Beleza
Sei como fui presente com as cores e lugares onde nasce com beleza. Ao iniciar a vida e minhas raízes e um pouco dessa terra me fez aprender a se alimentar de esperança e vigor para assim esperar a mais nova estação do ano e contemplar essa espera perfeita, comemorar feito esse jardim dedicado a todos, e assim convidar os pássaros, sobre tudo multiplicar essas razões que são sempre muitas, e ter a absoluta certeza que surgi do verde quase presente em tudo que olhar, onde a luz e a água me deixaram crescer junto a todas as formar de vida, mesmo sabendo que muitos querem me cultivar mais não preferem sujar um pouco só as mãos nesse esquecimento sem dedicação, ainda sim continuou a insistir com essa espera fazer valer não sendo só flores nem jardineiros.
Caminho... sem pressa alguma, sorvendo sequiosa cada detalhe dessa beleza esplendorosa. A boca em mudo silêncio e a alma cheia de gratidão, mergulhada numa paz inefável.
Vendo teu rosto
Me doou
Compro tua beleza
Que inspira ação
Te alugo
Rabiscando palavras
Pra roubar
só risos
Sol que me resta
Às sombras
É o desejo
Acordo pegado
Da cor do pecado
Meus Brasis
Teus cabelos
Nós, os sambas,
Teus olhares
Tua voz,
Ainda oculta
Anda tão culta
Que me corta
Me reparas
Quando arraso
Raso
Teu rosto me arrasta
Tua boca é o beco
Que sonho não ter saída
A escuridão sempre terá inveja da luz, porque é a luz que mostra toda a beleza da vida, e até mesmo durante a escuridão da noite, a lua e as estrelas com o reflexo da luz, embelezam os céus.
A beleza explícito de nada espera em retribuições, nela se admira aos detalhes em se sem mínima conjuntura despercebida impressiona sem exata razão física, com seus volumes, cores cheiros render-se a um simples cortejo alheio a inspiração de apetrechos necessários ser real aos olhos dos que criam ambiente esperançoso passíveis a ser recriado.
Incompreendido pela compressão
Ser abalado pela beleza da vida
Ser maltratadado pelo amor
Ser esmagado pela bondade
Ajudado a se matar
Ajudando o ferido e o ferido a se ferir
Exite beleza
Em alegrar-se
Com a liberdade
Do outro...
Existe beleza
Pairando por cima
Dos muros que os
Homens levantam
E mais beleza ainda
Existe nos olhos de
Quem para pra
Observar tudo isso:
Um "Bico-de-lápis"
Escrevendo sua
História e um
Pardal procurando
Seu ninho.
Peguei tudo que me cerca e o que me habita e coloquei na balança, encontrei: beleza, luz, imperfeição, escuridão… por consequência desta ação, posso dizer que talvez meu destino esteja em minhas mãos.
Punho dos Poetas -
Nascem do meu punho versos tristes e chorosos,
sem arte nem beleza, cheios de dor e solidão,
úrdidos pelas culpas de assassinos desejosos
de matar em cada um a liberdade e o coração.
Crescem do meu punho relicários de veneno,
excesso do cansaço de um Poeta já cansado,
balsamo que mata mas não temo
porque ambos convivemos lado a lado.
Vivem no meu punho mil Poetas rejeitados
num mudo esquecimento em triste sepultura,
Eles, que os eruditos leram sem ternura
mas que leem com alento os desgraçados!
Segundos, minutos, horas… vida que vai passando; pensamentos compõem o mundo - a beleza e o absurdo - o grito em um sussurro; sentir, é dar o braço a torcer pela felicidade: é tentar escapar da cidade; vida, são necessidades! No mundo, o que mais tem é vaidade, sou mais um refém da imagem.
A beleza da poesia é que depois de escrita ela não pertence mais a quem a escreveu, mas sim a quem a encarna, pois de muita experiência se faz poesia e de muita poesia se faz experiência.
E você beleza, onde te achar
Escondida numa boa notícia
Na reconciliação depois de uma briga
No sorriso banguelo de uma criança
Na realização de uma esperança
Numa pele que com o tempo perece
No interior do homem do bem que permanece?
Os shows me relembraram o que é a beleza do palco e como é bonito ser artista. É a emoção de dar e receber amor.
A beleza de uma nação que estremece até o coração inconsolável.
Matamos uns aos outros todos dias, com aquele desafeto e o bom dia não respondido de um desconhecido na rua. Vejam todas essas vidas, todos esses corações ambulantes, todos esses sentimentos reprimidos… e, mesmo assim, não deixa de ser uma linda, uma linda nação.
Matamos e morremos. Ah! É necessário para que tenhamos conhecimento do que é correto e necessário, agora as coisas vão funcionar.
Continuamos a matar todos os dias, já não sabemos mais o que é correto. Que ideais são esses? Que medo.
A nação que tanto brilhava, está morrendo e logo não teremos mais desamor e o bom dia não respondido.
Tudo vai se acalmando, não temos mais sons e nem cores, apenas medo e poesia.
Medo da poesia e medo de mostrar para essa bela nação.
Como mostraria, já não temos mais a quem mostrar.
