Boca
A faca é o único talher que não se leva a boca, mas é usado para preparar tudo aquilo que se leva a boca.
BEIJO NA BOCA
Beijo na boca, abraço apertado,
você tão louca deitada ao meu lado,
olhando as estrelas de rosto colado!
Você não recusa o afago acanhado,
o relógio foi quebrado, mas o tempo não pára.
Uma eternidade é pouco para satisfazer minha tara!
Denunciar é voz fácil na boca do fraco.Na Bíblia,é mexericar.É o inapto derrubando os de cima ou um pedido cruel de ajuda.
Toque suave e macio, que acaricia os lábios canto a canto, com a delicadeza e perfeição de um artista em sua tela. Suave aroma adocicado e refrescante. Cor ardente, brilho latente...
Me toque lentamente... Me olhe bem profundo.. Faça-me sentir o cheiro de desejo que sai da sua boca. Me transborde de amor... Eu farei o mesmo.
Quem não glorifica a Deus com seu coração pode ter a certeza
que Satanás exalta as trevas por meio de sua boca.
ELA
Ela não gosta de romantismo
Ela prefere ter os pés no chão
Ela não gosta de falar de amor
Prefere falar de livros
Seu coração de mulher
Briga com sua alma de menina
Ela é fogo e paixão
E calma e alento
Não gosta de beijos em demasia
Mas os recebe com alegria
Ela não gosta de exposição
Nem status, nem stories
Lhe trazem satisfação
Ela tem uma bagunça enorme no peito e uma paz ainda maior no olhar.
Ela é assim, um poço de paz em um oceano de caos.
Mas eu sei que ali é o meu lugar
Junto dela
Do abraço dela
Da boca dela
Pequena
Este teu olhar lindo sereno,
me acompanha aonde quer que
eu vá.
Boca pequena de lábios
nervosos, que me faz pensar
coisas que a boca tem de calar.
Teu corpo, parece de espuma feito,
macio e suave.
E quando junto ao meu fica,se
entrelaça, nos tornando um só,
falar a respeito não convém.
Pelo visto somos inseparáveis,
únicos, indivisíveis.
Roldão Aires
Membro Honorário da Aclac
Membro Honorário da A.L.B.-S.J.do Rio Preto- SP
Membro Honorário da A.L.B.-Votuporanga
Membro da U.B.E
Infelizmente vivemos num momento em que as pessoas só pensam em si, só querem olhos e ouvidos para desabafar, mas tem muita boca e dedos apontados para julgar.
Se olhassem pra si e, vissem e aceitassem os próprios defeitos, aceitariam mais o outro.
Silenciar
Eu tenho ficado muito quieta. Calada, em silêncio. Silêncio na boca e no corpo. Meu maxilar, acostumado com o tanto dizer, dói por tanto ficar imóvel.
Tenho aprendido muito na quietação:
- É preciso colocar um pano no chão quando for passar roupa, a água do ferro de passar fica pingando.
- É preciso varrer o chão após limpar a caixa de areia porque os farelos da areia se espalham por todo lado.
- É preciso secar a bancada depois da tampa da panela ser colocada lá, o vapor molha.
- É preciso ouvir mais os outros, e somente ouvir. (Muitas vezes as pessoas não precisam de respostas, somente de ouvidos atentos)
Quando silencia-se a boca, a mente começa a trabalhar mais e mais depressa. O coração sente mais e bombeia melhor o sangue. O corpo aprende a ouvir o próprio corpo e a consciência desata os nós das suas asas.
Os poemas passam a fazer sentido.
A música toca o sistema nervoso.
Com muita calma, antes de dizer bobagens, a boca - que antes era órgão auto-suficiente - agora concilia seus desejos faláticos com a língua, com os dentes, gengiva e cérebro.
Minha boca, de fato, nunca foi boca de dizeres bons. Aproveitava-se da carência, e lá deixava seu sermão, sem ao menos ser convidada para tal.
Meu músculo mais forte sempre foi a língua que em um complô envenenava cabeças, olhos e aortas.
A mão tentava escrever, mas a boca falava, não deixava calar a voz, nunca! E os textos, todos pequenos, com cara de mal acabados ou mal pensados, eram só uma pequena amostra do que a mão podia fazer.
A boca não se abre. O maxilar ainda dói severamente, mas a alma agora respira, agora permite a manifestação da existência, silenciosamente.
A boca agora só diz o pontual, somente diz o que o coração e a mente aprovam ser dito.
Há muita clareza nos sentimentos e no mundo exterior. Há compressão no mundo dos outros. Muda, a boca sabe se expressar melhor quando diz.
O que há boca? Tem medo do mudo? Tem medo da compreensão, restauração, modificação, rotação, translação e emudamento completo? Tem medo que os lábios se colem e nunca mais se abram por falta de exercícios?
Você não vai morrer ou atrofiar, você apenas está aprendendo a lidar com uma faceta sua que você mesma escondia; continue fechada, calada.
Você ainda pode cantar, mas somente boas canções, caso contrário, vai se manter fechada!
Você boca, é mais um pedaço meu que preciso controlar, assim como controlo meus sentimentos.
Controlo minha mente pra poder controlar você. Controlo minha carência, minhas vontades e receios.
Controlo todos os meus recheios para que você não seja leviana, abusada, indiscreta, indecente e folgada.
Você quer parecer que sofre com a mudisse obrigatória, mas a mudança tem libertado você. Os ossos da face andam menos desgastados.
Eu, realmente, tenho adorado a experiência do silenciar.
Muda eu mudo.
Ser amor…
(Nilo Ribeiro)
Tocar teus seios,
não ter receio,
usar todos os meios,
não fazer rodeio
deixar-te louca,
beijar-te a boca,
despir tua roupa,
deixar-te rouca
fazer amor,
te dar amor,
morrer de amor,
“será mor”…
Única mulher…
(Nilo Ribeiro)
É você que eu quero,
nenhuma outra sequer,
é meu amor eterno,
é a única mulher
faço o que for preciso,
faço o que você quiser,
sem você eu não vivo,
é a única mulher
quero beijar tua boca,
teu corpo meu corpo requer,
quero despi-la de toda roupa,
minha deusa mulher
nada mais importa,
nem um desejo qualquer,
meu coração abriu a porta,
para você, a única mulher…
Teu beijo…
(Nilo Ribeiro)
Muitos beijos eu gastei,
que serviram de experiência,
mas foi no dia que te beijei,
que do amor senti a essência
todo beijo trocado,
só me fez aprender,
mas só depois de ter te beijado,
que eu descobri o prazer
a mudança foi percebida,
quando te beijei sem pudor,
foi o beijo da minha vida,
um verdadeiro beijo de amor
o mais significante beijo,
um ato de simbologia,
supriu todo meu desejo,
se transformou em poesia
ela passei a escrever,
ela é para te confessar,
que não quero te perder,
sem um dia te beijar
um beijo sem medo,
um beijo sem segredo,
um beijo transformador,
um beijo cheio de amor
o teu beijo eu clamo,
na poesia eu esclareço,
ALMA eu te amo,
do teu amor eu padeço…
Então Deus olhou pra mim e disse com um olhar doce e um risinho de canto de boca:
"Você vai ser diferente, vai ser artista. Vou te dar a música de presente e através dela vou sorrir para muita gente carente de conhecer o verdadeiro amor!"
E cá estou eu, levando Deus em forma de canções aos corações...
E só.
