Belo Horizonte
VIAJANTE
(Amor a Belo Horizonte)
Adeus
Estou indo embora, outrora pensava,
Temia.
Destino traçado, certo ou errado, sem parada obrigatória.
Pausa ao acaso, caso, descaso
E seguia.
Adeus
Estou indo embora, outrora pensava,
Temia.
Deslumbrei um Belo Horizonte, atraquei num Porto Seguro,
Bahia.
Fiquei inseguro e de Canoa Quebrada, pelo mar cheguei no Rio,
Tomei banho em Cabo Frio e em São Paulo, Santos
E Maresias.
Adeus
Estou indo embora, outrora pensava,
Temia.
Paraná, Santa Catarina; Ah!!! Como é linda essa ilha.
Enfim um Porto Alegre, vou visitar minha filha.
Adeus
Estou indo embora, outrora pensava,
Temia.
Dou meia volta, Volta Redonda,
regresso, uma nova trilha.
Cidade da minha infância, tios, primos e minha madrinha.
Adeus
Estou indo embora, outrora pensava,
Temia.
Sigo sem rumo à procura, de uma nova rima.
Um Por do Sol, meu Belo Horizonte.
O final de um grande dia.
No campo e na vida
“A queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!”
“Não é normal cair um viaduto de $500 milhões!”
“A vida é um combate que aos fracos abate, aos fortes aos bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)
Tanto para o campo de futebol, como para a vida, precisamos estar preparados.
Não há como conseguirmos uma vitória, em qualquer campeonato, sem preparação, sem concentração, sem garra.
Disse, há alguns dias, que a vida é feita de “jogo duro”. Parece que os jogadores da seleção brasileira perceberam isso hoje, 08 de julho, ao enfrentarem uma Alemanha organizada, concentrada, há anos, para a Copa do Brasil.
Pasmem! Foram 08 (oito) anos juntos, preparando-se para a Copa do Brasil.
Foram oito anos de seriedade em relação ao esporte, à competição, não em relação ao que a vitória pode render em termos de dinheiro e de notoriedade.
Bom será se o aprendizado for o resultado desta percepção, deste “sofrer na pele” a diferença entre a fantasia e a realidade.
Nosso país acordará mais consciente no dia 09 de julho, dia em que se comemora uma das mais importantes revoluções em nosso país, a Revolução Constitucionalista de 1.932, uma revolução que foi feita, exatamente, para voltar as coisas aos seus devidos lugares.
Estará ainda incrédulo, atônito, mas estará mais consciente. Terá, então, a oportunidade histórica de “Cair na Real”, de perceber que “a vida é um eterno combate, que aos fracos abate”, e aceitará, então, que não fizemos por vencer.
Se retrocedermos um pouco, veremos que em nenhum momento a Seleção Brasileira levou a sério este Mundial. Em nenhum momento as opiniões dos torcedores e da imprensa foram respeitadas.
Baladas, visitas de familiares, visitas de vizinhos, oba-oba, samba, esta era a tônica da preparação dos nossos jogadores do “tudo pode”, enquanto as outras seleções treinavam, suavam a camisa, se concentravam para os jogos e estudavam (e muito!) os adversários.
Poucas horas depois de desembarcar no Brasil a Holanda já estava treinando na praia, já estava concentrada nas responsabilidades que tinha perante seu público!
É fundamental que o Brasil caia na real!
É imperioso que nós, brasileiros, paremos um pouco para repensar nosso país, repensar nossos hábitos, repensar nossa filosofia de vida, enfim.
É muito importante que percebamos que não se pode construir um país sério baseado na fantasia.
Não gostamos de levar nada a sério! Achamos bonito e engraçado quando ouvimos falar que o Brasil é o “país do jeitinho”.
Não podemos!
O fato de “Deus ser brasileiro” não nos isenta de nossas responsabilidades, ao contrário, nos torna mais responsáveis ainda! Nossa vida, nossa existência, nossa origem divina não nos permite levar as coisas no “jeitinho”.
Há que se ter seriedade com as coisas públicas! Há que se ter seriedade nos estudos, no trabalho, nos relacionamentos, e em tudo o mais que fazemos. Até nas brincadeiras, nos jogos de carta, e inclusive nos esportes.
Não podemos achar que é normal ficar sem água, ter buracos nas estradas, vivermos na insegurança, não termos hospitais adequados, não termos atendimento médico de qualidade, não termos uma administração pública preocupada com o bem público, não conhecermos o planejamento de nossa cidade, de nosso estado, de nosso país.
Isto não é normal!
Não é normal cair um viaduto de $500milhões (quinhentos milhões)!
A corrupção não é algo que está ligado ao humano. Não é normal, e não podemos aceitar!
Como queremos passar em um concurso público sem estudar? Como queremos “ir levando” um curso universitário, ou qualquer outro, e ter um bom resultado ao final?
Como aprenderemos a ler e escrever sem leitura?
Como podemos ser músicos sem estudo e sem prática?
Como podemos ter resultados em nossas empresas sem seriedade e trabalho duro?
E como podemos vencer uma COPA DO MUNDO sem preparação e seriedade?
Este texto é um convite à reflexão, de verdade! Um convite ao debate, ao repensar, à consciência.
Não estamos perdendo somente nos campos de futebol. Todos nossos índices são piores que os da Alemanha e dos países afins.
Na educação, na produtividade, no desenvolvimento tecnológico, no investimento em pesquisas e desenvolvimento, entre outros.
Queridos leitores, a queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!
O desastre estava anunciado e cantado em verso e prosa.
O Brasil acordará, neste Nove de Julho, mais maduro, mais preparado para a vida, mais preparado para as mudanças que o Mundo moderno exige.
Bem mais preparado para se tornar em um País Real!
Belo Horizonte 1 de Dezembro de 2019.
Boa Noite,
-O que falar desta turma,mais que isso uma família que se preocupa e cuida um dos outros.No início tinhamos apenas um objetivo em comum,mas com o passar dos semestres vieram os compromissos,as amizades,as diferenças,mas soubemos conviver é respeitarnos.
-Colegas,muitos desafios nós esperam,temos ainda muito a conquistar,e hoje juntos comemoramos nossa primeira conquista,que abre a porta de nossa mais nova importante etapa de nossas vidas.
-Ao longo desta caminhada convivemos com muitas pessoas,professores e colegas,vieram e se foram e deles levamos apenas boas lembranças conosco.Talvez amanhã ainda nos falaremos,mas é daqui a uma semana?Ou quem sabe daqui a um mês?Será que daqui 1,2,5 ou quem sabe 10 anos?
-Pois é ,a vida nós separa,mas as memórias permanecem,os bons momentos que passamos juntos não nos abandonaram,e daqui a alguns anos nós iremos olhar para trás é iremos pensar "Onde está minha turma"?E será neste momento que os corações irão apertar e as unicas coisas que teremos para nós agarrar serão nossas lembranças e saudade.
Pedi a São Paulo que me indicasse um bom caminho e descobri que existe um Belo Horizonte em minha vida.
Digníssima coordenadora do polo centro belo horizonte da Universidade do Norte do paraná Ana Paula, senhores e senhoras, e meus caros colegas (graduados em gestão ambiental)
Boa noite!
Primeiramente quero agradecer a Deus pois sem ele um tudo é nada, agradeço a minha amada mãe por ser esse aconchegante alicerce humano de quem me orgulho muito, agradeço a minha amada Mirian por estar ao meu lado sempre me apoiando em minhas decisões sem nunca duvidar do meu potencial, e finalmente aos meus colegas de turma (Adilson, Júlio, Leonardo,Iago,Cristiano,Cássio,Rosa,Sônia,Otacilio,iara,Ivan) a vitória é nossa
Meus amigos, somos agora gestores ambientais,
Chegamos finalmente na estação final desta jornada, agora cada qual seguirá por caminhos em buscas de metas pessoais, seja qual for a próxima caminhada que cada um for trilhar, certamente sempre será concluída com louvor.
Da primeira estação até aqui, compartilhamos de um decurso saturado de alegria, solidariedade, cumplicidade e muita amizade, esperamos que nada disso se extravie à medida que o tempo consuma da memória esses dias glória.
Muitos ficaram em estações ao longo desta viajem, e outros embarcaram depois que o trem partiu, um viajem de dois anos e meio que acaba aqui.
Lembro-me no primeiro dia de aula nossa amada tutora a Cleonice perguntou-nos porque escolhermos o curso de Gestão ambiental, cada qual justificou sua escolha,
No final todas as respostas refletiram a vontade de querer salvar o planeta, pois não estamos em busca de um planeta melhor, esse planeta não existe, estamos em busca de soluções diplomáticas entre o homem e a natureza, para não saquearmos dos nossos filhos e netos o presente dum futuro quase ausente.
Nesse novo trajeto as dificuldades continuarão a nos perseguir talvez com maior intensidade, e muitos desestímulos nos sussurrarão serenamente garantias de derrotas, mas nada que um dane-se, não resolva, somos desmedidos frente aos atoleiros, esquadrilhamos todas as possibilidades e mesmo com insignificantes probabilidades de ascensão, não postergamos sucesso ,tudo isso porque temos fé, porque acordar e jogar-se nesse mundão feito caça que se esquiva dos algozes, acreditando que no final do dia voltará para seu acalanto familiar, isso é ter fé.
Porque estamos aqui?
Porque não iremos parar por aqui?
Porque:
Somos produto de nossas raízes, de nossa realidade e de nossa pretensão.
Somos a consumação dos nossos ensejamos!
Boa noite.
Parque Municipal de Belo Horizonte
CHÁCARA DO SAPO
Resistindo ao concreto, seus lagos e plantas, ventos e contra tempos
Comprimido entre prédios e carros, suas raízes um tapete alimenta
Como um jovem do interior, seu passado a todos comenta
Pensamentos no jardim das borboletas, um verde parque traquejado
Inativo no Bebedouro dos Burros, entre Deusas, facilmente observado
Samotrácia lembra as vitórias, quase esquecida, Afrodite o amor a sugerir
Perambulando entre jaqueiras, ciprestes e figueiras, sentimentos ali
Subindo pelo arco de madeira, com Anita sobre a Ilha dos Amores
Bosquejado por Villon; sempre lembrados na Praça dos Fundadores
Por:ClaudineyPenaforte
My name is Fernando Rocha. I am 21 years old and live in Belo Horizonte, Brasil. Between the ages of 6 – 12 I was homeless and lived on the streets. Life was very hard. I saw many friends end up in jail or be killed. When I was 12 years old some people from a church brought me to a house for street boys and I came to know God. He changed my way of living. I went from a hopeless life of drugs and crime to a life of faith and hope in Jesus Christ. (Galatians 5:5-6)
This change happened because people invested in my life. Now I work in a program called Masters Commission (MCUMI) that works to save the lives of other street kids. As part of my character building process, I go with a team to the slums where we play games with the children and give food to the adults. This helps them learn about God. Through Masters Commission peoples’ lives are changed. (Romans 12:2)
Before I learned about God I didn’t have any expectations for my life. Now I have a dream to run a house for street boys, to teach them about God and to help them have a life of faith and hope. If it can be done for me, it can be done for others. (2 Corinthians 1:2-5)
Won’t you please consider investing in my life as I work to invest in the lives of others? This can be in the form of a one time or monthly donation. You can be confident that your sponsorship will make a difference. I don’t have help from the government or any organization. I live by faith. With your contribution and your faith you can partner with God to impact the nations. Will you join me?
By clicking on the MCUMI link at http://children-mcbrasil.org/mcbrasil/aboutmc.htm and then going to the “donate now” button, you will find a safe, secure and tax exempt way to support what God is doing in my life. Or you can send a check payable to MCUMI to P.O. Box 279512, Sacramento, CA USA 95827-9512. Be sure to write my name in the memo line!
Thank you for your time. I hope that God will bless you, your family and your house and that God’s provision will be upon you.
Your brother in Christ,
Que belo horizonte.
Dourado como as chamas
dourada do sol.
Queria você a sim.
Vindo para mim toda dourada,
de corpo nu e quente.
Como o próprio sol.
Quando desci em belo horizonte , renascimento do sol
Conduz Os passos lentos em busca da aurora
Enfim, somos essenciais de Porto de essência.
Kaike Machado
Belo Horizonte. Centenário de histórias de amor.
Capital de todos os mineiros
Belos horizontes de encantos
Singular na sua essência
Belos horizontes que
Colorem a nossas retinas
A Pampulha, um castelo de Amor
As marcas de Buler Marx
Do belo Parque das Mangabeiras
O Parque municipal
Em pleno coração
A estancar a solidão
O verde da Serra
Encanta em versos e prosas
As marcas históricas
Do gigante da Pampulha
Mineirão azul, de cenário verde,
Preto e branco de tradições
De emoções sem sim
Os cinemas de Reinaldo
Jogadas mirabolantes de Joãozinho
Um toque refinado de Tostão
Um palácio das artes
Que traduz emoções efervescentes
Amazonas de vida profunda
O clube da esquina
De Beto Guedes
E Milton Nascimento
No Santa Tereza de saudades
A exuberância da
Praça da Liberdade
A Serra do Curral
Além deste Belo Horizonte
Existe a essência da
Mineiridade afável
Deste povo guerreiro e amável
Do barro preto, da rua inesquecível
Rua platina de saudades profundas
Do querido Leticia
Da memorável Vitória-régia
Do bairro Lindéia
Boas reminiscências da Academia
Da Polícia Civil
Formação de homens valorosos
Seu filho declara o seu profundo
Amor e gratidão por Ti
Terra de valores centenários
Hoje o sol está irradiante feito um belo horizonte de arrebol; posso enxergar a leveza do infinito e regozijar as maravilhas da vida.
O Iracema me traz muita paz, o belo horizonte me acalma, a melodia me atrai, a sombra me traz lenimento, mas a fraternidade das pessoas me convida para um novo amanhecer.
Estava a pousar em Belo Horizonte
No amanhecer do dia
Nascer do sol
Era tão fascinante
Ao ponto de a alma derramar
Mares das longas navegadas.
Belo Horizonte
É a primeira cidade planejada do nosso Brasil,
Foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897.
Trata-se de uma cidade privilegiada e cosmopolita,
Alia a modernidade com as antigas tradições mineiras!
Belo Horizonte tem comodidade de grande metrópole,
Mas preserva as peculiaridades da vida do interior.
Principal pólo industrial e comercial de Minas Gerais,
Exerce influência com o seu poder econômico no Estado!
Um belo horizonte,
Onde vejo felicidade
Um caminho até onde vou chegar;
Em minas de ouro,
VOCÊ,
Meu tesouro.
Valiosa e Espetacular.
[...]
Na boca, uvas e beijos.
No corpo tatuado, meu desejo.
Romance e Amor
Dois seres a se coadunar.
Um dia todos nós teremos que partir. Então que seja deixando, a quem ficar, a sensação que o fardo da vida ficou mais pesado. E não a sensação que o fardo da vida ficou mais leve.
MERCADO CENTRAL
No interior dessa cidade,
corredores em labirinto
escrevem lentamente a história
desse valente povo.
Tradição e modernidade caminham lado a lado
com a cultura de toda essa gente,
convivendo com a vida simples que se leva aqui
nas terras de Minas, na contemporaneidade da Belo Horizonte.
Sorrisos encantados
numa lasca de queijo branco
numa banda de melancia encarnada
ou no doce mel contido num pedaço satisfatório de abacaxi
- na praça nossa de todos os dias -
nas esquinas desse pequeno Brasil.
Beleza e riqueza de detalhes
e variedade (in)igual de opções,
pluralidade que encanta mundos
e atravessa com orgulho muitas e muitas gerações.
Peças de encanto dispostas pelo quadriculado chão,
cheio de antropomorfismos,
perfazem um mosaico histórico
ocupando cantos distintos no coração das pessoas.
A vida simples desse mundo singular
confunde-se a todo tempo
com o requintado gesto de nobreza humana
existente no seio dessa grande família.
O rico convive lado a lado com o pobre
e sente orgulho de ali estar.
Patrão e empregado são grandes amigos
viciados na cachaça que é estar lá,
percorrem juntos a lida no dia a dia
e vencem juntos a dura jornada de trabalho desse lugar.
Por todos os lados
o que se vê é gente viciada na vida,
os visitantes tornam-se logo íntimos.
Pois, sorrisos não são difíceis de encontrar!
E se jogam Cruzeiro e Atlético no domingo!
Na segunda-feira, o mundo pára, se um deles ganhar.
No cafezinho todo mundo se envolve nas prosas
e ao rival perdedor, não é permitido apelar.
Dia e noite se confundem no tempo,
não se percebe o dia passar!
Turistas se apressam nas compras,
religiosamente a sirene toca.
Até amanhã! Alguns dizem...
Não vejo a hora de aqui, um dia voltar!
NOTA DE REPÚDIO
Venho através deste, declarar meu total repúdio ao processo de “Jagunçagem” instalado no transporte público coletivo, por ônibus, na periferia da cidade de Belo Horizonte. E reforçar minha total repulsa ao ofício destes “Leões de Chácara”, que andam tocando o terror na população usuária deste modal de transporte, principalmente na linha 712, que atende ao bairro São Bernardo e adjacências.
Se não bastassem os valores absurdos do transporte público em Belo Horizonte, os consecutivos e ‘ilegais’ aumentos no apagar das luzes e o total desconforto e falta de segurança dentro desses veículos, ainda mais essa, a contratação de homens “sem rostos”, absurdamente despreparados e aparentemente orientados para tocar o terror em qualquer um que se aventure permanecer na parte da frente dos ônibus. Mesmo que tenha a passagem em mãos ou o cartão BHBus, devidamente carregado com o valor da tarifa. Ou ainda, mesmo que tenha em mãos um valor bem maior, por exemplo, uma nota de cinquenta reais. E aí, nesse caso, corre-se o risco de ser surpreendido pelo agente de bordo, que alegará não ser obrigado a abater em valor tão alto o valor desta tarifa vexatória, que é quase um tapa na cara da sociedade, e respaldado por imbecis feito esses jagunços já citados anteriormente, plantados pelas empresas nos ônibus para garantir sobre qualquer meio (ameaças, agressão moral, física, etc.) que todos os usuários sobre coerção, avancem a roleta e paguem a passagem, mesmo que ainda não tenham chegado em seu destino final. Diante de tal prática, ilícita perante nossa legislação, relato o caso do usuário “Guilherme”, de dezenove anos, que foi covardemente agredido e submetido a todo tipo de situação vexatória que se pode imaginar, quando se deslocava dos arredores do bairro São Bernardo sentido Estação Pampulha, na linha 712.
Ao chegar à Estação Pampulha, o usuário Guilherme, foi impedido pelo dito fiscal de bordo (não identificado nesse primeiro momento) de desembarcar. Mesmo tendo em mãos uma nota de cinquenta reais para pagar a passagem, foi seguro e impedido de descer ou rodar a roleta (a agente de bordo alegava que não tinha troco para o valor dado a ela) e que não era obrigada a cobrar a tarifa, sob pena, de ter ela mesma de pagar o valor ao caixa da empresa depois. Com o respaldo do Jagunço que fazia a segurança do dinheiro da empresa, o mesmo foi mantido em cárcere privado por mais de dois quilômetros, apesar de outro usuário incomodado com a situação, ter quitado junto à cobradora do ônibus o valor da tarifa. Mesmo assim, foi impedido de descer e conduzido por pasmem, mais de dois quilômetros longe da estação, onde faria a integração com o MOVE para seu destino final. Após ser privado de descer em seu destino inicial, a Estação Pampulha, e ser obrigado a descer tão longe, continuou a ser ameaçado pelo dito fiscal da empresa que estava dentro do ônibus; e ao descer na Avenida Pedro I, em frente ao estacionamento do centro de compras ‘Via Brasil’, foi covardemente perseguido e agredido pelas costas a socos e pontapés. Diante de tão gratuita e covarde agressão, o que se viu foi um clima de total indignação dos demais usuários, que prontamente reagiram e desceram do ônibus, assumindo uma postura de defesa do rapaz. Apesar de tanta gente ter se indignado, apenas um ou dois sujeitos permaneceram no local apoiando e adotando as providências necessárias para um desfecho ao menos justo para toda aquela desumanidade presenciada. O rapaz perdido diante de todo aquele vendaval que invadiu a sua vida naquele instante, permanecia sem reações lógicas e racionais e esbravejava sua inconformação por ter sido a vítima da vez dessa situação toda. Ele chorava e falava do medo de andar de ônibus, devido aos perigos normais existentes, para qualquer usuário deste modal no dia a dia. Dezenove anos, dezenove... Covardemente agredido por estar no caminho de um imbecil, que pensa estar agindo de acordo com a lei, defendendo o patrimônio de abutres carniceiros que sugam e mamam nas tetas da população, prestando um serviço de quinta categoria em veículos extremamente desconfortáveis e insalubres.
O que conforta, é saber que a população está atenta e não aceita mais injustiças e covardia. Que a polícia, em seu ritmo próprio, apoia o oprimido e cumpre com seu papel de atender e proteger as vítimas de atos que venham ferir a lei e as individualidades dos sujeitos. Que apesar das injustiças e perante tanta ignorância e falta de senso, existem ainda pessoas lúcidas e capazes de surpreender a todos por sua capacidade de ser humano, de se colocar no lugar do outro e assumir com ele suas dores e angústias, visando a um bem comum em sua relação com o coletivo da sociedade.
Espero, angustiadamente, que esse rapaz leve a frente esse processo e que essa situação seja observada de perto pelas autoridades competentes, para que outros sujeitos não sejam agredidos também. Para que se evite uma tragédia futura, e para que os direitos das pessoas que se arriscam todos os dias a usar, após pagar tão caro por este serviço, sejam garantidos e mantidos no rigor e limite previstos em nossa legislação.
Não pensem que acho correto as pessoas andarem de graça por aí, à custa dos outros, pois não acho certo também! Apesar de entender que se os impostos pagos por nós fossem melhor investidos, talvez tivéssemos não apenas um modal de transporte decente, e sim vários; integrados, eficientes, confortáveis, seguros mesmo que não fosse barato tudo isso! Pois, hoje já não o é. E você, o que faria se deparasse com situação semelhante? Aliás, devido à expansão desse processo de Jagunçagem nos ônibus da periferia de Belo Horizonte, e aos frequentes relatos de agressão e desmandos dessas pseudo-autoridades, será que você já não foi vítima e se calou, ou se calou diante de outras vítimas? Você tem algum parente, jovem, que estuda na escola Três Poderes? Esses têm sido vítimas frequentes deste tipo de agressão. Certo ou não, converse com ele, tente escutar da boca de um conhecido se procede ou não tais relatos.
Aconteceu hoje, dia 31 de agosto de 2015, uma verdadeira tragédia.
Mas, estamos de olho!
Obrigado pela atenção!
Chapéu de Palha
Naquele dia, ele foi ao Mercado Central por acaso.
Gostava tanto do lugar, que sempre desviava de seu destino inicial.
Marcava um compromisso no centro (Rua da Bahia, Afonso Pena, Maleta...) sei lá!
E, inconscientemente, quase sempre, descia do ônibus na Rua Paraná.
Só pra passar em frente ao Mercado, talvez até entrar, ficar por lá um pouco.
O que ele sabia sobre o lugar e muitos ao menos ideia fazia,
é que não se tem controle do tempo quando se está por lá!
Com todos aqueles cheiros, ruídos, pecados existentes os sentidos se alteram
e ao passar por qualquer daqueles portões, você está condenado ao atraso.
Inevitavelmente, sua atenção é atraída e sequestrada pelo design das cores nas coisas
e você passa a ouvir os gostos dos cheiros destas coisas, por todos os lados que olhe.
Basta ver as vitrines das lojas, tem tudo lá!
De damasco da Síria, a temperos da Índia,
tem bacalhau dos mares de Portugal e até máscaras de tribos da África.
Todo o mundo está aprisionado por lá.
Vê só o tamanho do problema de quem vai?
Mas naquele dia ele estava angustiado! Quinta-feira meio nublada pra ele.
Chegou ao Mercado ali pelas cinco da tarde,
tinha um compromisso marcado para as sete da noite.
Enquanto caminhava pelos corredores,
tomado por toda aquela magia que envolvia-lhe os sentidos,
olhando maravilhado toda aquela sinfonia de lojas, mercadorias, pessoas...
Sentiu sua vida (passar) escapando rápido e bem diante de seus olhos.
Num desses relances, ao olhar para baixo,
viu seu reflexo circunspecto no ladrilho típico plantado no chão,
característica marcante do lugar.
Feito um refrão, linear e simetricamente orquestrado
via as peças de cerâmica diferenciar a cada passo dado,
mesmo que para qualquer outro elas parecessem exatamente iguais.
Naquele dia ele não estava em busca de nada em específico.
E mesmo que nada procurasse, foi atraído por um chapéu de palha em miniatura,
desses com as pontas sem trançar (desfiados), igualzinho aos de tamanho natural;
estava lá jogado em um balaio, exposto sobre uma caixa de madeira no corredor.
Ele até já tinha visto outras vezes desse objeto, mas dessa vez era diferente...
Estava envolto por uma aura de circunstâncias,
e se tornou o objeto mais evidente de todo o Mercado naquele dia.
Havia tanta poesia em fluxo, que sua forma e simbologia, faziam lembrar Minas Gerais.
Tomado por um impulso de morte, incontrolável, sacou do bolso sua carteira
e pediu a moça que embalasse logo umas dez unidades.
Chegando a sua casa, ainda conseguia ver a beleza e poesia de antes.
Mas parecia que algo estava diferente, a aura, havia desaparecido!
Foi nesse exato momento, que ele descobriu que o brilho que comove as pessoas
não está nas coisas postas nas vitrines
ou dependuradas arrogantemente à frente de nossos olhos,
e sim na singularidade do lugar e no sorriso que brilha dos olhos de quem trabalha lá.
Por isso, é tudo tão irresistível!
Por isso, as cores e cheiros e sons e gostos e tudo o mais são tão mais evidentes.
