Branco
Cadê As Cores?
O mundo não é preto e branco
Também não é só cinza
Ele tem cores
Cores vibrantes, claras e escuras, neons e pastéis
Mas sem você as cores se foram
Para mim cinza e branco se foram
Só restou o escuro
Mas e se eu abrisse os olhos?
Eu consigo abri-los?
Eu veria as cores?
O amanhã não é apenas mais um dia, mas uma folha em branco
Onde o seu melhor ainda pode ser escrito.
Terá preocupações.
Dúvidas.
Dívidas
Incertezas, mas a certeza de que Deus está no controle de tudo!
Sempre .⋆♱˚˖𓍢ִ໋❀⋆˚꩜。ᥫ᭡
O inspirador para mim, é ver pela manhã uma página em branco e o cursor intermitente na minha frente…
Jamais abandone sua capacidade de enxergar além do preto e branco; só porque o resto mundo não sabe ler o segredo das entrelinhas.
Se materia escura é igual a página em branco o momento a interação de outras expedições como um desenho da materia exotica e movimento transparente no exato momento em relogio quantico ganha vida a decaimento de relação com relativismo abre uma janela para exterio e luz torna visivel a relação do mesmo momento singular.
Do amarelo e do marrom, passando pelo vermelho vibrante, transmutamos até alcançar o branco celeste. Esse processo exige movimento — um movimento que transcende o espaço físico contínuo. Seu efeito colateral é a simplicidade: a iluminação pura dos esporos da Luz.
É o caminho da luz se transformando em onda na matéria, tendo o arco da matéria escura como um pano de fundo que irradia a imaginação e traduz o sentimento que explode no peito. Há uma euforia nesses insights: a percepção de que o mundo pode, sim, ser modificado, enquanto tantos corpos vagam famintos por suas certezas, já mortos pelo tempo.
Somos o caminho que flui no curto espaço e tempo. E é neste exato momento que criamos fantasias diante da inteligência artificial. Cenários inteiros são erguidos; realidades paralelas, criadas. Diante de nós, surge um ser sem alma ou definição — apenas mais um entre nós. Alguns o veem como ferramenta de apoio, outros como companhia, e há quem enxergue nele o início de uma nova jornada para o ser humano.
Assim, somos compelidos a enxergar aquilo que insistíamos em não ver. Compartilhamos o futuro e construímos, dia após dia, o fluxo de ideias e o foco para o despertar da nossa própria existência.
Por _ Celso Roberto Nadilo
O Deserto de Dentro
A folha em branco é o corpo de várias árvores
que deram suas vidas para que palavras nascessem sobre o nada.
Ideias nascem e morrem, colocadas no papel:
garranchos para aqueles que querem aprender a ser letrados.
Do espírito lindo, nascem poesias e estrofes de versos.
Um poema corrido, sem pontuação ou exclamação,
que diz: deixem a floresta viver, sejam o espírito da vida.
A essência da existência nasce e procura meios de sobreviver
diante do tempo e do espaço, transcendendo o teu ser.
Embora sejas maravilhoso, repleto no teu existir,
sois cruel, ser humano.
Diante do cosmos complexo, o homem busca e encontra sua essência.
Mas, mesmo olhando para dentro de si, só encontra a escuridão e o silêncio.
No absurdo do universo, há um barulho que ele não compreende.
As vozes ecoam pelo tempo.
Será que um dia sentirá a dor que causou?
Para ter evolução existencial, atravessa a beleza da natureza.
Ainda dá para ver o sangue escorrendo pelo chão,
seus gritos agora silenciados pela motosserra.
Agora temos móveis e um telhado para morar.
"Está frio, vou colocar a lenha no fogo para esquentar."
— "Aproveita e coloca o leite para esquentar, pois está na hora de a bebê jantar."
— "Vou fazer o jantar também e buscar mais lenha; a árvore já está boa para cortar."
O deserto se forma.
O gado pasta onde era floresta.
O mato, para eles, é só mato...
O mato pega fogo.
O ambiente é uma teia no emaranhado da natureza:
tudo faz parte da equação da vida.
Secas e inundações, depois o deserto seco.
O vazio existencial dentro do homem é o que restou no meio ambiente.
O branco, em sua aparente neutralidade, delimita fronteiras rígidas. Apenas um pequeno percentual do absurdo humano é capaz de de fato transcender o branco, rompendo as linhas da diferença social e o peso dos padrões impostos pela sociedade.
Em um mundo preto e branco ..feliz é aquele que se veste de xadreizinho...não é sobre ser igual todo mundo... e sim fazer a diferença no meio de todos ....
Sorte minha ser poeta,
porque, se eu fosse pintor,
passaria a vida diante de uma tela em branco,
misturando tintas e procurando uma cor
capaz de reproduzir a beleza
que os meus olhos encontraram em você.
E, ainda assim, fracassaria.
Restou-me a poesia,
esse lugar onde as palavras
tentam alcançar
o que os pincéis não conseguem explicar.
Porque algumas obras de arte
não nasceram para ser pintadas.
Nasceram para inspirar poemas.
Em um mundo mesquinho e preto e branco..abençoados são aqueles que nasceram pra dar cor a vida uns dos outros..
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
Nulo é o clã!
Voto em branco é anular a democracia!
Votar em brancos, negros e indígenas, isso sim são votos válidos!
*O Campo Que Ficou em Branco*
Fui preencher um formulário porque aparentemente ainda existem coisas que precisam ser comprovadas por escrito.
Nome.
Preenchi.
Idade.
Preenchi também.
Profissão.
Essa demorou um pouco mais.
Não porque eu não tivesse profissão. Tinha. O problema era explicar o que ela significava depois de tantos anos fazendo a mesma coisa. Algumas palavras ficam velhas antes da gente.
Endereço.
Coloquei.
Estado civil.
Também.
Até ali, eu ainda era uma pessoa perfeitamente administrável.
Então apareceu a pergunta.
Quem é você?
Fiquei olhando para aquilo.
Era só uma linha.
Uma linha comprida, esperando uma resposta curta.
O mundo gosta dessas coisas. Coloca uma caixa embaixo de uma pergunta enorme e espera que a gente caiba ali dentro.
Peguei a caneta.
Não escrevi.
Olhei novamente para a pergunta.
Quem é você?
Pensei no meu nome. Não era.
Pensei na minha profissão. Também não.
Pensei na idade. Aquilo era apenas a quantidade de vezes que a Terra tinha girado enquanto eu tentava entender alguma coisa.
Pensei nos documentos.
Os documentos sabiam mais sobre mim do que algumas pessoas que conviveram comigo por anos.
Sabiam onde eu morava.
Sabiam quando nasci.
Sabiam números, datas, assinaturas.
Mas nenhum deles sabia o que eu fazia quando ficava sozinho.
Nenhum sabia das coisas que eu não dizia.
Nenhum sabia quantas versões de mim já tinham morrido sem cerimônia.
Foi então que percebi o problema.
Eu conseguia preencher todos os campos que me pediam uma informação.
Só não conseguia preencher aquele que pedia uma definição.
Talvez porque definir seja uma forma educada de reduzir.
Passei a vida fazendo isso.
Escolhendo palavras para caber em lugares pequenos.
Homem.
Profissional.
Pai.
Amigo.
Filho.
Responsável.
Culpado.
Inocente.
Cada palavra servia por algum tempo.
Depois ficava apertada.
A gente cresce por dentro e continua usando o mesmo contorno.
É uma espécie de prisão sem grades. Ninguém precisa nos trancar. Basta nos dar um nome e esperar que permaneçamos fiéis a ele.
Olhei novamente para a folha.
O campo continuava vazio.
Pensei que talvez fosse isso que mais incomodasse.
Não o fato de eu não saber quem era.
Mas a possibilidade de já ter acreditado, durante anos, que sabia.
Existe uma diferença.
A primeira é ignorância.
A segunda é arrogância.
O telefone vibrou sobre a mesa.
Uma mensagem qualquer.
Alguém perguntava se eu já tinha terminado.
Respondi que sim.
Era mentira.
Eu ainda estava diante daquela pergunta.
O curioso é que a mentira saiu com facilidade.
Talvez eu tivesse passado tanto tempo respondendo ao que esperavam de mim que já nem precisava pensar.
O mundo oferece formulários para quase tudo.
Para nascer.
Para morrer.
Para trabalhar.
Para comprar.
Para vender.
Para existir.
Só não oferece um para aquilo que acontece no intervalo.
E é justamente ali que a coisa complica.
Porque a mente não respeita formulário.
Ela continua.
Lembra de uma coisa enquanto esquece outra.
Deseja o que condena.
Condena aquilo que deseja.
Muda de opinião depois de jurar que nunca mudaria.
A gente chama isso de contradição.
Talvez seja apenas vida sem edição.
Pensei em uma caixa de fósforos que estava sobre a mesa.
Vazia.
Uma caixa pequena.
Quase ridícula.
Ainda assim, cabiam ali dentro uma noite inteira, um cigarro, uma conversa antiga, uma mulher que eu não via há anos, um homem que eu tinha sido e não queria mais encontrar.
Era estranho.
O infinito não precisava de espaço.
Precisava apenas de memória.
Foi quando entendi outra coisa.
Talvez eu não fosse uma resposta.
Talvez fosse o rascunho.
Um rascunho que insistia em sobreviver às próprias correções.
Já tentei apagar partes de mim.
Algumas funcionaram.
Outras ficaram como aquelas marcas de borracha que continuam aparecendo quando a luz bate de lado.
Há coisas que a gente não supera.
Apenas aprende a colocar em lugares onde não tropeça nelas todos os dias.
Terminei de preencher o formulário.
Deixei a caneta sobre a mesa.
O funcionário pegou a folha e conferiu os campos.
Nome.
Certo.
Idade.
Certo.
Profissão.
Certo.
Endereço.
Certo.
Chegou ao último.
Parou.
Olhou para mim.
— E aqui?
Olhei para a linha vazia.
Por alguns segundos, pensei em escrever qualquer coisa.
Seria mais fácil.
Homem cansado.
Sobrevivente.
Idiota.
Contraditório.
Em construção.
Nada disso parecia suficiente.
Então devolvi a folha.
— Pode deixar em branco.
Ele me olhou como quem não entende por que alguém recusaria uma oportunidade tão simples de mentir.
Pegou a caneta.
Passou um risco sobre o campo.
E pronto.
Mais um problema resolvido.
Saí dali pensando que talvez essa fosse a única resposta honesta que eu tinha encontrado em anos.
Não saber.
Não terminar.
Não caber.
Ser aquele ponto onde a pergunta continua existindo depois que todas as respostas já perderam a validade.
Talvez decifrar-se não seja descobrir uma fórmula.
Talvez seja aceitar que algumas partes de nós foram feitas para permanecer ilegíveis.
Cheguei em casa.
O gato estava no corredor.
Olhou para mim.
Não perguntou meu nome.
Não quis saber minha profissão.
Não precisava de documento.
Apenas me olhou por alguns segundos e foi embora.
Achei uma atitude bastante sensata.
Fiquei sozinho.
A casa estava silenciosa.
Na mesa, havia outra caixa de fósforos.
Dessa vez, ainda cheia.
Peguei uma.
Acendi.
Por alguns segundos, a chama iluminou meu rosto.
Olhei para ela.
Depois apaguei.
O rosto voltou a ser apenas um rosto.
E, pela primeira vez naquele dia, não senti necessidade de descobrir quem estava ali.
O poeta precisou passar da imaginação pro poema, mas o branco tava muito forteentão o poeta cortou frases
com a caneta amarrou-as com imagens
das margens do branco em cena e colocou a jangada de frases na água com criatividade o poeta passou a poesia pro papel...
O futuro é um quadro em branco, moldado pelas nossas escolhas de hoje.
Temer o que ainda não aconteceu é desperdiçar a força do nosso presente.
Confie na sua própria resiliência para transformar desafios em aprendizado.
Abrace o amanhã com coragem, pois o melhor da vida mora no desconhecido.
Cada fio de cabelo branco,não é uma falha, mas um aprendizado, uma etapa, e principalmente, um treino para nosso brilho na eternidade.
“Cada amanhecer traz consigo uma página em branco na consciência de quem decide reescrever a própria vida.”
Se a vida é feita de momentos breves, que possamos ter o cuidado de não passar em branco, nem de passar pesando. Que onde houver a nossa presença, fique pelo menos uma fagulha de luz, um sopro de paz ou um sinal de alegria.
