Bebendo
Dias e noites por nada
Uma noite bebendo álcool, e do meu lado nenhuma graça;
E saio daqui em zigue zague até chegar em casa.
E hoje não tem?
Hoje não tem, não!
Mais uma noite por nada, e segue assim até na madrugada;
Quando o dia amanhece eu já não estou mais de cara.
Mais hoje ela vem?
Hoje a tarde ela vem sim!
Se não vier!
Uma tarde frustrada, quase que caio da calçada;
Elas veem e passam, só sorriem e não dizem nada.
Eu sei que elas tem!
Elas sempre tem! razão.
As noites no quarto, caio da cama;
Rolo pelo chão;
E só me resta conversar com solidão;
Porque o sono não vem,
Porque o sono não vem, não.
E quando ele chegou ao castelo a princesa já estava longe dali, jogando cartas e bebendo com as amigas em um armazém de esquina. Cansada de esperar na torre, ela mesma amarrou o dragão, saltou a ponte quebrada e enfrentou a floresta escura. Não precisou do beijo, da espada e nem do cavalo branco. Decidiu escolher ao invés de ser escolhida e agora já não precisa mais do plural para escrever o seu final feliz.
Será que existe perfeição?
Todos alegres, e comendo e bebendo,
Felizes, mostrando que tudo está tranquilo,
Não ouço uma alma se quer, ainda que com enxaqueca, sono mal dormido, fome, raiva engasgada, doença sem cura ou mal curada, e sem dinheiro afirmarem quando cumprimentados com um `` Tudo bem?´´ responderem o contrário.
Se eu te ligar, não atenda!
Estou bebendo, e vou falar de sentimentos que só tenho quando estou embriagado.
Como você tem reagido nas horas de aflição? Você está bebendo da taça do tremor, sentindo-se débil, sem poder para resistir ao inimigo? É hora de sacudir as amarras pesadas e levantar mãos santas em louvor ao seu Redentor. Você está livre, não importa qual seja a prova - então se alegre e se regozije, sabendo que o quarto homem está na fornalha consigo. Cristo se revelará em seu sofrimento, e o fogo queimará todas essas cordas que lhe atam.
Codeina, codeina, codeina
Me vejo indo para uma sexta feira eternamente
Bebendo, com dois copos
E indo para outra garrafa
Eu não culpo
Eu não culpo
Eu apenas penso
Se tenho 3 chances
Ou se já gastei elas
Estamos vivendo de forma semelhante aos conterrâneos de Noé (COMENDO, BEBENDO E FESTEJANDO) sem dar conta do perigo que nos ameaça.Não estou dizendo que essas coisas sejam erradas em si mesmas, mas a atenção exagerada e apego a elas, como tem acontecido hoje, realmente deixa-nos preocupados.
Canta o homem,
a sua passagem
que o tempo não muda,
e saudando a vida,
vai bebendo de sua taça de sonhos
DESPEDIDA
Colocou a xícara no pires
com a colherzinha mexeu
bebendo o café com leite.
Sem nada falar
acendeu um cigarro
fazendo círculos com a fumaça.
Pôs as cinzas no cinzeiro.
Sem nem olhar, seu chapéu
colocou e pela janela espiou.
Chovia! Levantou-se.
Vestiu a capa de chuva
porque a chuva caia.
E saiu.
Sem uma palavra
Sem nem um olhar.
®Verluci Almeida
020506
A quem você quer enganar menina, pagando de descolada, bebendo ate o amanhecer, flertando com vários caras, indo para todas as baladas e aproveitando todas as alegrias momentâneas que a vida pode lhe dar.. No final de tudo, você só quer encontrar alguém que lhe complete, que caminhe ao seu lado de mãos dadas no por do sol, que possas adormecer conversando e sendo acordada com um beijo na testa. Ah menina, aguarde que sua hora irá chegar, saiba aproveitar o que a vida tem a oferecer que um dia seu príncipe encantado chegará em seu cavalo branco para lhe resgatar dessa vida vazia e lhe apresentara o mundo em que sonhas toda noite.. Enquanto isso continue enganando por ai, escondendo seus sentimentos e emoções que vai tudo bem.
Conto de Ilusão
Eu estava com meu grupo de amigos na praça da cidade. Estávamos bebendo. Fazíamos isso constantemente. Sempre à noite, claro. Mas tinha um garoto. Sempre tem um garoto. Eu e ele conversávamos bastante. Ele era muito inteligente e interessante. Naquele instante estávamos todos ali, conversando, rindo e ficando bêbados. À essa altura, alguns vão para um lado, outros para outro. Começa a rolar aquela história de pegação. Odeio essa parte porque sempre fico só. Mas tudo bem, apesar de tudo, eu ainda acho que o amor é lindo. Que meus amigos aproveitem. Então me sentei em um muro, acompanhada pelo copo de vodca, e fiquei olhando todos eles com um olhar meio vago, flutuante. E claro, fiquei me perguntando aonde o ele tinha ido. Não estava em nenhum lugar à minha vista. Imaginei que tivesse saído com alguma garota, mas todas estavam ali. Quando de súbito ele me deu um susto por trás.
- Caramba, que susto. Eu quase caí.
- Eu não ia deixar te deixar cair.
- Ah, ta bom.
- Posso sentar aqui?
- Sim.
Ele subiu o muro e se sentou ao meu lado. Fiquei olhando-o subir. Quando se acomodou, me encarou. Ficamos nos encarando por alguns instantes, e então ele perguntou:
- Por que você se diz tão pessimista? Não parece ser. Está sempre tão bem humorada, rindo...
Ele deixou a frase morrer no silêncio. Não esperava uma pergunta assim, mas respondi:
- Quando a vida nos machuca muito, nós acabamos por perder a esperança de dias melhores. Então tudo acaba por dar errado e você pensa que tudo sempre será errado. Você acaba se tornando pessimista. E então, quando algo bom acontece, você se surpreende. E você tenta aproveitar ao máximo esse algo bom. É o que eu tenho feito. Aproveitado cada segundo que estou com vocês. Meus amigos.
Ele me encarou por alguns segundos e perguntou:
- Quer ficar comigo?
Por esse eu não esperava. Sinceramente.
- Acho que não.
Ele pareceu se ofender, então me apressei em dizer:
- Não é nenhum problema contigo. Sério mesmo. O problema é comigo.
- Tudo bem, não precisa se explicar.
- Não preciso, mas eu quero. Eu gosto de ti. Me sinto atraída por ti. Em vários sentidos. E é exatamente por isso que eu não quero me envolver mais. Eu não quero ficar dependente de ti.
Ele pareceu surpreso. Deu aquele sorriso de canto e falou:
- Tem medo de se apaixonar?
- E depois eu que sou convencida...
- Não estou sendo convencido, só achei que fosse isso.
- É, pode ser.
- Não é você que vive dizendo que o amor é lindo? Porque não aceita a beleza dele?
- Porque, na maioria das vezes, ele não me mostra beleza alguma. Só me mostra seu lado ruim. Para os outros ele é bonito, mas para mim, não.
- Então você tem medo de amar porque pensa que vai se machucar, é isso? Já foi ferida por alguém, certo?
- Sim e sim.
Novamente ele me encarou. Desviei o olhar e bebi mais uns goles de vodca. Ele disse:
- Eu te acho muito interessante. Poderia me apaixonar por ti e te dar todo o meu amor. Mas, como eu já te disse, não está nos meus planos me entregar para alguém. Então não posso te prometer amor.
- Sim, eu sei. Não quero que prometa. Só quero me compreenda.
- Compreendi, sim. É uma pena que você não queira apenas se divertir.
- Gostaria. É uma pena que eu não saiba separar as coisas. E também uma pena que você não queira se entregar à mim. Por completo.
- É esse o seu desejo?
- Talvez. Acho que seria bom.
- Talvez.
Mais uns goles na minha vodca. Ele desviou o olhar para o nada. Pensei, vagarosamente, por uns instantes. Dei o último gole da vodca. Desci do muro e estendi a mão para ele.
- Desce aqui.
Ele aceitou a minha mão. Quando desceu, estávamos bem próximos. Olhei nos olhos dele e disse:
- Quer saber de uma coisa? Acho que já estou ferrada mesmo, então não faz diferença me ferrar mais. Aliás, sei que vou gostar.
Ele deu aquele sorrisinho de canto e eu o beijei. Na minha lentidão, causada pela bebida, eu imaginava que um dia ele me amaria. Um dia ele sentiria e acreditaria no verdadeiro amor.
não era de luxo,
nem de lixo,
vivia de lanches
e alguns desleixos
desafiava o muxoxo
bebendo luxuria,
como laxante
Bebendo longos tragos da taça da ciência, da poesia, com elas se inebriando para esquecer as desventuras da vida da província.
Permaneço deitado no chão frio, descongelando comidas prontas, bebendo destilados e fumando cigarros baratos. Por que agosto me dilacera? Tenho medo dos sinônimos e das mãos quentes sobre estas nuvens vazias. Há um foco de luz divino sobre o seu rosto na sala de estar que me faz ficar te olhando até a cegueira sair pela porta dos fundos. Seus argumentos soam em tom de acusação, como se quisesse encontrar motivos para justificar a razão da qual ainda estou aqui. A chuva já não acalma a ira do cotidiano e um abraço não resolve o inferno que se instalou entre nós. Não me diga palavras de dicionário, fale apenas o que preciso ouvir e seguir. Talvez eu queira que isso tudo aconteça e assim me libertar das minhas próprias escolhas. Então eu danço e transpiro amor próprio pelos poros e pelos, eu senti outro lábio sobre o meu e foi tão divertido, houve amnésia temporária. Não ando negando que você ficou no passado, pois, o seu cheiro me remete ao presente e creio que os sentimentos se transformam surpreendentemente, porque, já o deixo ir e ser feliz mesmo sem mim.
Parei de beber faz dois meses. Bebendo ou careta a situação é a mesma; acredito que preciso mudar de droga.
