Avó

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INABALÁVEL

Ela tinha histórias decoradas.
“A menina da ponte” e o “pintinho cheio de amigos” são exemplos.

Ela ajoelhava e olhava em meus olhos para falar, em um tempo em que Super Nanny nem sonhava em ensinar esta tática.

E tinha o mais doce jeito de repreender.

Ela não precisa perguntar para saber que eu só tomava o Nescau, gelado. Sabia o aniversário da minha melhor amiga e me ensinou o “Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador...” quando eu ainda nem sabia o que significava direito cada palavra.

Foi ela quem leu meu livro preferido da infância pela primeira vez. E também quem o releu incansavelmente.

Ela que se dividiu em duas para cozinhar comigo no colo diversas vezes. Quem me penteou para a escola e tentou me ensinar que “meninas boas casam-se com bons meninos”...

Hoje, ela não sabe que essa lição eu não aprendi como deveria...

Não sabe que, todos os dias, antes de dormir, eu me lembro daquela
oração...

Não sabe que nunca mais tomei um Nescau na temperatura ideal...

Nunca mais ouvi histórias inventadas com tanta magia...

Aos poucos, mudei de nome... Ficou difícil acertar!

Minha avó, aquela de dezenas de atividades, hoje mora num mundo que ninguém mais participa. Ninguém vê, ninguém entra, poucos se importam!

Minha avó, já não sabe que é minha avó.

Mas eu vou sempre saber que ela foi, e é, a melhor que já existiu!

Pois que te amarei, flor de luz de minha vida, em cada uma de minhas respirações, tanto em teus momentos de glória, quanto em tuas horas de sombra. É por onde fores, que teus olhos possam enxergar mais longe, como a continuidade dos meus. E com quem estiveres, como estiveres, onde estiveres, saibas que contigo eu sempre estarei, torcendo para que tomes o que é teu por direito divino, e com isso faça de sua passagem pelo mundo um marco semelhante ao do jardineiro que não conseguiu tirar das mãos o perfume das flores que colheu.

(26 de Julho, Dia dos Avós)

Vovô e Vovó
Eles tem nomes...
e um espaço enorme em nossos corações!
Eles tem história...
Eles tem memória, carinho, afeto, sabedoria!
A alegria é sentida por todos, netos, pais, avós,
e todos os do nosso redor.
“No meu tempo”…
eles contam de outros tempos
enquanto tornam fabuloso aquele momento.
Os netos prestam dedicada atenção, e os tratam com muito carinho.
Quanto afeto! Meu neto! Minha avó! Meu avô!
E quando se vão, deixam tanto dentro de nós…
Um dia eles, outro nós.
Com amor,
Netinha 💙.

⁠Um rosto cansado, esgotado, fruto de um trabalho árduo. Fez de tudo para nos dar uma vida melhor. Não é vó? Quantas privações e necessidades já passou. Mas manteve a família firme, tudo isso com o seu imenso e inigualável amor.

Moça guerreira, sem eira nem beira. Para ela, não tem tempo ruim. Se chover, podemos plantar, se fizer sol, é hora de colher. Você é linda, sabia? Mesmo que a vaidade não esteja em dia e que um alicate de unha não seja sua melhor companhia, você é linda assim.

Você fica mais linda a cada dia. Cada ruga, foi uma luta, cada expressão marcada em seu rosto são lembranças de um passado bem vivido e batalhador. Você hoje reclama dos carros, das motos, da correria que está nas nossas vidas. E eu concordo. Não foi seu passado que te fadigou.

Foi essa falta do que fazer. É a falta do campo, do cheiro das flores, do contato com os animais, das prosas com uma “cumadi” e até dos amores. Vai falar que não adorava lavar roupa e ficar se banhando no rio?

Dos seus momentos de paz e sossego, sentada debaixo de uma árvore e pescando uns peixes para a janta? É, foi bom aquele tempo que a senhora era criança. Talvez não se recorde muito bem das brincadeiras e que pena que não consegue repeti-las, pois o corpo está cansado e o tempo castiga.

Ô minha velha! Ops! Desculpa! “Velho é o mundo.” Pelo menos é isso que diz ela. Espero ainda te dar um bisneto, me sinto nessa responsabilidade, pois sou o neto mais velho. Todas as avós são “mestres-cucas”, cozinheiras de mão cheia.

Quando vou a sua casa, já era! Acabou a dieta. Não conseguimos resistir e não da para comer uma vez só. “Comida de vó é a melhor”. Sem falar nos mimos. Quem nunca ouviu: "para de mimar ele, a senhora vai estragar essa criança".

Vó, é para se gabar. A senhora é a peça chave do nosso lar. Quem ainda tem o prazer de ter a senhora por perto, só tem elogios para te descrever e quem não tem, convive incessantemente com essa saudade.

Em meio a tantas coisas que ocorreu nesse ano, poder ver você que sempre cuidou de mim quando eu era pequena, me ensinou varias coisas. Me lembro de uma vez que perguntei se você poderia ser minha avó porque eu não tinha e todos diziam que vó era muito bom.
Lembro que você disse: que você poderia ser o que eu quizesse.
Nos todos temos defeitos e também erramos, mas não cabe a ninguém julgar. Talvez possamos ter errado em algumas escolhas machucando outras pessoas, em alguma parte de nossas vidas, as vezes na tentativa do acerto não percebemos as consequências.

Inserida por luh1702

1 de novembro de 2015
Cai no álbum de retratos. Quem diria, vó!
Foram tantas as vezes que você ficara que a gente principiou a te acreditar sublime, a te pensar eterna, a te desejar inefável. Fico com as minhas palavras cosméticas, sem ter como te fixar no escuro. Mas não seria justo, avó, não seria certo. Porque você sabia de cor o nome de tantas ruas por onde já não pisava, a receita de tantos bolos que já não fazia. E aquela fraqueza de sempre. Não faz mal, avó.
O universo continuará sem ti. Com você, extingue-se um mundo de coisinhas. Terá importância? Aquela casa, sua, será alvo de imobiliárias predadoras. O número 48, tão simples, da rua Colonização. Ao redor da casa, despontam prédios. Arranha céus imensos ganham terreno. É tanta modernidade, vó! A nossa rua vai ficando encolhida e, com ela, a casa, o jardim, a soleira da porta.
A vizinhança parece dormir, as visitas rareiam. As vizinhas do seu tempo já não aparecem com frequência. Um ou outro nome desaparece. Você continua. Faz setenta, oitenta, quase-noventa anos. Sente saudade, mas não deixa transparecer que nossa pouca idade não alcança suas lembranças, suas memórias. Conta histórias de menina que a gente escuta com cuidado. Diz lembrar fatos que lhe aconteceram com três anos – e eu acredito. Tem memória boa. Sabe de cabeça o aniversário de muita gente. Guarda tanta, tanta vida.
Como você, eu não encontrei ninguém. Sentada na cama, seus olhos marejam, sua expressão vagueia – quase chora.
“Eu só tenho pena de deixar minhas coisinhas” – não faz mal, vó.
Suas coisinhas vão com você. Boa noite.
Dorme com os anjos.
Gi.

Inserida por ClaudioMazaropi

Dia frio

Você só é forte e arrogante até ver
o buraco de terra vermelha aberto no chão
e as pás cheias de terra
ressoando no caixão sobre os seus.

Inserida por JotaW

Hoje notei que o sol não tinha mais seu brilho, que as águas do riacho não tinham mais sua força, que as flores tinham perdido seu aroma e que o mundo tinha parado no instante em que ela precisou ir. Sim, não a teremos mais aqui conosco. Mas quem será essa pessoa de tal importância cuja a falta tenha trazido tanto vazio pra mim? Ela, a dona do sorriso mai bonito do mundo. Mais forte que o Golias e do tamanho de Davi. Mais Bela que as rosas e ainda assim não é chamada por nome de flor. Quem é ela? perguntam os homens que me ouvem falar com tantos adjetivos a um ser que nunca os fora apresentado. Ela foi ela, não se sabe quem ela é, ao menos não mais. Ela se foi, não sabiam vocês? Ela está em um lugar chamando lembrança, onde cercada de amor será eternamente lembrada, sentida, por quem um dia teve a honra de conhecê-la. Ela, a rosa mais bonita e mais doce desse jardim chamado mundo. Ela que me ensinou tanto como ser quem sou e que hoje me deixou sem dar adeus. Ainda não sei como viver sem ela, mas se você souber trate de me avisar por favor, seu moço que por nome trás DEUS.

Inserida por exnassi

Eles são mestres de sabedoria
fontes de paciência e amor

aproveitem os seus...

Construam preciosas lembranças
em família, sempre regadas
ao cuidado e amor por seus avós

Inserida por wanakaren

Guardo no olhar das minhas avós uma infinidade de conhecimentos que me ensinam a lidar com as "feridas" da vida!

Inserida por NinoCarneiro

Velho, é um idoso chato.
Idoso, é um velho guerreiro, cheio de experiências para compartilhar.
A diferença de um velho, para um idoso são imensas (...).

Inserida por MayconHalss

GRACINHA

Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.

Inserida por ItaloSamuelWyatt

Cicera
" Poéta do tempo
Meu cabelo,
Grisalho."

Inserida por murilo_xavier

A BÊNÇÃO

Quando eu era bem menina,
Minha vó vinha me visitar,
Trazia na mala dela,
Brinquedos e balas de canela.

Minha vó vinha de longe,
Mais de hora de viagem,
Ela vinha olhando a paisagem,
Esperando logo chegar,
Para a saudade matar.

Assim que Vovó chegava,
Na porta assobiava,
E quando eu a escutava,
Corria e lhe abraçava.

Saudades eu carrego comigo,
Saudades do seu sorriso,
Saudades da sua voz rouca,
E do seu jeito de dizer sem falar,
Que me amava
E sempre iria me amar.

Inserida por nildinha_freitas

Zete,

Foi de broto à planta, de botão à rosa, de semente à árvore de frutos magníficos;
Zete foi de fraqueza à força, foi de obediência à ousadia, foi de tranquilidade a sagacidade e continuou indo...
Zete nunca teve medo da morte, afinal, ela travava lutas diárias contra coisa muito pior, então... Como teria?
Zete nunca passou despercebida, ela chegava e marcava. Ela mostrava quem era, e todos a amam por isso;
Zete, traduzido do amor de quem a ama: FORÇA INFINITA... É força e luz;
É raiva e paixão;
É ódio... Ódio não, isso nunca coube em seu coração;
Zete é silêncio, delicadeza nos mínimos detalhes entre suas cocadas e suas costuras;
Zete estava presente no cavalinho de pano que deu a seu neto;
Sua doçura estava presente nas suas cocadas;
Sua força estava presente na sua comida;
Sua leveza estava presente no seu abraço;
E no seu olhão azul eu podia ver, era claro, o amor que me era dado;
Zete se foi, mas como sempre, ela não se encheu de “tchaus”, ela nos banhou de “até logos” e que logo eles cheguem;
Zete passou por mim, e o que eu posso dizer é que antes de Zete eu era um, depois dela, eu sou infinito.

Inserida por exnassi

A gente nasce, cresce, começa a criar nossas raízes, vive, apanha. Cria novas histórias, novos laços, amigos e momentos, nos perdemos no tempo, nos erros, caímos e choramos. Nos reerguemos, recomeçamos e aos poucos nos repomos, cultivamos novas amizades, resgatamos os laços e amizades verdadeiros e continuamos. Por fim envelhecemos, experientes, calejados e sábios, até o dia em que deixamos de fazer parte desta vida. Assim é a vida, um ciclo, onde nascemos, vivemos o nosso tempo e partimos, onde passamos anos tentando fazer o certo, da melhor maneira possível, quando na verdade fazer o correto da vida é viver o presente sem se preocupar com o amanha, pois hoje nos sabemos o que podemos fazer, para onde ir... No amanha, tudo pode mudar e a vida é uma caixinha de surpresas... Não permita-se ficar preso as suas emoções, deixe-as fluírem, viva a vida da forma que queres, seja feliz enquanto há tempo, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta!

Inserida por RodolfoRSantos

⁠Venho aqui pra te contar
Uma bonita história
Sobre dona Carmelita
E a sua trajetória.
Hoje, aniversariante,
E, por isso, nesse instante,
Faço essa dedicatória.

Nascida em Sirinhaém,
Vinte e sete era o ano.
Dizem que foi vinte e seis.
Registraram por engano?
Pedro e Brígida, seus pais,
Lhe deram lições morais,
No Estado pernambucano.

No tempo de pequenina,
Criança, pintava o sete.
Fugia para o açude,
Onde o sol brilha e reflete.
Com cinco seu pai morreu,
E, com a mãe, só conviveu,
Até fazer dezessete.

Muito jovem se mudou:
Garanhuns, o novo lar.
Despediu-se da sua mãe,
Foi preciso trabalhar.
Vivia com bom humor,
Até conhecer o amor,
E então foi se casar.

Cinco filhos ela teve,
Eu fui seu primeiro neto,
Me tratou com muito apreço,
Com zelo, amor e afeto.
Grande família manteve,
Sete netos ela teve
E ainda seis bisnetos.

Essa vovó é guerreira,
Nunca cansou de lutar,
E até risco de infarto
Coração foi enfrentar.
Hoje tá beirando os cem,
E nem todo mundo tem
Tanta história pra contar.

(Poesia dedicada aos 93 anos de Carmelita Bourbon de Albuquerque, completados em 7 de setembro de 2020).

Inserida por RomuloBourbon

Ilda Baio

rua é para os encontros,
quem disse que era para os carros?
Vou pela rua de cima,
pois desejo ver a vozinha.

Vou na esperança e atento.
Na rua vejo muitos dos conhecidos.
Risos e apertos de mãos,
Virando a esquina, vejo-a no portão.

Vejo minha avó por adoção,
Sei que sou adotado,
mas sempre recebo seu abraço.
Cheiro de vó ela tem,
cabelo e pele também.

E não é só isso!
As histórias sempre vem.
Vem e leva-me, e eu vou.
Viajo sem dar um passo.
Sinto tudo daquele tempo,
Sonho quando estou ao seu lado.

Agradeço ao Bom Deus
por ser um neto abençoado.
Sou grato por ter Ilda Baio,
em meu coração estampado.
Feliz com a vida,
Que sempre planta flores
como a Dona Ilda perfumada e sagrada.

Quero um dia ser rua de encontro.
Ser o motivo de esperança e alegria.
Fazer das minhas memórias,
contos e reencontros,
de novos e anciões,
compartilhar sempre
para permanecer vivo.

Inserida por Wellingttonjorge

⁠Alegria de vó

Tatá encurta
a distância
espanta
a solidão
colocando
vovó
e netinha
no mesmo
coração...

Em ti me agrada
Cada fio branco
Tua melanina
Os óculos de uma mulher sábia
As marcas que estão em ti
De um caminho de muitas batalhas vencidas
Marcas de dor
Sofrimento
Mas principalmente marcas de um lindíssimo caminho de muito amor
Tuas primaveras
Se completam
E todos os corações se alegram
Tua delicadeza é permanente em cada toque seu.
Tua lesura é bonita de se ver
Não existe pressa no seu roteiro de vida
O cuidado que existe dentro de você
Com cada palavra
É simples
É mulher
É Sebastiana.

Inserida por Bateforteotambor