Azar
Acredita na sorte grande e ignora seu reflexo: O azar grande! É o mesmo que subir uma escada muito alta só olhando para cima, se esquecendo que cada degrau que sobe deixa o chão mais duro e impiedoso.
Sorte, Azar e Inteligência: Uma Interpretação Relacional dos Eventos
Sorte e azar são conceitos profundamente enraizados na experiência humana. No senso comum, costumam ser tratados como propriedades inerentes aos acontecimentos: ganhar um prêmio seria “sorte”; sofrer uma perda inesperada seria “azar”. Contudo, sob análise mais rigorosa, esses termos não descrevem características objetivas dos eventos, mas sim avaliações feitas por um observador situado em determinado contexto. Um evento não é, em si mesmo, favorável ou desfavorável; ele se torna assim na medida em que se relaciona com expectativas, interesses e condições específicas de quem o vivencia.
Se definirmos sorte como um evento que favorece expectativas e azar como um evento que as contraria, então ambos são necessariamente relativos. O mesmo acontecimento pode ser considerado sorte para um indivíduo e azar para outro. Mais ainda: pode mudar de valência para o mesmo observador em momentos distintos da sua trajetória. Um fracasso imediato pode revelar-se condição necessária para um sucesso futuro; uma conquista pode gerar consequências inesperadamente negativas. A avaliação depende da posição temporal, psicológica e circunstancial do observador.
Nessa perspectiva, sorte e azar não são propriedades ontológicas do mundo, mas categorias interpretativas. O mundo apresenta eventos — muitos deles de natureza aleatória ou imprevisível — e o observador atribui valor a esses eventos conforme seus objetivos e estado atual. Assim, a aleatoriedade pertence ao domínio dos acontecimentos; sorte e azar pertencem ao domínio da interpretação.
Se deslocarmos essa discussão para a biologia, encontramos um paralelo interessante. Organismos vivos, ao longo da evolução, não controlam a ocorrência de eventos aleatórios, mas podem desenvolver mecanismos que aumentem sua probabilidade de sobrevivência e reprodução diante deles. Em termos funcionais, perpetua-se aquele organismo que consegue maximizar os efeitos favoráveis das circunstâncias e minimizar os desfavoráveis. Essa maximização e minimização não são necessariamente conscientes; podem estar inscritas em adaptações fisiológicas, comportamentais ou cognitivas moldadas pela seleção natural.
Nesse sentido, a inteligência — especialmente em formas de vida dotadas de cognição complexa — pode ser entendida como uma amplificação desse princípio. Uma vida dita inteligente não elimina o acaso, mas aprende a lidar com ele. Ao reconhecer padrões, antecipar riscos, acumular memória e projetar cenários, ela transforma a relação com o imprevisível. Quando um evento considerado “sorte” ocorre, a inteligência procura potencializá-lo: consolida ganhos, explora oportunidades, cria novas possibilidades. Quando ocorre um evento percebido como “azar”, busca mitigar seus efeitos: adapta-se, reorganiza estratégias, aprende com o erro.
A inteligência, portanto, não consiste em controlar o aleatório, mas em administrar suas consequências. Trata-se de um sistema de processamento de informação que reduz vulnerabilidades e amplia oportunidades dentro de um ambiente incerto. Quanto mais eficaz for essa gestão, maior a probabilidade de continuidade e expansão da vida que a exerce.
Em última análise, a distinção entre sorte e azar revela menos sobre o mundo e mais sobre a estrutura do observador. Eventos acontecem; sistemas vivos os interpretam e respondem. A vida que persiste é aquela que transforma contingência em vantagem relativa. Assim, inteligência pode ser compreendida como a capacidade de converter o acaso em aprendizado e o aprendizado em estratégia — uma dinâmica contínua de maximização do favorável e minimização do desfavorável em um universo essencialmente indiferente.
As cartas estão sobre a mesa,
Embaralho a vida
Como num jogo de azar.
Mas minha maior sorte
É ter você comigo.
“As pessoas compram sorte e azar achando que é esperança, mas desprezam o que é justo porque não promete milagre.”
"Mas é óbvio que eu acredito em sorte. Em azar, também! Ambos têm ocorrido desde o surgimento do Planeta!"
Frase Minha 0611, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Sorte daqueles que já morreram, Azar o meu, luto para viver e luto para não envelhecer e mesmo assim morrerei".
Jogo de azar
Era doce a maneira de como ela via o amor. Para ela a melancolia era uma palavra bonita, uma forma romântica de ficar triste. Tanto quanto a solidão e a ingratidão. Palavras que já conhecia muito bem. O tempo a tranquilizava, dava uma certa paz. Ela sempre soube que o amor era um jogo de azar, nunca apostou nele . Apenas o amor não realizado poderia ser considerado como romântico e belo. Ela vivia aquele amor, sem jamais ter a pretensão de receber algo em troca, da pequena janela branca via a vida passar admirando a distancia. Com brilho nos olhos, um livro na mão e o cigarro na boca, ela seguia.
E a vida?
A vida era uma longa e surpreendente aventura do qual ela jamais desperdiçou.
Não acredito em sorte nem em azar, acredito que pessoas que são perseverantes vencem, já que não se mexe pra nada simplesmente não conseguem vencer. Obs:só se for injusto
Outra proposta controversa do novo código é criminalizar os jogos de azar, que hoje são contravenção... Tal proposta leva à inevitável pergunta: que jogos? Só aqueles que não são monopólio estatal? Só o jogo do bicho? A mega-sena, não?
Nossos legisladores vão ter que trabalhar duro, rápido, e sob pressão... Uma historinha para contribuir para a discussão sobre a intervenção do estado na vida pessoal dos cidadãos: quando os republicanos criaram a nossa bandeira, usaram apenas parte do lema da filosofia positivista, "O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim".
Ficamos apenas com "ordem e progresso", pois foi considerado que o amor não pode ser uma política de estado, que o amor é algo de caráter estritamente pessoal, de ordem doméstica, em que o estado não deve se meter... Pátria amada, salve salve!
Fiz um trato comigo mesma. Vou parar com o drama, azar é de quem perdeu. Vou tratar de ser feliz, vou tratar de mim. Quem ficou pra trás, que se perca no caminho. Não vou mais tentar ressuscitar quem por vontade própria escolheu morrer na minha história. Já que tudo na vida um dia passa, eu escolhi fazer passar agora.
Olha que por você eu escolheria sempre o amor
Preferia mil vezes azar no jogo
para ter felicidade e sorte ao seu lado
As pessoas ainda confundem decisão errada com azar. Decisão errada é você entrar no meu caminho, azar é eu resolver passar por cima de você.
Não existe sorte ou azar, em minha opinião. Existem felizes e infelizes coincidências. E na maioria das vezes, nós é que buscamo-las.
Não acredite em sorte ou azar, e sim que quanto maiores forem seus esforços, determinação e trabalho, maiores serão suas chances de realizar seus sonhos e objetivos!
