Branco
Mãe, você consegue ouvir a minha voz?
Chamando, através do denso ruído branco.
Eu tenho perseguido sonhos e estrelas,
Em um longo caminho pra não perder meu coração.
Se eu me sentar sozinha,
Ainda às vezes, eu posso sentir você aqui
Onde as ruas me levam de volta para onde estou presa;
– Na saudade tua.
Feita de Guatambu-branco
a minha poesia é o meu
Berimbau romântico,
Não entro em disputa
pelo coração alheio,
Porque só desejo aquilo
que vem espontâneo,
Como mulher conheço
o meu lugar e tamanho,
O amor quando virá
não trará desengano,
não será passageiro
e com o mesmo plano
estaremos embarcados.
O Rabo-branco-cinamôneo
foi ao encontro do Sol,
O poema é o fenômeno
do tempo que não se detém,
Ninguém é o tempo todo refém.
O Rabo-branco-de-sobre-amarelo
apareceu junto com a claridade,
É poesia voando para todos os lados
espalhando sementes de girassóis,
Ninguém domina nada o tempo todo
nem a mentira, nem a verdade,
nem a voz e nem mesmo o silêncio:
(Indomável mesmo é a liberdade
mesmo aquela que se acha que
pode controlar por certo tempo).
Beija-flor-de-rabo-branco
sobrevoando os jardins do destino,
Assim sou eu poeticamente
em busca de amoroso abrigo
desde que seja somente contigo.
Louro-branco
Dança o Louro-branco
saudando o tempo,
Compreendo que guerra
é guerra entre exércitos,
A paz que eu dou é a mesma
que de ti quero receber,
E se por acaso não receber
de volta vou insistir
enquanto continuar a viver.
Resolvi te trazer
as poesias das sete
cores para fazer esta
sublime declaração,
O poema branco é
para afirmar a conexão
mais alta do coração.
Com a mesma lealdade
do Cavalo Branco
da lenda campeira,
O meu coração é um
cavalo selvagem
que espera pelo seu;
Não importa quanto
tempo demore,
O importante é que
a chama perdure
até encontrar contigo
e em nós cumprir
o quê é belo e infinito.
Adoçar os lábios
com Ingá-Branco,
Fazer votos lindos,
Beijar-te tanto,
Quero sem censura
contigo tocar até a Lua
e pela Via Láctea viajar
sem deixar o amor faltar.
Os Camboatás-Vermelhos
e os Camboatás-Brancos
cortejam o Céu e dão
sustentação na Terra
dos humanos que conspiram
contra os humanos
que sequer conheceram,
e contra a Criação igualmente
vivem para conspirar;
Deste mundo onde teimam
em dar como perdido,
dele eu prefiro não me retirar,
e poemas de amor tenho escrito
para um dia talvez voltar acreditar.
O Camboatá-Branco doa
a sombra poética e inspira,
Te quero com amor
e sempre com toda energia,
De longe já percebo
que me deseja como companhia
não só para um momento,
e sim para toda a nossa vida.
O Ipê-Branco cobre o chão
com o seu véu floral,
As flores caem e se emaranham
com os meus cabelos,
Repleto de encantamento
o meu olhar envolvido com o seu
convida ao paraíso secreto
com um quê de levitação e poético.
Onde nesta tarde
a minha devoção
se une ao Ipê-branco,
Confiei ao destino
o meu coração
para ser o seu abrigo
feito de frutas frescas,
meus Versos Intimistas
e todas as minhas carícias.
Versos Intimistas feitos
de amor e paixão intensos
por esta Pátria Brasileira
feitas de Ipês e muitas matas,
Onde a noite as flores
do Ipê-branco em especial
são confundidas
com as estrelas do magnífico
Hemisfério Celestial Sul
que nos rege e protege
de todo e qualquer Mal.
O Butiá-branco
balançando
pelo vento minuano
me faz intuir que
você está chegando,
e para você decidi
ir me preparando.
Meu mundo não é cor-de-rosa, nem branco nem preto. Meu mundo é um arco-íris em formação depois da tempestade.
