Bebo
Bebo porque sei que o mundo gira
Mas só acredito vendo
Sei que o amor existe
Mas só acredito fazendo
Se há gravidade
Só caindo saberei
Bebo pra girar
amar
e cair
Bebo pra sair da razão. Pra tirar o pé do chão. Pra fugir desse mundo careta, cheio de hipocrisia e corrupção
Poetizando
Eu vejo cores e sabores.
Sinto o passar da brisa e acolho as folhas de outono.
Eu bebo estrelas e navego em nuvens.
Sou vertigem. Fogo.
Uma intensidade qualquer.
Sonho alturas e esparramo carisma.
Meu caminho é leve, meu caminhar preciso.
Respiro vitórias e distribuo sorrisos.
Divago, danço com o tempo, amanheço.
Decido, esqueço, duvido.
Desejo, almejo, conquisto.
Me enfeito, me entrego, recebo.
Sou olhares, lugares, devaneios.
Presença, sensibilidades, lembranças.
Sou detalhes, sutilezas, esperanças.
Não deveria fazer o que eu faço
Passar o que eu passo, beber o que eu bebo
Não deveria dizer o que eu digo...
Meu cabelo não é arrumado, minha barba é mal feita, não saio pra pegar todas, bebo porque gosto e não pra aparecer pros amigos. Odeio social, sou mais uma calça velha e rasgada nos joelhos e pessoas com conhecimento me encantam.
Não posso pedir uma dose se eu não bebo.
Não posso acender um cigarro se eu não fumo.
Não posso correr tanto porque não tenho preparo físico.
Não posso mentir quando meus olhos sempre diz a verdade.
Não posso adiantar o relógio se o mundo todo tem a hora certa.
Não posso fingir amor por quem eu desprezo até no inconsciente.
Não posso falhar se eu só tenho uma chance.
Não posso deixar de dizer, quando isso é uma despedida.
Não, não, não, eu não posso.
Não quero um bar pra me consolar. Não quero euforia pra te esquecer. Não quero mentir, nem pra mim, nem pro mundo. Não quero perder essa oportunidade, talvez a única mesmo. Aqui mais uma certeza, é que eu posso te olhar nos olhos e te dizer: Eu amo você. Fazer o que eu tenho que fazer. Quanto a sua escolha, eu não sei qual será, me resta aceitar, mas o que não dá, é adiar, quem sabe seja, um adeus definitivo. Dentro de mim nunca um amor guardado, se for, leve-o. É seu.
Não bebo, mas a vida me deixa embriagado com tantas injustiças sendo jogadas ao fundo de minha garganta...
"" Bebo na fonte
a embriaguez do teu perfume
intimidade doce
dos teus lábios entregues ao amor
sacio por completo a paixão
e sorvo cada gota do teu prazer
num ímpeto de ser só teu
não creio em abandono
nesse momento
nossa entrega é total...""
Eu não bebo pouco, mas tô sempre prestando atenção na minha consciência. De que forma a bebida tá me afetando. Igual quando fui uma vez em um casamento e eu tava bebendo gin. Quando eu vi que se eu continuasse eu iria ficar mal, eu voltei pra cerveja. Aí fiquei tranquilo, consciente no final. Enquanto que quem permaneceu no gin, depois ficou mal.
Não faço nada de útil, mas bebo e como para ter saúde e força de te amar, para ter pensamentos que caminham pelos destemidos labirintos que me levam até você e poder tirar-te a navalha que te abre feridas e fazer reinar a razão do acaso de sermos...
Do bar uma canção da melhor do mundo, tão nostálgica satisfaz como a bebida que bebo poemando meu estado de boêmio.
Até a água que eu bebo, sinto felicidade: basta lembrar que existem vários desertos próximos da gente.
"Vivo a música da vida...
Danço a sua letra...
Como a sua rima...
Bebo a sua melodia...
Feliz, embriagada em notas, cifras e acordes...
Eu parto um dia!"
☆Haredita Angel
