Azar

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Não sei se tive o azar de ter te conhecido ou sorte de ter te perdido...

⁠O azar não existe.
Isso é apenas falta de sorte.

⁠Dizia o ditado

Quem tem azar no jogo,
Tem sorte no amor
Antes tarde do que nunca
Um dia é da caça e outro do caçador

As aparências enganam,
Melhor prevenir que remediar
Homem prevenido vale por dois
Quem procura vai achar

Entre provérbios do povo já dizia o velho ditado
Agora não adianta mais chorar o leite derramado
Aqui se faz aqui se paga, a sabedoria é popular
Quem espera sempre alcança, quem desdenha quer comprar

Cada um a seu modo
Toda regra tem exçeção
Com coisa séria não se brinca
Mas o que vale é a intenção

Quem canta seus males espanta
Quem pergunta quer saber
Os opostos se atraem
Quando um não quer dois não vão fazer

Entre provérbios do povo já dizia o velho ditado
agora não adianta mais chorar o leite derramado
Aqui se faz aqui se paga, a sabedoria é popular
Quem espera sempre alcança, quem desdenha quer comprar

⁠E então eu descobri que sim, eu sou uma pessoa incrível. Azar de quem não quer ficar, nunca precisei mendigar afeto nem viver de migalhas...

⁠Não cruze o caminho de um gato preto.
Dá azar, pro gato.

⁠⁠As pessoas dão muita sorte que eu não sou de confusão; mas para o azar delas, eu tenho Exú e da sua justiça ninguém escapa.

⁠O maior azar de um viciado em jogos é ganhar de vez em quando.

Orlando Nussi

Publicado no livro Frases, dicas e histórias maravilhosas 16, de Orlando Nussi

Mas que clichê.
Minha sorte foi te conhecer e meu azar foi me apaixonar por você. De todos os antônimos que a vida poderia me dar este é o pior.

A sorte ou azar não é nada mais nada menos que a variação da coincidência... Enfim, não existe sorte ou azar, eu vejo assim: na variação da coincidência a oportunidade foi dada, cabe a você ter a capacidade de aproveitar ou não... se conseguir foi "sorte", se não conseguir foi "azar". É simples!

A incompetência tira a fé de quem se esforça, e ganha o nome de azar.


O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.

Leminski me ensinou: 'Sorte no jogo, azar no amor'
Porém, o amor não é um jogo?
Onde todos procuram mistérios
Encontram ternura envolvida a prazer e sedução
Onde o objetivo é não trapacear
É preencher lacunas vazias ou incompletas
E quando parece empatar
Há de aparecer um que carinhosamente maltrata

Onde infinitos carentes ganham em sonhos
Mas perdem na brisa normal
Onde o vento leva e traz sorrisos
Mas deixa escapar verdades

É o jogo do contato
Que queima, arde ou esfria.
É um jogo pra quem em mil razões aceite também a dor
Pra quem aceite o tempo infinito a levar
Destinado a aqueles que não se importam no tempo
Não ligam pra tropeços e quedas
Nem se importam em ganhar
Só esperam o empate.

A saudade é
o azar
de quem
teve muita sorte
um dia

"⁠A Saudade é o Azar de quem um dia teve muita sorte..."

Nem toda sorte é bênção, nem todo azar é castigo. Alguns azares têm gosto de eternidade e, no fundo, são mais doces do que a sorte que apenas passa.

"O fato de algo não lhe dar azar, não significa que não lhe roube a sorte..."

"Estou péssimo, amor.
A ausência do que me fizera mais vivo, jamais me matou.
Azar o meu, roguei para que o fizesse ao criador.
Estou péssimo, amor.
Só fico bem sob a iluminescência do seu olhar, aquecido em seus braços, sentindo do beijo o calor.
Estou péssimo, amor.
Seu corpo, que era minha fonte mater de prazer, deixou um vazio; eu queria tanto, mas Deus, parece-me, levou-me até a dor.
É só indiferença, rancor.
Queria odiar, queria gritar, mas já não há mais choro; toda lágrima secou.
Quisera eu ir onde você for, ser para sempre o seu redentor.
Eu faria de tudo para lhe fazer bem, ser do seu coração o senhor.
Obrigado por perguntar; jurei não mentir-lhe, então não o farei, minha flor.
Sem você, eu estou péssimo, amor..."

Sorte ou azar podem até atingir as pessoas em certas ocasiões,
entretanto, como as marés que sobem e descem,
da mesma forma que avançam, logo recuam.

A sorte e o azar são tais como Deus e o Diabo em que a gente acreditando ou não, há sempre momentos em que atribuímo-los a sua manifestação em nossa vida.

Acredita na sorte grande e ignora seu reflexo: O azar grande! É o mesmo que subir uma escada muito alta só olhando para cima, se esquecendo que cada degrau que sobe deixa o chão mais duro e impiedoso.

Sorte, Azar e Inteligência: Uma Interpretação Relacional dos Eventos

Sorte e azar são conceitos profundamente enraizados na experiência humana. No senso comum, costumam ser tratados como propriedades inerentes aos acontecimentos: ganhar um prêmio seria “sorte”; sofrer uma perda inesperada seria “azar”. Contudo, sob análise mais rigorosa, esses termos não descrevem características objetivas dos eventos, mas sim avaliações feitas por um observador situado em determinado contexto. Um evento não é, em si mesmo, favorável ou desfavorável; ele se torna assim na medida em que se relaciona com expectativas, interesses e condições específicas de quem o vivencia.

Se definirmos sorte como um evento que favorece expectativas e azar como um evento que as contraria, então ambos são necessariamente relativos. O mesmo acontecimento pode ser considerado sorte para um indivíduo e azar para outro. Mais ainda: pode mudar de valência para o mesmo observador em momentos distintos da sua trajetória. Um fracasso imediato pode revelar-se condição necessária para um sucesso futuro; uma conquista pode gerar consequências inesperadamente negativas. A avaliação depende da posição temporal, psicológica e circunstancial do observador.

Nessa perspectiva, sorte e azar não são propriedades ontológicas do mundo, mas categorias interpretativas. O mundo apresenta eventos — muitos deles de natureza aleatória ou imprevisível — e o observador atribui valor a esses eventos conforme seus objetivos e estado atual. Assim, a aleatoriedade pertence ao domínio dos acontecimentos; sorte e azar pertencem ao domínio da interpretação.

Se deslocarmos essa discussão para a biologia, encontramos um paralelo interessante. Organismos vivos, ao longo da evolução, não controlam a ocorrência de eventos aleatórios, mas podem desenvolver mecanismos que aumentem sua probabilidade de sobrevivência e reprodução diante deles. Em termos funcionais, perpetua-se aquele organismo que consegue maximizar os efeitos favoráveis das circunstâncias e minimizar os desfavoráveis. Essa maximização e minimização não são necessariamente conscientes; podem estar inscritas em adaptações fisiológicas, comportamentais ou cognitivas moldadas pela seleção natural.

Nesse sentido, a inteligência — especialmente em formas de vida dotadas de cognição complexa — pode ser entendida como uma amplificação desse princípio. Uma vida dita inteligente não elimina o acaso, mas aprende a lidar com ele. Ao reconhecer padrões, antecipar riscos, acumular memória e projetar cenários, ela transforma a relação com o imprevisível. Quando um evento considerado “sorte” ocorre, a inteligência procura potencializá-lo: consolida ganhos, explora oportunidades, cria novas possibilidades. Quando ocorre um evento percebido como “azar”, busca mitigar seus efeitos: adapta-se, reorganiza estratégias, aprende com o erro.

A inteligência, portanto, não consiste em controlar o aleatório, mas em administrar suas consequências. Trata-se de um sistema de processamento de informação que reduz vulnerabilidades e amplia oportunidades dentro de um ambiente incerto. Quanto mais eficaz for essa gestão, maior a probabilidade de continuidade e expansão da vida que a exerce.

Em última análise, a distinção entre sorte e azar revela menos sobre o mundo e mais sobre a estrutura do observador. Eventos acontecem; sistemas vivos os interpretam e respondem. A vida que persiste é aquela que transforma contingência em vantagem relativa. Assim, inteligência pode ser compreendida como a capacidade de converter o acaso em aprendizado e o aprendizado em estratégia — uma dinâmica contínua de maximização do favorável e minimização do desfavorável em um universo essencialmente indiferente.