Batalha
Sem Molduras
Há uma figura torta e sem molduras rondando nosso habitat. O que nos difere de todos os outros, são as lutas para encarar e alcançar o patamar dos nossos sonhos. Seremos sempre invisíveis para aqueles que não conseguem nos alcançar ou compreender nossos dizeres. A batalha será constante. O núcleo que protege da região externa intensifica nosso entender. Apesar de ser uma pequena e densa região, jamais poderá ser vista a olho nu. O feto que habita dentro dessa região nascerá no momento em que a explosão colidirá com o muro que impede o nosso crescimento.
Se entregue de corpo e alma a quem lhe transformará por dentro, mas tome cuidado, nem sempre olhos e coração estão em perfeita sintonia. As vezes os olhos são traiçoeiros e nos fazem enxergar aquilo que o coração está lutando para nos mostrar o que não é verdadeiro.
Já caminhei por muitos caminhos com a cabeça erguida e o peito cheio de bravura. Na juventude, acreditava que a força se media pela intensidade das batalhas que travávamos. Cada desafio era uma arena, cada obstáculo, um inimigo a ser vencido. Eu me jogava de peito aberto, confiando na minha própria determinação, na vontade inabalável de conquistar o mundo.
Mas hoje, na meia-idade, vejo a vida com olhos mais serenos. Aprendi que nem sempre é preciso guerrear para alcançar a vitória. Há um poder sutil, quase invisível, na arte de aquietar o coração. Descobri que, muitas vezes, é no silêncio que moram as maiores respostas, que a fé não é uma arma a ser brandida, mas uma luz a ser sentida por dentro.
A sabedoria, entendi agora, não é medida pelas batalhas ganhas, mas pela paz que conseguimos cultivar em meio ao caos. O verdadeiro triunfo não é sobrepor-se aos outros, mas harmonizar-se consigo mesmo. Então, cada vez que escolho a serenidade em vez do combate, sinto que realizo o maior ato de coragem: acreditar que, ao confiar no fluxo da vida, o universo conspira a meu favor.
E é assim, com o coração aquietado e os olhos no horizonte, que sigo o meu caminho. Hoje, minha vitória é interna, é sobre mim mesmo. Atravesso os dias não com menos vontade de vencer, mas com a certeza de que, muitas vezes, a verdadeira vitória é aquela que só o coração entende.
Reconhecimento
Reconhecimento, tudo que se espera
Reconhecimento, a outra face da moeda,
É o que buscamos,
É pelo que lutamos,
Pior é quando não o ganhamos,
Como se por nada batalhamos,
Como se tudo tivesse sido em vão,
Como se a vida não oferecesse perdão.
Por algo do passado,
Por algo feito de errado,
Deve-se então levantar a cabeça e continuar a caminhar,
Pois a vida continua e não se pode parar.
Devemos continuar a buscar pela realização dos nossos sonhos, escutar nossos corações e nunca desistir quando as coisas ficam complicadas. Nas batalhas das nossas vidas, vale a pena correr riscos para termos momentos felizes como esse.
Se você foi traído, rejeitado, abandonado ou ridicularizado em público, esteja preparado, pois o inimigo irá utilizar sua dor para influenciar seus pensamentos.
Me alertavam antigos velhos mestres, que quando uma serie de pessoas boas morrem, é por que está havendo uma grande batalha dimensional entre o bem e o mal, um confronto vibracional entre as trevas e as luzes no astral, o bem celestial antevendo segue sublimando possíveis fortes catástrofes para toda humanidade diante da força avassaladora do fogo e do caos.
“Eu tenho a inteira convicção de que tudo que tive que passar em lutas nesta vida: lágrimas, decepções colhidas, perdas frustrantes, dores, sorrisos, conquistas, alegrias, vitórias. Foi exatamente para lembrar de tudo que passei. Ganhei mais força, conquistei mais sabedoria, adquire experiência. E ter a certeza que tenho muito a receber e muito mais ainda em aprender. Que a luta só termina quando um desiste de vencer. Muitas vezes não é os fortes e espertos os que vencem uma batalha, mais sim os que persistem em crê que vai conseguir.”
—By Coelhinha
Não são os dias que nos envelhecem, são as batalhas que travamos no dia a dia.
Cabem-nos a cada dia um novo fardo, mas também a cada batalha vencida o elixir da vida.
Amo viver, e diante de tantas e más experiências tenho convicção de que a melhor vida não é uma vida longa, não é uma vida de facilidades ou luxo. É na verdade uma vida em que se curte os belos sabores das grandes ou pequenas vitórias, obtidas nas grandes ou mais simples das batalhas e superações desta mesma vida.
Assim como os sãos não necessitam de médicos e Deus não veio para os justos, pois destes já é e estes possui, mas sim chamar os pecadores ao arrependimento, a cura está para os doentes assim como os demônios estão para os justos, não os pecadores. Desta forma, a batalha em curso cada um escolhe a sua.
Uma mente impaciente
com uma guerra expressiva
entre pensamentos destemidos
que conflitam constantemente
de um jeito que nem Freud explica,
portanto, anseia por uma trégua
ainda que seja temporária
e logo volte para os tempos de guerra,
pelo menos, fica mais forte
a cada batalha.
Pequena guerreira que por enquanto não tem consciência da força que vem demonstrado, do quanto que é amada, dos sorrisos que provoca, dos corações gratos por sua existência, das lágrimas derramadas por sua causa, umas de gratidão, outras de medo, numa frequência de muita emoção, sem a perda da fé em Deus, nem por um momento e cada dia que passa, tem conseguido uma valorosa vitória diante de uma batalha árdua, a sua vida com certeza é uma bênção grandiosa, não está sozinha, graças ao Senhor, existe um grande amor a sua volta, se Deus quiser, continuará batalhando bravamente e no tempo certo, será ainda mais vitoriosa.
BATALHA CONTRA AS DROGAS
No filme O invasor (Brasil, 2001), o jovem diretor Beto Brant constrói, graças à sua sensibilidade aguçada, uma história densa, impactante, repleta de crimes e castigos. Na tela, nuances dostoievskianas explodem em arrependimentos, culpas, assassinatos, ausência de escrúpulos, síndromes de perseguição. A cidade de São Paulo, com sua atmosfera concreta e complexa, é o cenário perfeito para o drama urbano dirigido por Brant, que trafega com destreza por temas áridos como ambição, corrupção, marginalidade e drogas. A escolha do elenco é, ainda, outro elemento que tornou a narrativa bem sucedida, crível, próxima do real. Muito já se falou sobre a premiada atuação de Paulo Miklos, que interpreta o "invasor" perverso, perfeito em sua caracterização. Mas há que se observar, também, a performance convincente da atriz Mariana Ximenes. É ela quem dá vida à adolescente Marina, que sofre a perda abrupta dos pais e, no transcorrer da trama, experimenta uma incursão vertiginosa pelo mundo das drogas. O resultado não poderia mesmo ser outro: uma série de atitudes irresponsáveis que a conduzem a uma vida desregrada, perigosa, sempre por um fio. Com seu visual diferente e sua postura transgressora, a personagem expõe muito da rebeldia e da impetuosidade juvenil. Seu perfil contribui para que ela se deixe envolver, mesmo sem se dar conta, com o criminoso interpretado por Miklos, que é, entre outras coisas desabonadoras, o assassino dos pais de Marina. Fora da ficção, entretanto, as drogas é que parecem ser, cada vez mais, as verdadeiras "invasoras" que se infiltram na vida de milhares de pessoas. Muitas delas, ressalte-se, são jovens que, como a personagem de Brant, passam a viver no submundo da criminalidade e da violência, destruindo suas existências promissoras com voracidade. É dever da sociedade atentar para esse modo "invasivo" com que as drogas lícitas e ilícitas seduzem um número cada vez maior de adolescentes. Um modo que arrebata sua energia, sua vitalidade, seus sonhos. Cabe às instituições sociais - família, escola, empresas, associações e ONG's - unirem esforços no sentido de pôr a baixo esse verdadeiro império que se sustenta pela dependência química, pelo crime organizado e pela degradação de valores essenciais à vida em sociedade. Nesse contexto, pensando numa forma de expandir a prevenção e as informações relativas às drogas, o governador Geraldo Alckmin, por meio da Secretaria de Estado da Educação, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, lançou, este mês, o programa Tá na roda: uma conversa sobre drogas, que irá beneficiar cerca de um milhão de alunos da rede estadual de ensino. A proposta do programa é ampliar as ações e reflexões relativas ao tema entre educadores e educandos. Todas as 89 Diretorias de Ensino do Estado vão participar do projeto, com início agendado para março. Mais uma vez, ficção e realidade irão se mesclar, na medida em que, nesta primeira etapa, o programa tem, dentre seus instrumentos de aplicabilidade, mil kits contendo livros, CD ROM e vídeos, que trazem - além de depoimentos, entrevistas e orientações do psiquiatra Jairo Bauer - trechos de capítulos levados ao ar na telenovela O Clone. Escrita por Glória Perez, a história comoveu todo o Brasil abordando a temática das drogas com realismo e contundência. A capacitação dos educadores será realizada, inicialmente, para 356 profissionais de todas as Diretorias de Ensino que, regionalmente, trabalharão com diretores e professores de suas escolas. Um site para o projeto também será criado, facilitando a pesquisa e a consulta sobre o assunto. Os professores envolvidos serão capacitados através de aulas presenciais e a distância, ampliando o rol de acesso dos educadores às informações e conteúdos didáticos indispensáveis às atividades em classe. É nosso dever compor o roteiro que tornará possível ampliar as ações de educação preventiva contra as drogas, que já vêm sendo desenvolvidas em todas as escolas da rede, por intermédio do Programa Prevenção também se ensina, criado em 1.996, com o objetivo de instrumentalizar os educadores de Ensino Fundamental e Ensino Médio a trabalhar a prevenção ao uso de drogas e às doenças sexualmente transmissíveis com a comunidade escolar. Essas iniciativas, a nosso ver, fortalecem o conceito de uma escola democrática, dinâmica, que impulsiona debates e reflexões a respeito de temas relevantes. Uma escola que, diferentemente das obras de ficção, do cinema e da TV, esteja livre de "invasores" do mal, personagens cruéis e vilões de qualquer espécie. Até porque escola é centro de luz e, como tal, deve propagar felicidade, harmonia, paz, prosperidade. É esse o nosso compromisso. É esse o final feliz que desejamos ajudar a escrever para os seis milhões de alunos da rede e também para as suas famílias.
Publicado no Diário de S. Paulo
