Jean la bruyère

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⁠Tem um mundo
Lá no coração da gente
Um mundo sempre igual
Só que diferente
Porque lá também tem céu
Só que nunca é o céu presente
É sempre outro, o tempo
E tudo é melhor, eternamente
Mas só dá pra olhar pra ele
Quando o olhar da gente
Como num barco distante
Olha o mar
Quando uma fogueira acesa
Lá no alto da maior montanha
Uma pipa no céu
Que se torna avião
Contorna o mundo
e volta pra um dia qualquer
Nesse dia é de tarde
E a gente se vê
Lá no galho de uma árvore
Porque lá tem quintal também
Só que sempre é diferente, é melhor
Mesmo assim, distante o chão
Ainda que eu voasse
E, lá nesse céu tivesse
O rosto de tanta gente
Que passou pelas nossas vidas
Gente que nos esquece
Porque sempre haveremos de ser esquecidos
Nesse mundo o esquecimento é diferente
E tudo sempre volta
Em formato de brumas
Como um barco na noite
Que passa lá, distante
E você numa montanha
A montanha no quintal
O quintal lá no galho
O galho no céu
Que se torna avião
Que contorna o mundo
E traz você sempre de volta
E quando volta você deixa lá teu rosto
Pra que sempre sejamos lembrados
Em formato de bruma sem nome
Somos todos crianças brincando no mesmo quintal
Se pudéssemos sair pra brincar
Com certeza a gente iria pra lá
Sempre...ou de vez em quando.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Meu Poema pra Lua

Lua pequena
Brilha lá no céu, tão só
Sozinha, deserta
Traz a tua luz pra minha
chega um bocadinho aqui
Pra perto
Alumia de furar telhado
Alumia meu também deserto
Pássaro noturno
Pia o seu piar incerto
Fez seu ninho no coturno abandonado
De um soldado que lutou
Nalguma guerra boba
Lua solitária, esconde
Onde foi que a loba abandonou filhotes
Onde foi que tanta gente viu
Nessa derrota inglória, a vida
Com o passar do tempo, a noite a esqueceria
E se transformaria numa espécie de vitória
Lua guardiã da Terra, irmã
Cuida de cada semente que germina
E continua triste, infértil e em silêncio
Observa, calada, a tanta incoerência
Toda vez que mês se vai
A cada geração, que aqui termina
Sempre elas terminam
Lua só, perene
Perante a eternidade que desfila
E trilha teu caminho em teu silêncio
Daqui nós a temos, linda!
Como um sorriso de filha, que nunca envelhece
Lindo, de amor verdadeiro
Profundeza da existência
Tendo a escuridão ao fundo
Fria é a ciência do mundo
No seu triste olhar distante
Admira a beleza sem brilho da tua presença
Depois que o Sol nasceu
E os poetas, cujas almas bem trajadas
Na calma de quem traz o coração em trapos
e os grilos, os pássaros noturnos, os sapos e as lobas
E cada sentinela vigilante
Ao longo das eras, ao longo dos turnos
A cada povo a sua vez
Porque sempre existirão coturnos
E farão novo
Meu Deus, que gente boba!
Dirão poesias
Algumas bonitas, profundas
Apesar das poucas linhas
Outras, exibidas por pessoas diplomadas
Extensas, em seus rapapés e rococós
Com frases intensas, rotundas, longas, rebuscadas
Que, se a amiga Lua as lesse
Pensaria que não dizem nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Depressa.

Diga lá
O que será
Que vem detrás
Daquele trem que vem
Que vinha
Passou depressa pela minha vida
O caminho ainda está lá
Eu trilhei outro caminho
Que será que tinha?
A bem da verdade, eu só tinha vontade
Mas a decisão não era minha
Diga lá
Me diz o que é que tem
Atrás daquele muro
Pode ser que ainda seja
Aquela estrada turva, que será que vinha
Que apitava a lógica
De uma época caótica
Será que existe hoje
Alguém que se lembre
Que a veja?
Era um sinal, simplesmente
De que aquela óptica da gente
Era só uma linha distorcida
Que será que ela trazia
O trilho da distância
O que será que tinha
Detrás do trem da vida
Que passou tão depressa por mim?
O caminho que eu trilhei foi diferente
A pressa apressada
O nada flutuante
Uma estrada de sonho
De sonho de sonhar realidade inexistente
Que passou tão depressa por mim
E seguiu adiante
Não deu tempo de olhar
Para a vida de frente.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Rabiscando a vida.

Rabiscando
Sobre as linhas retas
Que não posso ver
Vindas lá da luz do céu
Encobrindo o breu, que nos convida
Com palavras que não posso ouvir
Nada é incrível, no entanto
Elas são tão claras
Quanto a cara imprecisa
De sorriso obscuro
Escondida, atrás do muro da vida
Quanto o brilho do ouro, que não tenho
Mas eu sei quanto estão lá
Vou rabiscando em desenhos
Solução pra tantos medos
Quantos enredos mirabolantes
Entretanto, nada inverossímeis
Pois eu sei o quanto estão elas
Sob a luz das velas
Sob o malho de cinzéis
Prontas pra se revelar
Talvez como simples rascunhos
Sob a força dos punhos
e a constãncia da vontade
Essas, em linhas não tão retas
Pois a verdade se curva
Pra se alinhar com o horizonte
Azulado e verdejante
Cujo limite do olhar não alcança
Não alcança de olhar aberto
É preciso um pensar mais longe
Pra poder enxergar
O que esteve tão perto
Mas oculto sob o malho dos cinzéis
Quantos céus e quantos outonos
Verão teus olhares mornos
Teus ouvidos vitrificados
Quantos vasos queimarão teus fornos
Carentes de um olhar mais puro
De enxergar no escuro
Encobertas pelo breu que te convida
A enxergar de forma assim, tão clara
A cara da vida?

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Infância.

E se a gente pudesse
Voltar lá, praquele dia
O dia que caiu da árvore
O dia que pisou num prego
O dia que minha mãe falou
Que me batia
Pois não gosta de criança que desobedece
Se pudesse, juro que eu ia
Se voltasse aquele momento
Em que um vento carregou meus sonhos de criança
E que eu vi perdidas todas esperanças
Chorei, pois criança pode chorar, então ela chora
Se Deus me permitisse voltar lá, eu ia agora
Pro dia em que tirei o mais redondo zero
Levei bronca da professora, fui parar na diretoria
e minha mãe foi chamada na escola
Se você me perguntar agora, eu ainda respondo que quero.
Nem que eu fique meses de castigo
Se aquele tempo voltasse, eu queria
A viver somente a minha vida
O dia corrente...sem ter que pensar no amanhã
Pois o dia de amanhã, ainda nem nasceu
Se o tempo perguntasse quem
Eu diria que eu.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Me disseram que na vida
Nada é eterno
Mas o que vem a ser Eterno
A paz lá no Céu
Ou o fogo no inferno
A vida da alma
A ausência da calma
A paz que se ausenta
ou será que eterna é a ambição
Que o fogo do inferno
Alimenta?

Inserida por edsonricardopaiva

Existe uma ilhazinha triste
perdida lá num canto do Pacífico
Sozinha, vai passando a existência
Às vezes vê passar
Um barquinho ou um aviãozinho
Porém, ela não consta do caminho
não existe necessidade
não há desejo específico
ou planos de que seja visitada
Perdida, lá bem longe
Esquecida no meio do nada
De vez em quando
Um passarinho pousa lá
Confuso e desorientado
fazendo caminho errático
perdeu a noção de orientar-se
pelo Campo Magnético
Não vê gente há muitos anos
Não dá nem pra contar
Paralelos, meridianos,
Eu acho que nem mesmo os Oceanos
já dão conta da existência
da ilhazinha que fixou residência
escondidinha,
longe de qualquer caminho
As estrelas lá vistas à noite
resumem a mais perfeita expressão
das imagens da saudade e solidão
Sozinha, perdida, esquecida
Parece até meu coração
Parece até minha vida

Inserida por edsonricardopaiva

O trêm partiu
e mesmo sabendo
que o caminho
já esta traçado
você nunca esteve lá
Ele voltou vazio
Voce embarcou
e agora sente frio
o mesmo frio
do qual fugia
vai guardando a paisagem
na retina
Colinas, campos,
chuva fina
dias de Sol
e tempestades
Ontem era muito cedo
hoje é tarde
Se a viagem
apenas te sujasse
estaria tudo bem
Mas o tempo
a tudo encarde
Não há retina que guarde
tantas paragens
pode até parecer muito
mas é uma só viagem
é uma estrada só
onde você embarca,
viaja, deseja, teme, treme, geme,
espera, desespera, dança e se cansa
só.

Inserida por edsonricardopaiva

Deus não deu-me um coração
Doou-me um novelo de lã
Talvez amanhã
Ele Mude
Me ajude a entender o sentido
de ter perdido o remo desse barco
que segue e navega sem rumo
Eu tento, mas não me acostumo
Nem mesmo a força destas águas
Podem manter no Prumo
O fio de lã orienta-me o Norte
Mesmo assim, não há porquê
Como um rio
A vida me leva, ao sabor da Sorte
Qual Teseu sem labirinto
Por não ter um coração
Não entendo a razão
Desta aflição que me vem
E este medo exauriente
Existente em meu novelo
Que pulsa sem ninguém
Qual fosse uma pedra de gelo
Gelo quente
Em água corrente
Coisa que existe
Sem razão
Novelo de gelo
Que segue
Prossegue
e me impele
A fingir que ainda sou gente
Todo dia
de Manhã

Inserida por edsonricardopaiva

Eu tive um pensamento
Um sonho ou algo assim
Lá num canto da cabeça
Eu achei por um momento
Que nesta Estrada
Estrada que não tem fim
A gente precisa, sim
Caminhar para algum lado
Lado certo ou lado errado
Sempre juntos
Porém, separados
Pensamento talvez
Arcaico
Pouco preciso
Precioso
Pensamento talvez
divino, talvez laico
Que surge às vezes
intensos
Às vezes brando
Sempre surgem
Ou surgem de vez em quando
Eu tive um pensamento
Num cantinho da cabeça
Ou sonhei
Com a intensidade da alma
Alma que não se acalma
Alma singela
Que me diz coisas tão belas
Alma grande, talvez miuda
Alma tudo
Exceto muda.

Inserida por edsonricardopaiva

Ele saiu de casa
Antes mesmo que o Sol nascesse
E nesse afã de conhecer a vida
Queria vivê-la toda e à toda
Depressa, antes que acabasse o dia
Mas ao poucos foi descobrindo
Que o mais lindo, em toda ela
É adquirir o poder
de enxergar beleza
Em coisas que a maioria
despreza e não acha bela
Aprendeu a importância
de esquivar-se
Dos olhos que o espreitavam das janelas
Que a mentira e a verdade
Às vezes vêm de mão dadas
Teve sempre o cuidado
De não passar por sob escadas
Aprendeu o valor
Que pode ter um tostão
E a falta absoluta de teor
Que pode haver em Um Milhão
O mal e o bem
São questões pura e simplesmente
Variáveis;
Depende sempre
de onde a gente está quando olha
Aprendeu que não há como explicar
Um dia, a chuva vêm e molha
Por absoluta falta de escolha
Todo Mundo acaba compreendendo
Aquilo que todos olhavam
E ninguém estava vendo.

Inserida por edsonricardopaiva

Quanto menos sentido faz a vida
Mais necessário se faz vivê-la
As descobertas diárias e casuais
Me impulsionam querer
Aquilo que eu sei
Que não alcançarei jamais
O vento sopra em todos os sentidos
Todas as emoções que podem ser sentidas
Passam por mim
Deixando o coração assim...ressentido
Perdidas as experiências vividas
Hoje parecem ser melhores
Que no tempo em que povoavam minha vida
Que passa assim...sem sentido.

Inserida por edsonricardopaiva

Cuba é um dos países onde o povo mais estuda:
Estuda um jeito de sair de lá, estuda um jeito de derrubar o regime.

Inserida por edsonricardopaiva

De repente o vento
vem bater à tua porta
é que a vida te trouxe o convite
a vivê-la enquanto ela existe
da melhor maneira que for capaz
a escolha é toda sua
O que você não fizer
a vida faz
Coloque no teu coração
o maior amor que lhe couber
Se você não o tiver
a vida traz
Conhecimentos serão necessários
pra que você não precise
consultar o calendário
Tempo e vida são somente
aquilo que trazes na mente
o medo de não saber
é algo que não te cabe
aquilo que não souber
a vida sabe.

Inserida por edsonricardopaiva

Até quando há de durar
Quem poderá dizer
Aonde morrem os ventos
Será que é la no lugar
Onde nascem os sonhos?
Os momentos vão passando
A vida corre
Em passos lentos
A vida passa
Esquecemos impulsos contidos
Doutros tempos
há muito idos
Novamente se descobre
Não saber
O que se achava que sabia
Aonde tudo haverá de, finalmente
Dividir-se em dois
Quando é que termina o "antes"
Pra fatalmente vir o "depois"?
Será que estarão presentes
Aqueles sorrisos isentos
Sempre ausentes
Aqueles em que a gente vê
todos os dentes
Invento motivos
Procuro razão
Arranjo uma desculpa
Pra continuar seguindo
O caminho que a vida aponta
Vou contando o tempo
E vivendo além da conta

Inserida por edsonricardopaiva

De vez em quando eu vou à Lua
Hoje, não sei se voltei de lá
E fui direto ao fundo do Mar
Este lugar é tão pequeno
Me deixes ao menos querer
Assim como sempre me deixaste
Partir e ir embora
Sei que nem ao menos percebeste
Mas viajaste comigo no tempo
A sessenta minutos por hora
Achando tudo errado
O que quero, o que penso e o que faço
Neste tempo e neste espaço
Criticando o meu sucesso
e aplaudindo meus fracassos
Não sei se te deste conta
Mas um dia estarei partindo
E pra sempre estarei por lá
Aproveites hoje o meu abraço
Pois não voltarei jamais
Pra este lugar ao seu lado
e tu, que tanto me preteriste
Finalmente há de saber
O que é ser triste.

Inserida por edsonricardopaiva

Dias há em que penso em me calar
E passar a simplesmente ler jornal
Guardar lá no fundo do armário
Este meu já não muito profíquo
Embornal de letras mortas
Absorto em minha leitura
ao final de mais um dia
Me vem a compulsiva e indomável tortura
Quase que lasciva obsessão que me domina
Minha cabeça se inclina
Completamente carregada
da boa e velha poesia pura
daquela que acalma as nossas vidas
traz de volta à razão
as almas dos suicídas
Amaina os corações dos homicidas
É muito mais feliz quem cria
Que aquele que um dia
Leu, porém não entendeu
Que talvez o homicida ou suicida
seja eu.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Eu queria tanto, tanto vê-la na sua forma mais pura e uterina para agradecer o forno que se esconde no ventre da sua mãe.

Inserida por venanciochipala

Os teus passos são de uma modelo do topo na passarela, ei-la que aí vem, como uma gazela a passos largos e a gingar ao sabor da batida dos pés da mulher da terra, oh como és formosa, como um coqueiro plantado no oásis do deserto... 
 ⁠

Inserida por venanciochipala

⁠Lá no fundo a gente sempre espera ser recompensado de alguma forma pela vida, pelo cansaço e soterramento do dia a dia...

Inserida por emerson_morais