Brisa
Toda cura é um processo. Até uma ferida precisa de tempo para cicatrizar. No começo ela sangra... Você precisa estancar o sangue, dar um basta naquilo que pode te matar.
Você estará frágil. Sendo assim, pense muito antes de ficar mostrando os seus machucados para alguém, que muitas vezes, não irá se compadecer da sua dor.
Passado o susto, precisa seguir adiante. Isso inclui evitar esbarrar em algo que tire a casquinha do seu machucado. Ou seja, fique longe daquilo que vai fazer a sua ferida abrir e sangrar. Parece óbvio, mas na prática, vejo muita gente voltando e procurando abrigo nas mesmas pessoas, e nos mesmos lugares onde sofreram todo tipo de violência.
Depois que a ferida fecha, e a dor já não se faz presente. Você tem que passar por um novo aprendizado... O de cuidar da cicatriz. Não procure milagre, sua cicatriz não vai sumir! A beleza está em aprender a viver com ela.
Não é difícil abrir mão de um grande sonho, difícil é abrir mão de tudo o que a gente projetou, enquanto sonhava.
Tentar entender porque o outro te feriu? Pensa numa roubada... Isso muitas vezes pode te paralisar. A cura está no seu auto resgate! Ame-se, cuide-se, proteja-se. Você é o seu bem mais precioso, nunca duvide disso.
Confesso que eu sinto uma vontade delirante de amar!
Acontece que eu ainda sou babaca, pateta, e ridícula o suficiente para estar procurando o verdadeiro amor. (...) Pra ele me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro. Quer saber? Acho que já encontrei
Passarinho, me perdoe se, em algum momento, eu não consegui te oferecer tudo o que sonhei para nós. Nada disso foi por falta de amor ou de vontade. Me perdoe por não ter conseguido manter nossa família unida. Nada disso foi de propósito, nem o que planejei. Nunca quis te dar menos do que merecia. Flor, que o mundo não transforme em ausência e frieza definitiva o amor que um dia brotou de verdade entre a gente. Rezo todo dia para que a vida não apague de vez o carinho e o afeto que cultivamos e que floresceram tão bonito entre nós, e que o tempo respeite com delicadeza o que compartilhamos.
O que mais dói: ser transformado num inseto e rejeitado pelo mundo dos vivos ainda enquanto respira, ou carregar o peso de saber que você só é aceito enquanto tem algo a oferecer?
A utilidade é a moeda mais cruel do afeto. É fácil ser querido e celebrado quando suas engrenagens giram sem ruído. É um choque perceber que o brilho nos olhos de quem você mais ama se apaga na mesma proporção em que sua produtividade diminui.
Ser amado pelo que você faz é um mero contrato. Ser amado por quem você é, porém, é um milagre.
Se hoje você se sentir estranho, exausto ou incapaz de performar e entregar o que esperam de você, lembre-se: o problema não é a sua metamorfose. O problema é quem só consegue enxergar o seu dever, a sua utilidade, a sua função — e não a sua alma.
Quem ficaria ao seu lado se, de repente, você não tivesse mais nada a dispor, apenas pelo valor da sua presença?
Será que existe, neste mundo, afinidade e identificação instantâneas? Será que até o amor genuíno tem prazo de validade?
Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura.
Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil.
O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo.
Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.
O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso.
Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real?
Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil...
A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso.
Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?
O poeta não é um fingidor! Ninguém vê o que não é lembrado. Talvez o poeta é poeta pq tem varias vidas. O poeta é um tecedor. O poeta é um novelo de almas que se desenrola em versos. Sombras q só ganham forma na memória. E por isso a poesia é um portal para vidas paralelas, não inventadas, mas resgatadas do limbo do esquecimento.
Flor, tudo bem se você precisou ir. Tudo bem se não tinha como ficar. Guardo na memória e no coração as lembranças de todos os nossos momentos lindos que você me ofereceu, das lições que a vida nos trouxe juntos e as que você veio me ensinar.
Queria que, pelo menos por um instante, você pudesse se ver através dos meus olhos, para entender a beleza que sempre vi em você — um fascínio que jamais vou esquecer e sempre vou admirar.
Desejo que você se recorde com carinho de todo o amor que lhe dei, da atenção, da proteção, do cuidado e do dengo que me esforcei para nunca te faltar. Desejo que você entenda agora o seu valor, o que merece e não aceite menos do que alguém quiser lhe entregar. Que se afaste daqueles que te cobiçarem apenas pela beleza física e pelo prazer que possa proporcionar. Você merece muito mais que isso e, com menos, não deve mais se conformar.
Você merece ser amada, apreciada, cuidada e protegida profundamente por alguém que tenha disposição, paciência e zelo para te esperar e te amar até você aprender a amar.
Me desculpe se não consegui, se precisei desistir para me salvar. Fica bem! Beijo.
Ele se intitulava Craw, falava bem das Rosas "seres de lindas cores, seus espinhos lhe fazem mais poderosa, de perto muito cheirosa, de longe bem mais formosa" e o engraçado era ver, como uma pessoa descreve tão nitidamente uma coisa que nem ao menos viu nascer, muleque do litoral, poeta crítico literal mais por causa das suas tatuagens e do seu alargador as pessoas lhe denominavam marginal, psicopata sonhador corria atrás dos seus sonhos pisando em espinhos e o seu semblante não mais expressava dor, pensou e tentou, pulou, pediu perdão tentou parar mais a vida não é justa e não o deixou continuar, textos ao vento, palavras ao ar, foram cortadas suas raízes, como rosas, e uma das vidas mais formosas, foi colocada em um porquê.
Queria te fazer feliz, mas talvez eu suma
queria te trazer pra mim, mas eu nunca trago.
lembro de você sempre que eu fumo, é que você era quente igual a ponta do meu cigarro.
E some do pensamento sempre depois do ultimo trago.
Não sei.
Talvez seja porque eu repeti demais
que eu não priorizaria mais ninguém além de mim
que às vezes eu me vejo distanciando sem querer.
Mas eu estou aqui!
Eu sei.
Dessa segurança que o meu abraço te leva
E do seu riso "hum" ao te apertar
Isso me faz querer repetir esse gesto sempre.
É sempre bom!
Obrigado por estar aqui!
Viver A Saudade Boa
Junto do novo dia
brota a velha saudade.
Saudade que se espalha durante a manhã,
escorre pela tarde,
e ao entardecer brilha colorida e roda gigante
da superfície dos olhos ao íntimo do peito,
brincando com os suspiros
e as mais doces lembranças.
Dorme no meu peito, meu bem.
AOS MEUS AMIGOS.
2015... Ano duro! Cheio de castelos de areia e visões de oásis no meio do deserto... Porém, a vida é feita de nuances... Precisamos ter olhos para observar o lado negro da vida e entender que dependendo da forma de olhar, o negro pode tornar-se cinza, e o cinza pode tornar-se uma linda noite de luar.
Procuro sempre vê o lado bom das coisas, dos fatos, das pessoas. Não faço isso por mérito! Faço por sobrevivência... Me torno mais forte a medida que deixo o que é pesado para trás, isso sempre me ajudou a seguir em frente. Se você me machuca... Logo penso: este ser humano está ferido, por isso me feriu. Se você me elogia... Logo penso: este ser humano está em paz! E tento aprender com a sua alegria.
A vida é assim, a cada nascer do sol uma nova chance de recomeçar, de viver. Eu disse viver e não sobreviver. A cada por do sol a chance de dormir e assim como uma Fênix, renascer das cinzas ao acordar.
Desejo que o meu e o seu 2016, venha carregado de esperança, mas não do verbo esperar... E sim, do verbo esperançar. Que possamos juntos nos ajudar, seja através de um post, de um "alô, como você está?", ou através do silêncio. Pois em momentos de dor, tudo que queremos é alguém que silencie e nos escute.
Estou neste momento me despedindo de 2015, devolvi para ele todos os fardos que carreguei este ano, eles já não me pertencem mais. Levo comigo a essência do aprendizado, os momentos de alegria, os abraços, as conversar e o amor dos que passaram pela minha vida neste ano. Fica aqui os meus sinceros agradecimentos a 2015, por ter me ensinado que a vida não é estática, ela está sempre em movimento... Por isso, nada de perder tempo ficando parada! Por ter me dado a chance de realizar sonhos antigos e por fazer de mim alguém melhor.
Chego em 2016 leve... Com o meu melhor sorriso e com aquela certeza típica de final do ano, onde acreditamos que tudo vai dar certo!!! Feliz Ano Novo Meus Amigos, sintam-se abraçados por mim. Obrigado por me deixarem fazer parte da vida de cada um de vocês! Nos vemos em 2016!!!!
Brisa Nepomuceno.
Eu acho que ela é como um dicionário . As pessoas olham a parte que lhes interessa, mas ninguém a leu por inteiro.
São versos meus pensamentos?
Dos sonhos que não vivemos?
Nos tempos do "tudo posso"
Das glórias do "tudo nosso"
Será em vão meu suor doce!
Será tão fútil o que me trouxe!
Ainda que seja breve este momento
Farei-o intenso no verbo eterno
Mesmo sem musa, em desalento...
Do pouco que tenho, e do que quero...
Farei melhor do que de min mesmo espero...
Pra te ver: Quando num breve texto um traço grifa;
Mas tu conheces o autor??
O prazer é meu ... Duarte Brisa.
Soneto do ...
E depois entre Nós; Os laços tornaram-se Nós.
No embaraço do dia a dia
Nos espasmos, na correria
Esqueci de cuidar de ti,
Já era tarde quando percebi,
Que tu não se encaixava mais em
mim...E depois, até teu cheiro mudou!
Mas ainda assim eu teimo dou
Tudo de mim, mas percebo, é o ....
Foi eterno enquanto durou
Foi preciso acabar.
Obrigado por tudo.
Adeus, querido All Star...
Frase de efeito.
Sabe aqueles versos que eu trago no peito?
Um sorriso de verdade, parece relincho mas é sincero
Dois abraços: um pela saudade, outro só porque eu quero...
Aquele livro, daquela autora, que a gente nunca esquece
Aquela canção, que eu baixei agora, e é tão chiclete
Esse pressente, que é exatamente o que cê precisava
O cadarço diferente, de quando te conheci, cê achou que eu nem lembrava...
A mensagem de boa noite, que você recebeu pela manhã
Paisagem é o riso dos seus olhos, olhos cor de avelã
Quando for tomar seu café, no almoço e na janta
Sei lá, pensa em mim, diz que é" dois prazeres numa lembrança
Mas preciso encerrar logo...
Obrigado por ter lido.
As mensagens sempre são longas pra ver se eu te explico tudo o que eu tenho sentido
Perdoa o jeito de criança...
(ah todo mundo ter que ter um defeito...) e
Que isso não seja muito mais que um poema que termina com uma frase de efeito...
Quase...
Porque o bico do solado do sapato dela, esta um pouco desgastado.
E a covinha da bochecha esquerda é um pouquinho maior que a do outro lado.
Reparei que a beirinha da lente do seu óculos, vive sempre embaçada
Fingi que não notei no joelho da sua calça jeans, um arranhão pequeno, quase nada.
E o lugar onde estavam os pelos da sobrancelha que a pinça tirou.
Insisto em saber se esse rubor em seu rosto, é raiva, vergonha ou amor ?
Terá sido a marquinha na pele, a unha que ela roeu, um sinal de queimadura, o bocal da caneta meio mordido
A alça da mochila que começou a descosturar pela direita, a pele mais clara porque fica embaixo da pulseira, ou esse olhar indecifrável ? supondo que fora esses detalhes...ela é quase perfeita
quase...
