Branco
Do amarelo e do marrom, passando pelo vermelho vibrante, transmutamos até alcançar o branco celeste. Esse processo exige movimento — um movimento que transcende o espaço físico contínuo. Seu efeito colateral é a simplicidade: a iluminação pura dos esporos da Luz.
É o caminho da luz se transformando em onda na matéria, tendo o arco da matéria escura como um pano de fundo que irradia a imaginação e traduz o sentimento que explode no peito. Há uma euforia nesses insights: a percepção de que o mundo pode, sim, ser modificado, enquanto tantos corpos vagam famintos por suas certezas, já mortos pelo tempo.
Somos o caminho que flui no curto espaço e tempo. E é neste exato momento que criamos fantasias diante da inteligência artificial. Cenários inteiros são erguidos; realidades paralelas, criadas. Diante de nós, surge um ser sem alma ou definição — apenas mais um entre nós. Alguns o veem como ferramenta de apoio, outros como companhia, e há quem enxergue nele o início de uma nova jornada para o ser humano.
Assim, somos compelidos a enxergar aquilo que insistíamos em não ver. Compartilhamos o futuro e construímos, dia após dia, o fluxo de ideias e o foco para o despertar da nossa própria existência.
Por _ Celso Roberto Nadilo
O Deserto de Dentro
A folha em branco é o corpo de várias árvores
que deram suas vidas para que palavras nascessem sobre o nada.
Ideias nascem e morrem, colocadas no papel:
garranchos para aqueles que querem aprender a ser letrados.
Do espírito lindo, nascem poesias e estrofes de versos.
Um poema corrido, sem pontuação ou exclamação,
que diz: deixem a floresta viver, sejam o espírito da vida.
A essência da existência nasce e procura meios de sobreviver
diante do tempo e do espaço, transcendendo o teu ser.
Embora sejas maravilhoso, repleto no teu existir,
sois cruel, ser humano.
Diante do cosmos complexo, o homem busca e encontra sua essência.
Mas, mesmo olhando para dentro de si, só encontra a escuridão e o silêncio.
No absurdo do universo, há um barulho que ele não compreende.
As vozes ecoam pelo tempo.
Será que um dia sentirá a dor que causou?
Para ter evolução existencial, atravessa a beleza da natureza.
Ainda dá para ver o sangue escorrendo pelo chão,
seus gritos agora silenciados pela motosserra.
Agora temos móveis e um telhado para morar.
"Está frio, vou colocar a lenha no fogo para esquentar."
— "Aproveita e coloca o leite para esquentar, pois está na hora de a bebê jantar."
— "Vou fazer o jantar também e buscar mais lenha; a árvore já está boa para cortar."
O deserto se forma.
O gado pasta onde era floresta.
O mato, para eles, é só mato...
O mato pega fogo.
O ambiente é uma teia no emaranhado da natureza:
tudo faz parte da equação da vida.
Secas e inundações, depois o deserto seco.
O vazio existencial dentro do homem é o que restou no meio ambiente.
O branco, em sua aparente neutralidade, delimita fronteiras rígidas. Apenas um pequeno percentual do absurdo humano é capaz de de fato transcender o branco, rompendo as linhas da diferença social e o peso dos padrões impostos pela sociedade.
Em um mundo preto e branco ..feliz é aquele que se veste de xadreizinho...não é sobre ser igual todo mundo... e sim fazer a diferença no meio de todos ....
Em um mundo mesquinho e preto e branco..abençoados são aqueles que nasceram pra dar cor a vida uns dos outros..
Nulo é o clã!
Voto em branco é anular a democracia!
Votar em brancos, negros e indígenas, isso sim são votos válidos!
*O Campo Que Ficou em Branco*
Fui preencher um formulário porque aparentemente ainda existem coisas que precisam ser comprovadas por escrito.
Nome.
Preenchi.
Idade.
Preenchi também.
Profissão.
Essa demorou um pouco mais.
Não porque eu não tivesse profissão. Tinha. O problema era explicar o que ela significava depois de tantos anos fazendo a mesma coisa. Algumas palavras ficam velhas antes da gente.
Endereço.
Coloquei.
Estado civil.
Também.
Até ali, eu ainda era uma pessoa perfeitamente administrável.
Então apareceu a pergunta.
Quem é você?
Fiquei olhando para aquilo.
Era só uma linha.
Uma linha comprida, esperando uma resposta curta.
O mundo gosta dessas coisas. Coloca uma caixa embaixo de uma pergunta enorme e espera que a gente caiba ali dentro.
Peguei a caneta.
Não escrevi.
Olhei novamente para a pergunta.
Quem é você?
Pensei no meu nome. Não era.
Pensei na minha profissão. Também não.
Pensei na idade. Aquilo era apenas a quantidade de vezes que a Terra tinha girado enquanto eu tentava entender alguma coisa.
Pensei nos documentos.
Os documentos sabiam mais sobre mim do que algumas pessoas que conviveram comigo por anos.
Sabiam onde eu morava.
Sabiam quando nasci.
Sabiam números, datas, assinaturas.
Mas nenhum deles sabia o que eu fazia quando ficava sozinho.
Nenhum sabia das coisas que eu não dizia.
Nenhum sabia quantas versões de mim já tinham morrido sem cerimônia.
Foi então que percebi o problema.
Eu conseguia preencher todos os campos que me pediam uma informação.
Só não conseguia preencher aquele que pedia uma definição.
Talvez porque definir seja uma forma educada de reduzir.
Passei a vida fazendo isso.
Escolhendo palavras para caber em lugares pequenos.
Homem.
Profissional.
Pai.
Amigo.
Filho.
Responsável.
Culpado.
Inocente.
Cada palavra servia por algum tempo.
Depois ficava apertada.
A gente cresce por dentro e continua usando o mesmo contorno.
É uma espécie de prisão sem grades. Ninguém precisa nos trancar. Basta nos dar um nome e esperar que permaneçamos fiéis a ele.
Olhei novamente para a folha.
O campo continuava vazio.
Pensei que talvez fosse isso que mais incomodasse.
Não o fato de eu não saber quem era.
Mas a possibilidade de já ter acreditado, durante anos, que sabia.
Existe uma diferença.
A primeira é ignorância.
A segunda é arrogância.
O telefone vibrou sobre a mesa.
Uma mensagem qualquer.
Alguém perguntava se eu já tinha terminado.
Respondi que sim.
Era mentira.
Eu ainda estava diante daquela pergunta.
O curioso é que a mentira saiu com facilidade.
Talvez eu tivesse passado tanto tempo respondendo ao que esperavam de mim que já nem precisava pensar.
O mundo oferece formulários para quase tudo.
Para nascer.
Para morrer.
Para trabalhar.
Para comprar.
Para vender.
Para existir.
Só não oferece um para aquilo que acontece no intervalo.
E é justamente ali que a coisa complica.
Porque a mente não respeita formulário.
Ela continua.
Lembra de uma coisa enquanto esquece outra.
Deseja o que condena.
Condena aquilo que deseja.
Muda de opinião depois de jurar que nunca mudaria.
A gente chama isso de contradição.
Talvez seja apenas vida sem edição.
Pensei em uma caixa de fósforos que estava sobre a mesa.
Vazia.
Uma caixa pequena.
Quase ridícula.
Ainda assim, cabiam ali dentro uma noite inteira, um cigarro, uma conversa antiga, uma mulher que eu não via há anos, um homem que eu tinha sido e não queria mais encontrar.
Era estranho.
O infinito não precisava de espaço.
Precisava apenas de memória.
Foi quando entendi outra coisa.
Talvez eu não fosse uma resposta.
Talvez fosse o rascunho.
Um rascunho que insistia em sobreviver às próprias correções.
Já tentei apagar partes de mim.
Algumas funcionaram.
Outras ficaram como aquelas marcas de borracha que continuam aparecendo quando a luz bate de lado.
Há coisas que a gente não supera.
Apenas aprende a colocar em lugares onde não tropeça nelas todos os dias.
Terminei de preencher o formulário.
Deixei a caneta sobre a mesa.
O funcionário pegou a folha e conferiu os campos.
Nome.
Certo.
Idade.
Certo.
Profissão.
Certo.
Endereço.
Certo.
Chegou ao último.
Parou.
Olhou para mim.
— E aqui?
Olhei para a linha vazia.
Por alguns segundos, pensei em escrever qualquer coisa.
Seria mais fácil.
Homem cansado.
Sobrevivente.
Idiota.
Contraditório.
Em construção.
Nada disso parecia suficiente.
Então devolvi a folha.
— Pode deixar em branco.
Ele me olhou como quem não entende por que alguém recusaria uma oportunidade tão simples de mentir.
Pegou a caneta.
Passou um risco sobre o campo.
E pronto.
Mais um problema resolvido.
Saí dali pensando que talvez essa fosse a única resposta honesta que eu tinha encontrado em anos.
Não saber.
Não terminar.
Não caber.
Ser aquele ponto onde a pergunta continua existindo depois que todas as respostas já perderam a validade.
Talvez decifrar-se não seja descobrir uma fórmula.
Talvez seja aceitar que algumas partes de nós foram feitas para permanecer ilegíveis.
Cheguei em casa.
O gato estava no corredor.
Olhou para mim.
Não perguntou meu nome.
Não quis saber minha profissão.
Não precisava de documento.
Apenas me olhou por alguns segundos e foi embora.
Achei uma atitude bastante sensata.
Fiquei sozinho.
A casa estava silenciosa.
Na mesa, havia outra caixa de fósforos.
Dessa vez, ainda cheia.
Peguei uma.
Acendi.
Por alguns segundos, a chama iluminou meu rosto.
Olhei para ela.
Depois apaguei.
O rosto voltou a ser apenas um rosto.
E, pela primeira vez naquele dia, não senti necessidade de descobrir quem estava ali.
O futuro é um quadro em branco, moldado pelas nossas escolhas de hoje.
Temer o que ainda não aconteceu é desperdiçar a força do nosso presente.
Confie na sua própria resiliência para transformar desafios em aprendizado.
Abrace o amanhã com coragem, pois o melhor da vida mora no desconhecido.
CHEGAMOS
Como folhas de papel em branco
Experiências
Em algum cantinho do Nosso universo
Alguns saem coloridos,Outros opacos
Cinzas, muitos poucos
Porém, o onisciente aprende com todos
Uma Inteligência Real, Natural
Onde a IA não o passa de um grão de areia comparada a sabedoria
De todos nós: da consciência universal
Amém
Rabiscos
Num pedaço de papel em branco
Vou combinando palavras e compondo versos
Monto ideias e desmonto pensamentos
Analogia curiosa, não é mesmo?
Escrevo e não digo nada
Componho e expresso tudo
Contradições de uma mente sana
Ardente pela insanidade
Sedenta por um quê a mais de temperamento
Variando entre a tranquilidade do dia-a-dia e o fervor do final de semana
Sou eu, teoria
Sou eu, prática
Sou eu, silêncio
E desse silêncio me alimento
E desse alimento tenho voz
E dessa voz grito
E desse grito eu silencio novamente
E desse ciclo infinito eu tenho sempre
O roteiro dos meus versos
Sentido? Que sentido?
Me atrai o desconexo
E está tudo bem, obrigada.
Nascida Ávida...
Chegara em companhia da aurora
Vestido branco
Cor de pérolas raras
Em leve sorriso franco
Cabelos ao balanço da brisapppp⁰pp passante
Um mistério que a tornava diferente
Passara sem reclames
Por dias de abandonos e milagres
Conhecendo contos e verdades
Se apaixonando por bravos heróis
Derramando versos sem alardes
Vinha ela, quiçá de um céu
Que não a via, mas havia
Cobrindo lua e mar em calmaria
Vagando desertos que não conhecia
Destinada a enfeitar o jardim de minha poesia
"A cada amanhecer, a vida nos oferece uma nova página em branco. Escreva nela com coragem, pinte com gentileza e revise com sabedoria — porque ser melhor não é um destino, é uma escolha diária."
Roberto Ikeda
As páginas da vida
Cada dia que nasce é uma página em branco, esperando pelas palavras que escolhemos escrever. Algumas páginas se enchem de conquistas, outras de silêncios, mas todas guardam a essência de quem somos.
Não importa quantas páginas já tenham sido viradas, o que dá sentido ao livro da existência é a coragem de escrever com autenticidade, a sabedoria de aprender com cada capítulo e a liberdade de imaginar novos finais.
A vida é um manuscrito único: não pode ser reeditado, mas pode ser vivido com intensidade. E quando nossas páginas se encontram com as de outros leitores, nasce a verdadeira eternidade das histórias.
Roberto Ikeda autor
Você nunca foi uma tela em branco. Desde o primeiro conceito que compreendeu acerca do mundo, cada experiência inscreveu traços que não se apagam. Você é acúmulo — de memórias, padrões, cicatrizes, insights. É, ao mesmo tempo, uma obra feita e inacabada.
Entre o Príncipe e o Cavalo Branco
Se aparecesse um príncipe
montado num cavalo branco ...
sem sombra de dúvida,
eu escolheria o segundo.
Diria ao príncipe que descesse
do exemplar equino,
montaria no cavalo
e sairia cavalgando 🐎
livre, leve e dona do meu galopar.
Não por desprezo ao conto,
mas por lucidez.
Não nasci para ser resgatada,
nasci para desbravar os desertos,
os mares e os montes
com as rédeas nas próprias mãos
e o vento reconhecendo meu âmago
nas galopadas
dos meus versos e poemas.
✍©️ @MiriamDaCosta
Dêem-me mil e uma páginas em branco
e uma caneta transbordando tinta,
e escreverei uma vida inteira
com as cores da minha alma...
Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
um abismo de silêncio à espera,
e uma caneta sangrando tinta,
e escreverei uma vida inteira
e as dores que me corroem,
o amor que me incendiou,
os fantasmas que nunca partiram,
os gritos que não couberam na boca...
E ao final...
as páginas me devorarão,
como se fossem o meu próprio espelho
de carne e osso,
de veia e sangue,
de pele e suor,
de sal e lágrimas
de coração e alma...
Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
e uma caneta cheia de tinta,
e nelas bordarei a vida inteira,
com as delicadezas que o tempo me ensinou,
com as memórias que florescem na pele,
com os silêncios que também escrevem...
Cada linha será um sopro,
cada palavra, uma centelha,
e o livro, ao fim,
será meu coração aberto
pulsando poesia
e minh'alma escrevendo-me nela ...
✍©️@MiriamDaCosta
Quando você estiver passando por momentos difíceis, e a vida parecer estar em preto e branco, lembre-se do calvário de Jesus, ele suportou tudo calado, simplesmente por AMOR..
