Avesso
Assim como eu, você se perdeu entre um sentimento e outro vindo do avesso e acertando seu caminho.
Ainda é cedo para compreender o termino da razão sem sentido e sem perdão.
Só o desejo se faz real nesse mar de ilusões.
Meus sentimentos eu uso do avesso, pois prefiro desviar do meu risco das mágoas;
Vou me mantendo forte sem conhecer meus inimigos discretos e não dando conta das invejas que me cercam;
A cada dificuldade superada me torno mais forte entre as lúcidas razões escondida em qual lugar;
Veja e compreenda a escolha quê proporcionará uma verdade ao avesso;
Sua boca beija a beira da vida contrariada com o mínimo de noção possível;
Sem saída você fica frágil para entender o seu próprio destino;
Mas caminha em uma trilha com uma rota riscada achando que seu pecado é o perdão dos justos;
E assim com minha força que se mostra pelo avesso que o inesperado intensifica minha história;
Será que sou louco ou me faço de lúcido para que me leem e entenda as minhas atitudes;
Quero aprender como guardo o amor que me ofereceram para o dia que eu me sentir só eu use para o meu querer;
Sempre esperei um momento que não ficasse ao avesso que não fingisse o amor que sempre busquei;
As ameaças de ataques de palavras não incentivantes ao meu coração fazem que eu não precise mais de certos valores;
Mas meu coração não ouviu o barulho de uma lágrima caindo de um velho ressuscitar, mas singelo ao coração puro;
Não duvide do possível, pois tudo se torna perfeito no acreditar com tamanhas esperanças;
Me-acabo ao avesso em um amor ao avesso que em um derradeiro relacionamento me traz saudades antes de sumir;
E em nosso altar particular que se fez o nosso segredo tão omisso ao nosso coração;
Sem nos encabularmos esperamos algo que possa restituir o que nos faltou;
Se um dia mudarmos tirar os erros do nosso passado para canonizar nosso amor;
Tenho sede de cantar suas contemplações para reatar e benzer nossa relação;
Meus versos usam para o avesso quando me mostro confuso com o meu entender do que eu posso ser ou até mesmo compreender;
Se na vida eu penso que conheço percebo que sou cada vez mais um estranho no ninho, perdido em uma fortaleza de papel;
Minha dor onde foi e onde é que irá parar, dando um nó, na qual eu não consigo desfazer;
Meu desabafo não se faz pela perda, mas pelo querer não realizado que de copo em copo me traz a lembrança de estar sempre só;
Às vezes até me parece que o mundo está ao avesso em tudo que vejo, queria que fosse tão certo, mas percebo agora que tudo está se perdendo e ferindo a alma alheia;
O que tenho deveria ser somente meu, mas compartilho do meu próprio coração para acalentar os lamentos dos outros que não conhecem a sorte;
O meu avesso não é o contrário do que se faz certo da vida, mas sim a verdade do que habita em meu coração;
O meu extremo é o mínimo do que passei, sobretudo nunca lamentável do que a minha vida me ofereceu;
Vejo que eu não tenho jeito... Pois por você eu me perco... Me encontro, me reviro pelo avesso só não deixo de amá-la em um tanto;
E quando eu menos percebi o meu destino fez com que de repente a minha vida virasse ao avesso;
E de verdade eu gostei! Pois o avesso me caiu como uma luva;
Sozinha, sozinha sentada,
Escrevendo um verso ao avesso
tentando não me preocupar
Se lembro ou se eu esqueço
É melhor esquecer, será?
Política,
não presta,
saúde nem mais nos resta
E agora o que fica é solidão.
Esperança saiu nas ruas
gritou, gritou
e gritou
estamos assustados,
aonde a gente parou...
Os valores vigentes estavam todos virados do avesso. O mundo, em suma, está. A conotação de amor é bem distinta do que se dizia muito antes ou eu é que abracei um sentimento que não existe, ao menos não da maneira que pensava. Amor era para sempre, um mútuo comprometimento, centrado na entrega total. Não se pediria nada em troca porque na matemática do amor nunca se perde quando as portas do coração estão abertas. Entretanto, os amores mais bonitos tinham o fim mais trágico, duravam a eternidade porque os laços se rompiam antes que a decepção metesse as colheres.
Os amores de plástico e suas frases clichês eram a mediocridade pairando nas redes sociais. Aquele amor machista, determinado, calculado, não aquele amor a transbordar pelos lábios dos amantes, aquele amor visceral, sem efeitos e enquadramentos, jamais tendo o sentido aprisionado em uma frase de 140 caracteres. O amor a que brevemente menciono é aquele que já se perdeu. Com base no companheirismo, no sentido bruto do incondicional, esse amor eu não encontro mais porque a moda é postar as boas ações, afinal, elas valem curtidas, compartilhamentos e quem sabe um convite para sentar na poltrona daquele programinha fútil que vai ao ar antes do almoço. A caridade tem um preço, uma intenção, mas não desprendida. Esse mundo não é para mim.
O tal do certo e errado não cabia mais em nenhum julgamento. A justiça era vista como um ato de loucura porque quando não se encontra uma explicação cabível para o que não se entende, acusa-se, ajuntando os argumentos mais concisos, ainda que não o sejam. Eu estava coagida e tomada pela dolorosa sensação de injustiça que descia amargamente pela garganta, a corroer o pouco de fé e estima a que me agarrava para não cair.
Dilemas de um quase amor
Os valores vigentes estavam todos virados do avesso. O mundo, em suma, está. A conotação de amor é bem distinta do que se dizia muito antes ou eu é que abracei um sentimento que não existe, ao menos não da maneira que pensava. Amor era para sempre, um mútuo comprometimento, centrado na entrega total. Não se pediria nada em troca porque na matemática do amor nunca se perde quando as portas do coração estão abertas. Entretanto, os amores mais bonitos tinham o fim mais trágico, duravam a eternidade porque os laços se rompiam antes que a decepção metesse as colheres.
Os amores de plástico e suas frases clichês eram a mediocridade pairando nas redes sociais. Aquele amor machista, determinado, calculado, não aquele amor a transbordar pelos lábios dos amantes, aquele amor visceral, sem efeitos e enquadramentos, jamais tendo o sentido aprisionado em uma frase de 140 caracteres. O amor a que brevemente menciono é aquele que já se perdeu. Com base no companheirismo, no sentido bruto do incondicional, esse amor eu não encontro mais porque a moda é postar as boas ações, afinal, elas valem curtidas, compartilhamentos e quem sabe um convite para sentar na poltrona daquele programinha fútil que vai ao ar antes do almoço. A caridade tem um preço, uma intenção, mas não desprendida. Esse mundo não é para mim.
Dilemas de um quase amor
Conhecimento
Mantemos reserva para com o desconhecido,
esquecendo que não nos conhecemos a nós mesmos.
( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)
