Branco

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O que seria das letras
Se eu não tivesse tido você
Talvez um livro em branco
Minha vida se tornou palavras
Não mais uma folha em branco
Palavras novas
Tantos outros substantivos
Juntos compusemos
Nossos próprios adjetivos
Ao digitar seu ser
Minhas mãos
Tinham toques de quietação
Pois você era minha alma
E minha essência para existir

Pertinho do céu
Abriu-se o véu
A Noiva de branco
O Noivo, um santo

Palavras de fidelidade
O sim da eternidade
Juntos até a morte
Que ato tão nobre

Um amor verdadeiro
Nunca será passageiro
Batalhas serão vencidas
Outras tantas, perdidas

Momentos de euforia
Lutas do dia a dia
Até a noite cair
Juntos vamos dormir

Quando o sol brilhar
Juntos vamos acordar
Nada é para a eternidade
Mas vivemos a felicidade

⁠PEIXE QUE BOIA A ONDA LEVA


“Revirou os banco, amassou meu boné branco
Sujou minha camisa do Santos (...)”.
-Racionais Mc’s


Na Vila Belmiro, o raio já caiu várias vezes; desde Pelé, Pepe, Robinho, Neymar e Rodrygo. O Peixe “boiou” na noite de uma quarta-feira de 2023. 06 de dezembro, faltando quatro dias para o meu aniversário, recebo como “presente” a queda do Santos para a série B. Também já estava perto de completar um ano que o rei do futebol nos deixou. (Pelé não merecia isso. O ano em que toda partida do Santos, quando completava 10min, homenageava o rei.)
Mas, caro leitor, o Alvinegro Praiano já havia “boiado” há muito tempo... Com má gestão, jogadores, etc.
A humilhação foi mundial pelo rebaixamento; primeiro das torcidas rivais. E por último, no telão da Times Square. Mas os humilhados sempre serão exaltados. Aguardem!
Já era uma pedra cantada. Mesmo com prorrogação, o Santos Fc não permanecia na série A. Comentaristas de futebol já vinham alertando que o Santos iria afundar. 111 anos de história, de conquistas, de trunfos. Um time que nasceu no litoral paulista, lugar geograficamente pequeno, comparado a São Paulo. O Santos é gigante, porque o rei Pelé o tornou. O mundo conheceu o Santos de Pelé. (O time de 1960, Década de Ouro)
O Alçapão sempre ficava lotado. A torcida estava junto, entoando o hino: “Nascer, viver, e no santos morrer é um
Orgulho que nem todos podem ter (...)”. Todavia, o Santos Futebol Clube não foi recíproco. (O cair é do homem, e o levantar também é do homem.) Tiraram o rei da sua poltrona, e o puseram de escanteio. Arrancaram a torcida da arquibancada, e jogaram para o banco de reservas. A bola entrava, e o goleiro jogava a luva. 06 de dezembro, a cidade de Santos parou. As chuteiras de Neymar e Pelé, desamarram. Mas a torcida não vai pendurá-las Vamos jogar a bola pra frente.
- O narrador Jorge Iggor, narrou o jogo do Vasco, e narrou com um tamanho profissionalismo. Gritou o gol que rebaixava o seu time de coração: o Santos. Jorge Iggor é um grande poeta que narra a poesia que as imagens não é capaz de traduzir, mostrar. Ele recita com seu grito toante, os poemas nas entre linhas do campo.
O Santos FC voltará a nadar. Boiar, nunca mais. Como disse o Mano Brown: “o Santos é o retrato do Brasil”.

Tem dias onde o preto e branco fica colorido, e tens dias onde o colorido se torna preto e branco, porém mesmo com as oscilações do tempo, o preto e branco ainda é vida para meus olhos, como o colorido é fascinante.⁠

Se vestir de branco no Ano Novo é bom, mas clarear a mente é melhor ainda"

Eu sobrevivia em preto e branco, você me devolveu as cores.

A vida não traz um manual de instruções, mas sim uma folha em branco; o sentido não é algo que se encontra pronto, mas algo que se escreve com o rastro dos nossos passos

Cada dia é uma folha em branco — e você é o artista que decide o que pintar.

Abuse das cores, se necessário for, mas não queira uma vida a preto e branco!

Tantas páginas em branco
E o medo de começar
Mas o amor chegou de repente
Como um verso pra inspirar - Frase da música Algo Incrível do dj gato amarelo

O prazer de viver à cores; vem sempre depois de ter passado pelo preto e branco da vida.

Cada amanhecer traz consigo uma página em branco, ofertada silenciosamente no grande livro de nossa existência. Essa dádiva diária é um convite à autoria. Não se trata de um roteiro predeterminado, mas de um espaço sagrado de liberdade e responsabilidade. Nossas escolhas, atitudes e intenções tornam-se a tinta com a qual escrevemos nossa história.

Palavras de gratidão ou queixa, ações de bondade ou indiferença, pensamentos de esperança ou desalento – tudo é registrado na narrativa de quem nos tornamos. Esta reflexão toca na essência da condição humana: somos cocriadores de nossos dias. A consciência de que a página nos é concedida, mas o conteúdo é de nossa inteira responsabilidade, convida a uma vida mais deliberada e significativa. Assim, o tempo se torna não apenas uma passagem, mas uma construção íntima e contínua da própria alma.

O vestido de noiva

Guardei no armário um sonho rendado.
Branco como a nuvem, um vestido de noiva, comprado pra você, puro e esperado.
Cada ponto da costura era um plano meu.
No brilho do cetim, o "nós" que se perdeu.
Eu trazia o amor na palma da mão.
Pensei que éramos um só coração.
​Mas o destino é um nó que não se desfaz.
Ele abriu o portão e entrou e não olhou para trás.

Logo vc falou, preciso entrar.
Entrou no silêncio, num passo ligeiro.
Levando consigo o meu mundo inteiro.
No quartinho de costura, entre linhas e panos.
Você teceu outra vida, outros desenganos.
​A agulha que moldava o meu véu de noiva.
Foi a mesma que feriu o que a alma desagua.
Enquanto eu esperava o altar e o sim.
Você casou com ele, bem longe de mim.
O vestido descansa, guardado e mudo
Numa casa, qualquer, onde o "quase" levou o meu tudo.
Paz e amor!

O medo não é o fim, mas a vida desperdiçada. Cada amanhecer é uma página em branco. Viva com intensidade, pois o maior perigo é existir sem nunca ter realmente sentido o pulsar da existência.

Meu passado é um capítulo lido, o hoje é a página em branco e o amanhã é a história a ser escrita; com a espada da compaixão e o escudo da resiliência, abraço o propósito de semear o bem e trilhar o caminho da luz, iluminando não apenas meu percurso, mas também o de todos que cruzam meu caminho.

Cada amanhecer é um livro em branco, e suas mãos seguram a pena. O mundo, um escritor ansioso, aguarda sua hesitação para preencher as páginas com enredos alheios. Mas você é o autor da própria saga!

Escolher é pintar o céu com suas cores, plantar os jardins do seu amanhã. Não delegue sua tela. Assuma o pincel, misture coragem e sonhos. A vida é sua obra-prima inacabada – e cada decisão, uma pincelada de legado.

Cada adversidade é tinta fresca; sem ela, a página da minha evolução permaneceria em branco.

Desperte sua força interior! Cada dia é uma página em branco para escrever sua história de superação. Acredite no poder dos seus sonhos e transforme desafios em degraus. Sua jornada é única e inspiradora. Siga em frente, o mundo espera pela sua luz!

Eu que amava cores, só via uma Lisboa a preto e branco, mais a preto que a branco.

Ele saiu da manada.


Pequeno, preto e branco, andando com aquele passo desajeitado que a natureza lhe deu, atravessou a praia como quem atravessa um pensamento. Enquanto os outros seguiam juntos, no fluxo seguro da repetição, ele escolheu a direção oposta. Não corria do grupo. Corria para algo.


O vídeo rodou o mundo: um pinguim-de-Magalhães caminhando sozinho em direção a um aglomerado de pessoas numa praia da América do Sul. Turistas curiosos, celulares erguidos, risadas contidas. E lá vinha ele, decidido, como se carregasse no peito uma pergunta maior que o medo.


Não era bravura.
Era curiosidade.


E talvez também cansaço.


Porque até os animais, em sua simplicidade, nos lembram que existe um momento em que seguir apenas por seguir deixa de fazer sentido.


A manada protege.
Mas também limita.


A manada orienta.
Mas também silencia a inquietação.


Enquanto seus semelhantes permaneciam agrupados, repetindo a coreografia instintiva da sobrevivência, ele caminhava em direção ao desconhecido — em direção ao barulho, à luz, ao estranho. Em direção àquilo que não fazia parte do roteiro natural da sua espécie.


E ali, naquele gesto simples, quase cômico, estava uma das cenas mais humanas já registradas por uma câmera.


Quantas vezes nós também não sentimos esse chamado silencioso?


A vontade de sair do caminho previsível.
De atravessar a praia enquanto todos seguem para o mar.
De ir em direção às perguntas, mesmo quando o confortável seria permanecer nas respostas prontas do grupo.


O pinguim não sabia que estava sendo filmado.
Não sabia que se tornaria símbolo.
Não sabia que sua pequena rebeldia atravessaria continentes em forma de reflexão.


Ele apenas seguiu o impulso de olhar para outro lado.


Talvez estivesse perdido.
Talvez estivesse curioso.
Talvez estivesse cansado de andar para onde todos andavam.


Mas, naquele momento, ele fez algo que poucos têm coragem de fazer:


Ele escolheu a própria direção.


E isso, para nós, humanos, é quase revolucionário.


Porque sair da manada não é um ato de desprezo pelo grupo.
É um ato de fidelidade a si mesmo.


É reconhecer que, em algum ponto da caminhada, a consciência pede um passo diferente. Um passo solitário. Um passo que não pode ser explicado, apenas sentido.


O pinguim caminhou até as pessoas, olhou ao redor, parou, observou. Depois, com a mesma simplicidade com que saiu, voltou para o mar.


Como quem diz:


“Eu só precisava olhar o outro lado.”


E essa talvez seja a lição mais delicada daquela cena real, capturada por acaso e eternizada por milhares de compartilhamentos:


Nem sempre sair é abandonar.
Às vezes, sair é compreender melhor para onde se deve voltar.


E há momentos na vida em que precisamos ser esse pinguim:
deixar a segurança do coletivo por alguns passos,
enfrentar o olhar curioso do mundo,
e permitir que a própria inquietação nos conduza.


Porque quem nunca se permite atravessar a praia sozinho
jamais descobre
o tamanho do próprio horizonte.
Autor: John Presley Costa Santos