, isso é falta de respeito à Bíblia.”
“Eu tenho lá no CLAP (hoje IPQ – Instituto Padre Quevedo de Parapsicologia) alguns feitiços que fizeram para mim. Alguns até são muito bonitos. Tem um sapo, com uma fotografia minha dentro da boca. A boca costurada, pintado de vermelho e de preto e atado com fitas vermelhas e pretas. Dizem que é para que eu morra. Muito obrigado. Façam-me feitiços. Desafio: façam-me feitiços. Mas compreendam: feitiços; não um tiro. Há décadas que venho desafiando. Vocês não têm poder nenhum.”
A vida está em toda parte. Tão magnífica quanto eu me lembrava. Até que enfim, posso senti-la de novo. Saboreá-la. Com cada centímetro do meu corpo.
É quase como se eu pudesse viajar no tempo
Fecho os olhos e consigo estar lá
Quando ainda não era
Quando ainda não havia deixado de ser
Louco pensar no conceito de passado
No futuro que parece tão distante
E no presente que muitas vezes julgamos insignificante
A única coisa que não podemos mudar é o tempo
O ponteiro do relógio está regendo as leis do universo
E nós o contamos como fazemos com todo o resto
Quantificando sem entender
Sem perceber
O tempo está passando
E nada permanece o mesmo
A pele tende a se enrugar
Pessoas, ora ou outra, vão nos deixar
A comida vai esfriar
A bebida, esquentar
Vai restar no fim de tudo
Bem vagamente
A lembrança como resquício histórico
A saudade vai apertar no peito
Mas nada mais poderá ser feito
Sabe aquela pessoa que você diz tanto amar , mas não consegue dizer para ela por medo de perder-la, aquela pessoa que você espera sempre receber um oi, ou até mesmo um bom dia, um boa tarde, pois é! Essa mesma pessoa não te merece.😔
A esperança, não é lá uma boa companhia, e se vier acompanhada da mentira então, vira uma tragédia.
Vou-me embora pra Monguba
Lá serei feliz de fato
Tomarei banho de rio
Comerei fruta no mato
Jogarei bola na chuva
Andarei de bicicleta
Dormirei com o cheiro do gado.
Acordarei com as galinhas
Criarei gato, cachorro, raposa...
Armarei rede no alpendre
Correrei pelo sobrado
Beberei leite "mujido"
Sem sequer ser questionado.
Vou-me embora pra Monguba
Se Pasárgada tinha um Rei,
Monguba, tinha um Reinado.
O que eu tenho a fazer é bem pouco,
logo, a vida não importa tanto...
Sei que fui riso e fui lágrima
Que deixei saudades nalgum canto.
A ilusão não mais me guia
a esperança morreu, como deveria,
como uma fogueira que se apagou
em noite extremamente fria.
Suba ao topo, lá é o seu lugar. E só quando lá estiver, verás de cima, que tudo e o quê ficou lá embaixo, estará também, no seu lugar.
Assim que ela se libertou do casulo, seu primeiro voo foi de encontro ao amor-próprio. Desde lá, nunca mais lamentou a ausência de alguém.
Meu Pará
A culpa é do paraense...
Que chega lá fora e já vai hasteando a sua bandeira
Égua do caboco pávulo!
Que carrega na mala, com orgulho, a sua cultura.
Que não esconde o seu gosto por um bom açaí, daquele grosso, que acompanha o peixe frito, o charque, a farinha d'água ou de tapioca; da maniçoba, do tacacá, do chibé e do famoso pato no tucupi.
Que conta as horas para tomar banho de rio, se embrenhar na mata ou apenas se embalar numa rede.
Que conta, todo prosa, do mar de gente que se reúne para assistir o Círio de Nazaré
Que disputa um pedacinho da corda, mostrando o tamanho de sua fé!
E quando toca tecnobrega, calypso, carimbó ou siriá?
O caboco pai d'égua, já começa a dançar!
É parente, pensa num povo contente!
O paraense pode até sair do Pará, mas o Pará, com certeza, jamais sai dessa gente.
Unidade prisional lexical
Chico foi preso,
encaminhado ao pavilhão A.
Chegando lá,
em seu primeiro banho de sol,
encontrou no pátio
o criado-mudo, o crioulo,
o cabelo de bombril...
Havia também o mongoloide,
o retardado.
Em um outro grupo estavam:
o indio, o baiano, o paraíba, o cabeça chata...
E soube que no pavilhão B, feminino,
estavam a nega maluca, a inveja branca, a polaca... todas reclamando de superlotação...
A humanidade cada vez mais culpabilizando as palavras.
Chico se dizia inocente.
Não entendia ter sido usado
como locução adverbial...
Até outro dia
era considerado nome próprio.
Ao vê-la deste jeito, linda, instigante, sorridente com este sorriso sincero e tão reluzente, é compreensível deduzir que houve um caminho árduo até chegar nesta fase de ter amor por si mesma, de saber nutrir frequentemente a sua felicidade.
E que desde então, ela apresenta uma postura autêntica de quem busca viver verdadeiramente, sem fazer questão de mascarar seus sentimentos, sua calorosa intensidade, tirando o máximo de proveito de suas vivências de acordo com cada oportunidade.
Assim, tem seguido corajosamente com sua natureza intensa, saboreando um regozijo valioso, o qual Deus tem lhe permitido, evitando certos desperdícios de tempo, não apenas existindo, mas vivendo, resistindo e sempre aprendendo.
