Baú
O baú estava aberto, lá eu vi aquelas fotos antigas que tiramos enquanto havia aquela paixão avassaladora. Elas me trouxeram boas recordações. Mas reviver você, ás vezes, não me faz muito bem. Parei um pouco no tempo para olhar elas, e, pelo menos, tentar entender como um amor tão forte se desfez de repente. Uma tentativa falha, pois não consegui entender. Já estava em pé, preparada para sair dali
e jogar aquelas lembranças na lixeira. Algo me prendeu ali, foram os bilhetes. Os bilhetes que fizera para mim, dos quais não mais esqueci. Eram palavras tão verdadeiras, mas que hoje não tem significado nenhum. E me vi, novamente, sentada entre as fotografias e as palavras. Sem querer me veio uma lágrima. Na verdade, não sei se era de felicidade, emoção, tristeza, ou... Saudade. Se bem que, saudade é tudo isso junto. E era sim, era saudade. Por um lado, foi bom ter encontrado essas fotos. Elas me fizeram voltar no tempo; reviver momentos sem, ao menos, sair do lugar. Não esperava que esse sentimento me perturbasse outra vez. Mas, olha aí, ele veio. As horas passaram e eu ainda continuei observando-as, e sem querer, deixei uma cair. Pode ter sido algo que a derrubou, alguma coisa querendo me falar. No seu verso estava escrito: ‘’Para aquela que despertou meu amor. Aquela que é dona da minha razão, emoção, e fidelidade. Para a garota que conseguiu transformar meu mundo, e me entregou o seu. Para aquela que me faz feliz, simplesmente, por existir. Te amo!’’. Antes mesmo de terminar de ler, outra lágrima tomou meu rosto. Percebi que aquelas lembranças serviram para me certificar do que já estava na cara: O amor ainda prevalece. E depois de tantos anos, você ainda está ao meu lado, mesmo não estando aqui. E o que restou ficou na história, não há como apagar. Seja lá qual for o futuro, espero te encontrar nele.
Mais o Menos Assim
Procuramos no fundo do baú aquelas músicas antigas, quase que medievais do século passado, quando não éramos nem projeto de vida, músicas que tocam a alma, começamos a ouvir aqueles MPB’s que quase não tocam mais nas rádios e sons dos vizinhos porque a geração de hoje é outra geração, ouvimos sons que tocam a alma, ouvimos musicas com o intuito de lembrar de outro ser, que nem sabemos se lembra de nós, talvez lembre, ou não, quem sabe? Não importa o que a outra pessoa faça, sinta ou não faça o que importa é a sensação de vida que sentimos o desejo, o sentimento e tudo mais. Escrevemos versos, assistirmos dramas, romances coisas que não é do cotidiano, talvez até não com tanta freqüência como hoje, lemos Vinicius de Moraes, Shakespeare e outros, escrevemos cartas a moda antiga, tentamos fazer o que nunca fizemos tudo sem medo, tudo com carinho e mais carinho, tudo numa felicidade sem explicação, no final, começou e inicio queremos se sentir sempre assim, receber um elogio e que isso é bonito mesmo quando muitos acham arcaico e fora de moda, tudo isso sem medo de chorar, sofrer, arrepender ou qualquer outra circunstâncias, enfrentamos quase tudo ou tudo. Aventuramos, acreditamos e tentamos tirar dos sonhos os sonhos e tentamos fazer tudo de verdade. Quando aprendemos a andar de bicicleta e caímos nos zangamos, xingamos nos revoltamos e falamos algumas vezes para si mesmo que nunca mais vou tentar andar de bicicleta, e olhamos e vemos outras pessoas andando e vamos aprender a andar até conseguir andar, até depois de saber andar caímos, porém nos levantamos sem medo e continuamos a andar. É mais o menos assim ou é assim muitas coisas na vida, ainda mais quando se trata de sentimentos e relacionamentos. Quando encontramos aquela pessoa que nos preenche depois de muitos anos. Vivemos em um mundo onde falar que gostar dedicar-se a uma pessoa é errado, onde devemos ser egoísta mesmo não devendo, dizem que não devemos pensar em casar, ter filhos ou qualquer coisa do tipo. Pergunto-me que medo é esse de amar se a resposta esta em nos mesmo que somos frutos de um amor, de uma relação não só de um, mais de dois, nascemos, crescemos e vivemos em uma família e muitos de nós temos medo de ter uma família. Devemos deixar o capitalismo e o materialismo as vezes de lado e vivermos a vida e não a vida viver a nossa vida. Não tenha medo de fazer o que se tem vontade de fazer, sinta-se bem, ame, sinta-se amado(a) viva a vida e não finja a vida.
Coloquei numa caixa e guardei
Num baú velho agora está
Quem sabe outro dia um novo olhar
Quem sabe um dia reencontrar
Mas reencontrar doutro modo
Talvez com um novo par de óculos
Talvez com um novo sorriso
Talvez...
E assim tudo caminha
E assim tudo termina?
Não, tudo só começa.
Tudo se renova
Tudo só muda
Tudo vai e fica
Tudo é eterno e efêmero
Mas tudo não termina
Tudo...
Voltar agora seria renunciar
Renunciar sonhos e desejos
Voltar seria sangrar
Voltar seria te machucar mais
Voltar seria não voltar
Volte...
Quando eu remexo nesse baú de lembranças, eu sou feliz novamente. Meu coração se acende em arrepios de alegria e isso é a melhor constatação de que estar vivo vale a pena, de que poder reencontrar velhos amigos, surpreender-se com amores do acaso, aventurar-se como adolescente... tudo isso é o que dar cor ao mundo, é o que justifica nossa natureza pura.
vou trancar 80% desse sentimento num baú e depois jogar no mar. Os outros 20% que sobrarem vão pras pessoas que realmente importam.
... E foi então que ela resolveu abrir novamente o coração, como se abre um baú velho, para uma olhadela rápida. Pensou em conferir se aquele amor de outrora ainda permanecia intacto. Imaginava-o um tanto quanto desgastado, certamente bastante empoeirado, já que fora trancado ali há tempos, numa tentativa desesperada de evitar os ferimentos que lhe causavam os espinhos pontiagudos todas as vezes que tentava tomá-lo nas mãos.
Qual não foi sua surpresa ao constatar que ele simplesmente havia desaparecido! Lembrou-se do quanto lhe custou trancafiá-lo. Era bem maior e muito mais robusto do que o frágil recipiente que o recebera. Foi com muito esforço e após muitas lágrimas que havia conseguido, por fim, sufocá-lo.
Agora, no entanto, não restava sequer um fragmento, uma centelha, um diminuto sinal que pudesse indicar que algum dia houvera ocupado por completo aquele coração!
Vasculhou atentamente cada pequena dobra, olhou contra a luz, sacudiu vorazmente... Nada!!!
Resolveu, então, procurar pela casa. Não se lembrava de tê-lo feito, mas imaginou que em algum momento, numa dessas noites em que a gente se arrepende de ter se permitido um pouco mais, por descuido, pudesse ter deixado aberta a tranca. Olhou em todos os cômodos, dentro de cada gaveta, em cima dos móveis mais altos, embaixo dos tapetes... Absolutamente nada...
Refez mentalmente os passos que a haviam conduzido até ali, buscando imaginar em que parte do caminho poderia tê-lo esquecido, mas não havia como. Já não o carregava mais por aí, exibindo-o inadvertidamente, como um dia ousou fazer.
Lembrou-se então de que as mães sempre sabem onde estão todas as coisas, mesmo aquelas que conseguimos esconder de nós mesmos:
- Mãe, a senhora por acaso sabe onde está aquele amor enorme que eu guardava aqui dentro do meu coração? Já vasculhei cada pequena fresta da minha vida, e não o encontro em lugar algum...
- Aquele que me levou tantas vezes a te consolar, a te pedir calma e paciência, dar tempo ao tempo?
- Esse mesmo, mãe.
- Passou, exatamente como eu disse que aconteceria, lembra?
- ...
Mães sempre sabem de tudo.
Estou a horas revirando esse baú de sentimentos dentro de mim. Achei tanta coisa bonita aqui dentro, também tantas tralhas que vezenquando, ainda me pergunto como eu superei isso. Achei também o rancor e ele estava me contando do que eu passei. Segundo ele, foram noites em claro, chorando por uma coisa inútil, que não valia à pena. Encontrei a saudade, mas essa eu encontro sempre. Vive andando pela casa e me fazendo lembrar o que foi embora; Toda vez que me encontro com ela me desabo em lágrimas. Logo depois encontrei a raiva, e nossa, nunca usei tanto um sentimento como esse. No fundo desse baú encontrei finalmente o amor, o motivo de todos os outros existirem. Ele me falou que sempre está comigo. Às vezes desacordado, mas volta e meia ele desperta desse sono com apenas um sorriso. Pedindo para que seja doce, que seja carinhoso, que seja diferente... Que seja novamente apenas amor.
Oi tudo bem?
Você nada mudou...
O que andas fazendo?
E o amor?
Eu tô por aqui
Revirando o baú da memória
Tentando achar você
Eu tô bebendo igual um louco
Solteiro de novo
E você?
Eu tô bem,
Segui meu caminho também
Tenho uma filha
E algumas feridas, mas tô bem...
Então me diz porque
Não foi só minha mão que tremeu
E esse brilho no olhar seu?
Parece que o amor nunca morreu
Tá vivo, como você e eu...
Já passou tanto tempo
Desculpa tenho que ir
Foi bom te encontrar
Mas... Não se engane com o meu olhar
Eu te amei e você sabe
Decidimos por um fim
Talvez foi o destino
Que quis assim...
Eu não posso deixar
Você ir assim
Eu preciso dizer
Eu nunca dei certo com ninguém
Pois você ainda é
O meu bem...
Desculpe ter que te falar em um encontro casual
Mas eu te amo
Isso é real...
Ao entrar, deixe seu velho baú no lado de fora.
Enquanto ficar, não tire nada do lugar e ajude-me a reorganizar.
Ajude-me a extrair o pó do que por aqui estivera antes de sua chegada.
Não quero que me sirva, mas que nos sirvamos.
E se um dia for embora, não deixe nada que me faça lembrar-te e ao sair, não leve nada que te lembre a mim. Retome seu velho baú, volte à sua morada e que meu coração saiba que ele foi só mais um local aonde somente fizestes visita...
Esvaziar o baú do passado, tirar o pó do que restou.
Livrar-me das bagagens com o peso de um nada.
Remontar tudo.
Recomeçar!!!
Partir do zero rumo a uma nova e infinita jornada...
Um tesouro jamais é exposto, ele é guardado em baú, cofre, enterrado, escondido ou está a sete chaves. Da mesma maneira seus tesouros de pensamento,sonhos, amor ou realizações tambem tem que ser guardado, pois existe mais ladrao e vândalo de coisas imateriais do que materiais
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