Jean la bruyère
As vezes quando estou andando ouço uma voz, tento segui-la, mas quando vejo, já é tarde, ela já desapareceu...
NADA MAIS
De tanto gostar de você,
Esquece de mim.
Confesso, nada planejei.
No instante,
Lá estava eu completamente a sua mercê.
Quem eu sou já não sei.
Vou mudar de cidade,
Esquecer que te conheci.
Tentarei renascer,
Talvez encontre a felicidade,
Ao contrário vou desistir
E te amar até morrer.
Queria vender toda a minha espera, ela não serviu-me para alcançar nada, mas não posso vende-la pois já há gastei quase toda, só sobrou a quantidade exacta para todos os meus amanhas
De facto na sociedade civil em que estamos inseridos é mais fácil acreditar numa mentira e sabê-la trabalhar do que propriamente a verdade, porque esta sim é difícil de a diligenciar.
O ESCURO
Por vezes me pego com medo do escuro,
pois lá perco minha sombra de vista.
Então fujo para
onde a água engole o sol.
O amor não olha a situação
Pro amor não tem inverno, nem verão
Se a chuva cai lá fora, ele não vê
Está guardado no meu coração
Ele não morre pois é imortal
O que era sonho Deus já fez real
Faz muito tempo que eu queria assim
Você aqui perto de mim
A ligue no meio da noite e diga qualquer bobagem e depois quando a encontrá-la na rua não a deixe passar como se não se conhecessem. E quando ela menos esperar faça algo extraordinário. O quê? Apenas segure a sua mão e já será o bastante.
Pra te lembrar
Daqui eu consigo ouvir
O som que vem lá de fora:
É o céu que muda de cor
De acordo com a música que toca
No meu interior
É a música que eu fiz pra você
Mas você não precisa saber
Ela não é sua, nem nunca foi
Não fala de nós, muito menos sobre os dois
Não chama teu nome nas entrelinhas
Nem pede pra você voltar
É só mais uma canção
Que toca ao som do coração
Num ritmo (des)ritmado
E num balanço desengonçado
É só mais uma canção
Dessas que não têm razão
Dessas que se parecem com você,
Aparecendo sem nenhum por que
Só pra me fazer arder
E até pensar em morrer
De amor
De tanto amor
Que nascia em mim
Assim como o sol nascia
E pintava aquele dia
Com as cores dos seus olhos
Você me prendeu aqui
Do lado de dentro de mim
Com amor pra todo lado
E desde então escrevo
Essa música que agora toca
E pinta o céu lá fora
Com as mesmas cores
Do dia que se perdeu na minha memória
Essa música que agora toca
Eu que fiz pra você
Mas ela não é sua, não
Muito menos possui alguma razão
Não fala do dia que insistiu em nascer
Nem sequer fala do quanto eu quis você
Essa música nada mais é
Do que uma tentativa de te resgatar
De te apanhar lá do fundo da memória
Pra relembrar a história
Do dia em que tudo desapareceu,
E o sol nasceu pra brilhar no mar
Só pra nos ver morrer de amor...
Relembrar o dia
Em que nada mais poderia existir
Só nós dois,
que ficaríamos ali, para sempre intactos,
sendo um só.
Procura ver-te na escuridão,
é lá que vais compreender…
…o quanto somos fúteis sem a luz artificial.
Eu não possuo asas,
Mas com estes braços eu sou capaz de abraçá-la
Com tanta firmeza que os pássaros teriam inveja de nós.
Ribeirão, madrugada
Todo mundo lá em casa
O mundo é muito mais água
Do que eu posso beber
Eu estava lá,
sentada, esperando você voltar.
Ondas me guiavam para te encontrar.
Senti um perfume, um perfume tão bom,
Na qual eu nunca sentira antes,
Parei, olhei; era você.
Um amor que o vento trouxera de volta pra mim,
Lágrimas, corriam pelo meu rosto,
Tamanha felicidade de te reencontrar denovo.
Saiba que eu preciso de você,
Assim como a lua precisa do céu,
Assim como o meu amor precisa do seu,
Então...
Por favor... não vá embora denovo
Por que aqui esta uma pessoa
Loucamente apaixonada por você,
Que em sonhos, sonha eternamente,
Em não te perder.
