Jean la bruyère
Ela não tinha percebido que o amor poderia machucá-la tanto: demorou demais para descobrir a medida certa de amar. Toda vez que olhava para trás, recordava de si mesma magoada. E, quando olhava para frente, só se via sem esperanças. Já tinha tentado tantas vezes segurar por muito tempo um sorriso, e nunca tinha ido bem. Ela sempre se perguntava se algum dia tudo seria diferente daquilo e se existia mesmo felicidade longe dali. Dizia que, depois da segunda decepção, ninguém mais acredita; que estava sendo difícil demais para ela e que não precisava de um motivo a mais para desistir de vez, de tudo. Mas desistiu. E um dia, quando menos esperava, ela avistou sua resposta dentro dos olhos de alguém e a escreveu dentro de um coração... E o seu sorriso nunca mais foi embora.
Um dia ele encontrou uma rosa, mas não sabia que ela tinham espinhos, que precisava abraçá-la com cuidado... Então ela o machucou com seus espinhos.
Aí ele foi procurar outra rosa... Quando encontrou, achou que, se tirasse todos os espinhos dela, ela se tornaria perfeita, e nunca o magoaria, como a outra o fizera...
Mas, sem seus espinhos, a nova rosa deixou de ser uma rosa. Então, ele aprendeu que nem todos os defeitos precisam ser mudados; alguns, precisam apenas serem compreendidos.
Quando você encontrar uma rosa, não abrace-a muito forte, deixe um pequeno espaço livre... Ela precisa desse espaço, para conseguir ser ela mesma.
Deus registrou Sua bibliografia na Bíblia, estabelecendo critérios e condições para compreendê-la. Posso afirmar que a humildade é um desses requisitos, não o único, porém indispensável para a sua compreensão.
Assim como os juristas se baseiam na interpretação da lei para usá-la na defesa de um criminoso, é comum ver pessoas que acreditam que podem fazer o mesmo com a Bíblia.
O destino é padronizado. Você pode mudar de casa, de empresa, de igreja, o destino vai lá bater na tua porta e fazer a pergunta de sempre: Você quer "pagar sapo" ou "engolir sapo"? (Walter Sasso - Autor de "Dobra Púrpura" e "Sem Denise")
Quem julga ou critica seu semelhante sempre desce para um patamar mais baixo. Para que lá do alto, críticos e criticados, juízes e julgados estejam no mesmo plano e possam ser julgados com justiça.(Walter Sasso)
A justiça lá do alto parece um sonho, uma miragem no deserto. Como fonte de agua fresca em terra seca e sedenta onde imperam o arbitrário, a impunidade, a sorte e o azar.(Walter Sasso)
A chuva ainda tem brilho?
O céu está caindo lá fora, nós estamos aqui dentro. Eu quero ser sua essa noite. Só essa noite.
Quero poder sentir você de perto.
Passar as mãos pela sua pele clara e quente, sentir seu coração batendo devagar, calmo.
Quero beijar você, te saciar, escorregar minhas mãos pelas suas costas, só por uma noite.
Quero ser sua.
Me ame como se pudéssemos fazer isso pra sempre, desenhe minhas curvas, me agarre, se prenda dentro de mim e esqueça que eu vou embora.
Eu sou sua, só hoje.
A luz dos raios que iluminam a janela deixam seus olhos lindos, amor. O frio se intercala com o calor dos nossos corpos.
Você é lindo.
Não me faça sangrar, por favor.
Irei sumir ao amanhecer.
Mas por essa noite, esqueça que somos só amigos.
A chuva ainda tem brilho.
Arnold Schwarzenegger eternizou “hasta la vista baby” ou “até mais querida”, frase que está entre as 100 melhores de filmes de todos os tempos. Uma despedida com bom humor porém, para muitos, com sorriso nos lábios e imensa dor no coração.
‘Sei lá’, ‘não sei’, ‘deixe rolar’, ‘de boa’, ‘não tô nem aí’, ‘tanto faz’, ‘vamos que vamos’; e ‘deixa a vida me levar’, são expressões importantes a serem lembradas e observadas na descompressão dos conturbados e complicados dias de hoje.
O amanhã, como será? Estarei no amanhã? Lá estando, devo ter metas? Que fazer para multiplicar os amanhãs? Perguntas importantíssimas no presente que motivam e dão sentido ao futuro. O problema é quando se perde a vontade de perguntar.
Morro de coisas não vividas. Lá se vai o meu tempo, e fico aqui, cheio de um nada imenso que suprime todos os sonhos que poderia ter. Sobro dos riscos não corridos e caio do lombo de tantas aventuras, condenado a me danar sem saber qual seria o meu fim. Na verdade, saio de mim para não ver esse desfecho.
Bebo meu mundo numa solidão sem lados, fundo e teto. Passo minhas idades sem passar desses tombos que acumulo, apesar dos passos não dados. Morro de nascença, porque vivo da sombra de morrer, numa fuga doentia de minha auto procura. Sigo estando, porque ser me amedronta e dá preguiça.
O que há de melhor em ser crítico de arte é o fato de não comprar arte, e sim, trocá-la por críticas favoráveis.
IDADE URGENTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Há um mundo pra lá do próprio mundo,
numa vida que o tempo não revela,
por mais fundo que o sonho fure a trama
da novela que mora em meus sentidos...
É por isso que faço do presente
o mais perto possível do infinito,
pelo quanto absorvo, imortalizo
fato e mito; momento após momento...
Tenho mundos bem meus e muitas vidas,
porque tenho que ter verdades próprias
com que possa iludir a realidade...
Minha idade requer essa tangente,
meu olhar ganhou lente prá distância
onde posso lançar meu pensamento.
REPOEMA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já não resta o que dizer
sobre seja lá o que for,
solidão, espinho, flor,
que alguém mais não tenha dito...
Todo mundo já cantou
este mundo em verso e prosa,
o amor, o bege, o rosa
dos quais se pintam palavras...
Mas podemos refazer
a magia do sentido
que redizer já não faz...
A saudade, guerra e paz
se renovam nos engenhos
de remastigar a vida.
