Alexander soljenitsyn
Não sou um crítico do Ocidente. Sou um crítico da fraqueza do Ocidente.
[A União Soviética,] em tempos de paz, criou artificialmente uma fome, causando a morte de 6 milhões de pessoas na Ucrânia em 1932 e 1933. Eles morreram nos limites da Europa. E a Europa nem percebeu. O mundo nem percebeu...
[O] Ocidente não pode perder de vista seus próprios valores, sua estabilidade historicamente única da vida cívica sob o estado de direito – uma estabilidade duramente conquistada que concede independência e espaço a cada cidadão privado.
Nas várias partes do mundo, os homens aplicam seus próprios valores duramente conquistados aos eventos e julgam com teimosia, com confiança, apenas de acordo com suas próprias escalas de valores e nunca de acordo com qualquer outra.
O marxismo sempre se opôs à liberdade.
O Manifesto Comunista, que todos conhecem pelo nome e que quase ninguém se dá ao trabalho de ler, contém coisas ainda mais terríveis do que o que foi realmente feito.
O nosso mundo é dividido por essas mesmas velhas emoções de ganância, inveja, falta de controle, hostilidade mútua, que se apoderaram de pseudônimos respeitáveis, como luta de classes, conflito racial, luta das massas, disputas entre sindicatos.
Uma técnica comunista muito típica: tomar o poder sem pensar no fato de que as forças produtivas entrarão em colapso (...), que o país cairá na pobreza e na fome – mas, quando a pobreza e a fome chegam, eles pedem ao mundo humanitário para ajudá-los.
O tímido mundo civilizado não encontrou nada com o que se opor à investida de um súbito ressurgimento da barbárie descarada, a não ser concessões e sorrisos.
Todos os elementos agressivos, todos os elementos influentes da sociedade (...) admiraram aquilo a que chamaram de "experiência progressiva sem precedentes a realizar-se na URSS", enquanto estávamos sendo estrangulados pelos tentáculos cancerosos do Arquipélago Gulag.
“Na luta contra a falsidade, a arte sempre venceu e sempre vence! Aberta e irrefutavelmente para todos!”
“[O] simples passo de um homem simples e corajoso é não participar de falsidades, não apoiar ações falsas! Deixe ISSO entrar no mundo, deixe até mesmo reinar no mundo - mas não com a minha ajuda. Mas escritores e artistas podem conseguir mais: eles podem CONQUISTAR A falsidade!”
"A violência encontra o seu único refúgio na falsidade, a falsidade o seu único apoio na violência".
Há um quarto de século, nas grandes esperanças da humanidade, nasceu a Organização das Nações Unidas. Infelizmente, em um mundo imoral, esta também cresceu sem moralidade.
Não é uma Organização das Nações Unidas, mas uma Organização dos Governos Unidos onde todos os governos são iguais; os que são livremente eleitos, os impostos à força e os que se apoderaram do poder com armas.
O comunismo considera a moralidade relativa, uma questão de classe. Dependendo das circunstâncias e da situação política, qualquer ato, incluindo assassinato, mesmo a morte de centenas de milhares, pode ser bom ou ruim. Tudo depende da ideologia de classe. E quem define essa ideologia?
Se nenhuma raiva for sentida em uma perda, nenhuma tristeza real poderá ser experimentada e não terá lugar uma lamentação adequada. É da natureza dos seres humanos protestar contra sua dor e não sufocar o protesto masoquisticamente. Logo, parece estranho que nossa cultura admire tanto um indivíduo que consegue encarar a morte estoicamente sem mostrar nenhuma emoção. Qual a grande virtude que há na repressão das emoções? Este comportamento pode revelar que o ego da pessoa domina e controla o corpo, mas também indica que um aspecto importante de sua humanidade está perdido.
Nenhuma arma, por mais poderosa que seja, pode ajudar o Ocidente até que este supere a sua perda de força de vontade.
Todas as diferenças aparentes entre os Partidos Comunistas do mundo são imaginárias. Todos estão unidos num ponto: a sua ordem social deve ser destruída.
