Branco
O Cisne Branco e o Cisne Negro em um momento lúdico como se fossem o dia e a noite dançando sob o brilho das estrelas, a pureza com um ar de mistério, a luz e a escuridão numa relação incomum, pacífica, emocionante e ao mesmo tempo, surpreendente, um medo principiante diante do desconhecido, entretanto, temporário, logo cede o espaço ao deslumbramento, congelando por alguns instantes a realidade, um lindo lago congelado que permanece vivo, conceito baseado nesta essencialidade, duas verdades coexistindo numa forte intensidade.
Ela é um mistério impressionante
Ela carrega coisas dentro dela que ninguém ainda tem de entender
Ela é um oceano
Sempre entrega as coisas boas primeiro
Ai está o seu sorriso,ai esta o detalhe que vale a pena amar
Ela eventualmente fecha os olhos,os seus cabelos,o seus lábios tem cheiro de mar
Ela é Arte
A vezes colorida,as vezes aborrecida
As vezes com olhos brilhantes e esperançosos
As vezes só preto e branco.
A inspiração e a solitude às vezes se unem na criação de um lindo quadro, cenário fascinante, uma jovem venusta, sentada num balanço, preso a um galho forte de uma árvore solitária, admirando um céu estrelado com a lua se destacando, acompanhada de um espírito felino, desfrutando de uma atípica tranquilidade, certamente, imprescindível, um equilíbrio de neutralidade e veemência, o tom azul reunido à cor preta e alguns toques reluzentes do branco, a arte simples de uma alma sincera vivamente se expressando.
Bandido de qualquer colorido deve ser combatido com os rigores da lei. Do morro ou do asfalto; de colarinho branco ou azul; de terno, farda ou balaclava; o tratamento deve ser isonômico.
Todas as verdades do mundo são relativas. A única verdade que é totalmente absoluta, é a grande mentira, que por medo e covardia não admite relatividades de julgo e nem variações nas situações.
Talvez eu não esteja afundando — talvez já esteja no fundo. Aqui, tudo é silêncio em preto e branco. Ninguém desce, ninguém estende a mão.
Quadro em Branco
Ela me chamava de linda,
maravilhosa, incrível —
mas só quando alguém via.
Quando ninguém olhava,
eu era só um quadro em branco
pronto pra receber os rabiscos que um dia ela recebeu.
Dizia gostar de mim,
mas me empurrava
pra dentro de um mundo que não era meu,
cheio de palavras que eu não queria ouvir,
de ideias que não me vestiam.
Era como se sua escuridão
pedisse companhia.
Mas não por consolo —
por arrasto.
Ela era lousa cheia de marcas,
de frases cuspidas com força,
e queria que eu,
calma, limpa,
me tornasse reflexo do que ela já foi um dia.
Queria me ver tropeçar
onde ela caiu,
me ver perdida
onde ela se perdeu.
E eu, que só queria acolher,
quase fui moldada por mãos que não sabiam tocar.
Meus amigos viam —
viam o que eu demorava a ver.
Que havia elogio, sim,
mas era casca.
E por dentro, só o desejo
de me fazer menos eu.
Mas eu não fui.
Não me tornei.
Não desci o esgoto
pra caber no escuro dela.
Preferi ser ponte,
não túnel.
Preferi ser flor que cresce fora do caos,
e não raiz que se enrosca no que fere.
Hoje, guardo a lembrança,
mas não a culpa.
Porque às vezes,
a amizade também é saber dizer:
"eu não vou contigo,
não desse jeito."
O Preto e o Branco, elegância e pureza, mistério intenso da noite com a linda clareza do dia, essencialidade naturalmente exposta, porém, algumas peculiaridades permanecem abrigadas nas entrelinhas.
A seriedade também tem o seu momento, equilibrada com um tom de alegria, uma harmonia calorosa, deslumbrante como as palavras certas presentes em cada linha de uma simples poesia emocionante.
Elegante no entrelaçamento de cores no seu vestido gracioso, que faz menção a sua personalidade e confirma o seu bom gosto atrelado à riqueza da romanticidade, significados inspiradores e é apenas uma parte.
"Quando alguém transforma as cores preto e branco do mundo em uma vida colorida, se torna um artista."
“Há quem queira enxergar o mundo em branco e preto e há quem faça do branco em preto um mundo colorido.”
