Bem
Eu que era apenas um esboço, um projeto de gente inacabado já começo a tomar uma forma bem diferente de outrora, porque busquei com fé e esperança novos caminhos, vislumbrando outros contornos e pintando de cores mais nítidas a minha vida.
A aceitação da vida como ela é não é uma estação aonde chegamos; ela é só uma maneira bem mais confortável de viajar, e a decepção e as perdas são mais uma forma de Deus nos dizer: calma, pois tenho algo melhor reservado para ti, apenas confie e tenha paciência.
Viver bem é fortalecer-se nas dores mais profundas, e reerguer-se do nada, do zero, quando menos se espera; dando mil voltas na vida e centenas de cambalhotas por cima, por baixo, emanando coragem por todos os poros e lados.
Sei que muitas pessoas falam mal de mim. Assim como sei que muitas outras falam bem. E o que me tranquiliza não é o fato de ter gente que me defende não, mas o fato de eu saber que simplesmente... "me descobrem" "me falam" "me discutem" "me vivem". Pois eu não vim ao mundo para ficar no anonimato. Também não estou aqui para agradar as necessidades de ninguém, e muito menos para viver dentro dos rótulos de quem acha que sabe como eu deveria me comportar. Ninguém é perfeito e eu reconheço que tenho muitos erros aos olhos da "sociedade", o fato de eu deixar minha vida como um livro aberto assusta muita gente! Oh.. ela falou que fez isso, ela admitiu que fez aquilo. Pois é, eu não gosto de me esconder! Eu sei que isso é um banquete para quem adora falar da vida alheia, mas eu cresci acreditando que eu preciso me importar em ser eu mesma e fazer o que for melhor para mim e não para os outros. Por isso, hoje me tornei quem sou. Com muitos defeitos expostos... sem máscaras, sem camuflagem. Tirando o lado ruim, da exposição e dos falatórios, também tem o lado bom, o lado que eu mais adoro. Ninguém precisa ficar por aí de ouvido em ouvido querendo saber dos meus babados afim de repassá-los ou aumentá-los, sou eu mesma que saio com o fuzuê e tudo que você ouvir da boca dos outros, se for realmente verdade, TAMBÉM OUVIRÁ DA MINHA. Devo? não nego, bata de frente se puder!
Nasci com a costura torta —
o ponto que falhou
no tear dos bem-nascidos.
Sou o objeto sem função
na prateleira dos vivos:
nem útil como faca,
nem belo como flor.
Nunca fui feito para o brilho fácil,
para os abraços que não doem,
para os dias que se encaixam certos.
Até que Ela chegou.
Não com luz,
não com promessas,
mas com uma presença que não exigia nada, que não pedia luta nem resistências vãs.
Seus dedos traziam o frio
das últimas maçanetas tocadas.
Veio como o óxido vem —
sem pressa, sem aviso,
apenas a certeza
de que tudo que é ferro
um dia lhe pertence.
Se me quiseres triste, sê-lo-ei sem drama.
Se me quiseres calado, darei o silêncio como prece.
Pois és tu, afinal,
a única que não me cobra explicações,
nem julga o vazio que me habita,
nem exige máscaras para ocultar o cansaço.
Não me seduzes com promessas de alívio,
não me ameaças com a eternidade.
És apenas o alívio concreto,
o abraço que não exige
que eu me reconstrua.
Quando Ela abriu os braços,
eu já estava nu de esperanças,
leve de despedidas.
Deitei-me em seu colo de sombra,
e Ela não me pediu
que fingisse ser feliz.
Deitei-me ao seu lado,
como quem enfim encontra onde repousar a dor.
Ela me acolheu sem palavras,
e eu a beijei.
Lábios de fibra de carbono.
Língua de chumbo fundido.
O sabor:
sal de lágrimas não choradas
e o cobre dos últimos
segundos.
"Assim como o Fruto do Espírito expressa o caráter do Cristão, as Bem-Aventuranças são os atributos dos cidadãos do Reino dos Céus".
Bem maior que a areia que escorre entre meus dedos, são as águas do oceano que inundam a minha alma. O apanhador de nuvem de algodão
Meus dois pais me tratam muito bem
(O que é que você tem que não fala com ninguém?)
Meus dois pais me dão muito carinho
(Então porque você se sente sempre tão sozinho?)
Meus dois pais me compreendem totalmente
(Como é que cê se sente, desabafa aqui com a gente!)
Meus dois pais me dão apoio moral
(Não dá pra ser legal, só pode ficar mal!)
Não te espero, porque sei que você só vai me fazer sofrer; mas te quero bem mais do que eu deveria querer.
O amor não pode doer mais do que faz bem. Amar não é se anular, nem suportar o que destrói por medo de ficar só. A Bíblia diz que o amor tudo sofre, mas também diz que o amor é paciente, benigno, não se alegra com a injustiça e tudo protege. Amor que machuca mais do que cura não é amor, é prisão. E Deus não te chamou para viver preso, mas para viver livre, até no amor.
Não se deixe enganar pela falácia apelativa do “patriotismo”; ela era bem propagada nos inflamados discursos do nazismo.
O tempo e a dor
Dizem que o tempo cura,
Mas não é bem assim que acontece
A dor verdadeira perdura,
E como um jardim ela floresce.
É um desafio constante,
Mas não traz alívio pleno,
Se o tempo fosse um calmante,
Não haveria dor nem veneno.
A passagem do tempo nos prova,
Mas não apaga o sofrimento,
Se fosse o tempo uma droga nova,
Não existiria lamento.
Roberval Pedro Culpi
"Um sábio mantém olhos e ouvidos bem abertos para aprender e evitar situações perigosas — e a boca bem fechada para não criá-las."
A vida é feita de opostos. Sem o mal, o bem não existiria, e sem a guerra, não haveria paz. Esses contrastes não são inimigos, mas forças que se interagem e definem a realidade. A paz só tem sentido porque existe a guerra, e o bem só é compreendido porque existe o mal. Essa dialética, que nos remete ao pensamento de Heráclito e Hegel, nos mostra que os opostos não são apenas contrários, mas essenciais para o movimento e a transformação do mundo.
Pense por um momento: sem desafios, não há crescimento. É na tensão entre opostos que a vida se molda. A busca por um mundo sem dor pode parecer ideal, mas é justamente nas dificuldades que aprendemos a valorizar a alegria, a liberdade e até mesmo a paz.
Talvez a verdadeira sabedoria não seja evitar os opostos, mas entender que eles se completam, e que é no confronto entre eles que a vida encontra seu movimento. Você está pronto para abraçar essa dualidade e perceber o ciclo constante de transformação ao seu redor?
A reflexão que fica é: será que estamos realmente buscando um equilíbrio ou apenas tentando fugir dos desafios que nos definem como seres humanos?
