Aventurar
O desconhecido… É onde minha imaginação deseja se aventurar. E a pergunta continua a me atormentar… Como se pode conhecer o inconcebível?
Universo é manto de sabedoria e conhecimento.
Nos aventurar nas asas do ceus é despertar o passoro que voa suas ideias e sonhos.
O paradoxo de existência nos permite sonha e viver o sonho.
PEQUENA HOMENAGEM
Não sou poeta muito menos aboiador e nessa seara vou me aventurar como uma simples maneira de homenagear aos moura de Zé Moura que no céu já foram morar.
No raiar de um ano de bonito inverno o dia já estava a clarear e lá para as bandas da localidade juá, Zé Moura e seus filhos estavam a se preparar a trazer o gado que na seca estava a vagar. ChIquinho e Neto iam a frente e Alcides e Alberto na retaguarda para não facilitar e deixar o boi escapar. Naquele exato instante Antônio e Joãzinho que eram os filhos mais novos no curral estavam com o leite a tirar e na cozinha da casa Ana Araújo e Maria Amélia a cozinhar e a preparar o café da manhã para a turma poder tomar. Era uma vida dura que dava até para reclamar, mas tinha também muitas alegrias para poder contar e só em ter uma família tão unida melhor tesouro não podiam encontrar. E,hoje, toda essa felicidade a mãe terra veio a deixar e agora vive no céu a morar.
Ô saudade!
Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que se aventurar na arte de Brincar com as Palavras.
Há, nesse gesto, uma espécie de sedução bastante silenciosa, um convite à imaginação, uma ousadia que dispensa o toque porque sabe alcançar a alma.
Afinal, brincar com as palavras é descobrir que elas não nasceram apenas para dizer, mas também para insinuar, provocar, acariciar e, às vezes, desarrumar delicadamente tudo aquilo que julgávamos estar em seu devido lugar.
É preciso ter um quê de coragem e consciência para se arriscar nesse território.
Às vezes são as Palavras que se juntam para Brincar conosco.
Mas é preciso saber que uma palavra pode ser janela ou abismo, abraço ou despedida, veneno ou antídoto.
Que uma vírgula pode prolongar um suspiro, que uma pausa pode dizer muito mais do que uma declaração inteira e que certas reticências guardam, entre um ponto e outro, os mais indecentes segredos da imaginação.
Os que Brincam com as palavras, quando o fazem com inteligência e sensibilidade, não escrevem apenas frases: criam atmosferas.
Transformam o óbvio em mistério, o cotidiano em poesia e o silêncio em uma espécie de música que só os mais atentos conseguem ouvir.
São artesãos do sentido, contrabandistas das emoções, gente que sabe esconder uma provocação dentro de um elogio e disfarçar uma confissão sob a aparente inocência de uma metáfora.
E talvez resida justamente aí o encanto: na capacidade de dizer sem entregar tudo, de revelar sem esgotar o mistério, de despertar no outro a vontade de ler novamente, não porque faltou compreensão, mas porque sobrou significado.
Brincar com as palavras é, de certa maneira, brincar com a própria vida.
É perceber que nem tudo precisa ser literal, que há verdades que só a poesia alcança e sentimentos que, quando pronunciados diretamente, perdem parte da sua magia.
Há coisas que precisam ser sugeridas, bordadas nas entrelinhas, deixadas à mercê da inteligência e da sensibilidade de quem lê.
E que delícia é encontrar alguém capaz de compreender esse jogo!
Alguém que não tropeça nas ambiguidades, mas dança com elas; que não exige explicações para cada metáfora, mas se permite sentir antes de decifrar.
Alguém que devolve a provocação com outra provocação, que transforma uma conversa banal em duelo de sutilezas e faz do diálogo uma espécie de dança na qual ninguém deseja anunciar o fim da música.
Porque há encontros que começam no olhar, outros no toque, mas existem aqueles que principiam numa frase bem colocada.
E, quando duas inteligências se reconhecem nesse território lúdico, até mesmo a sedução ganha outra dimensão: menos apressada, mais inventiva; menos óbvia e infinitamente mais interessante.
No fim das contas, talvez o verdadeiro atrevimento não esteja em dominar as palavras, mas em ter a delicadeza de Brincar com elas sem aprisionar seus sentidos.
Em compreender que a linguagem também pode ser um lugar de liberdade, onde a inteligência flerta com a sensibilidade, o humor se insinua para a elegância e a imaginação encontra espaço para respirar.
E se há beleza em quem sabe falar, há um charme quase irresistível em quem sabe jogar com aquilo que diz.
Afinal, algumas pessoas conquistam pela presença, algumas pela beleza e outras tantas pela gentileza.
Mas existem aquelas que, sem sequer perceber, nos desarmam com uma frase, nos instigam com uma pergunta e nos deixam pensando muito depois que a conversa termina.
Essas conhecem um segredo que nem todos aprenderam: as Palavras mais sedutoras não são necessariamente as que dizem mais, mas as que despertam em nós a vontade irresistível de imaginar o que ainda não foi dito.
E nada será melhor do que abandonar momentaneamente os movimentos limitados dos olhos e me aventurar pelo pensamento denso, convidativo, onde minha alma finalmente fure a fila e tenha os orgasmos que me eram destinados ao corpo.
Havia adormecido embalada pelo desejo do desconhecido, de aventurar-se a novos ares, de experimentar outros sabores. Sentia as dores dilacerantes das suas asas amputadas, e o vazio impreenchível do que seriam seus braços, mas, a todo instante lembrava-se que tudo aquilo fazia parte do seu desejo, da sua curiosidade.
Há dias que despertar é mais confuso do que aventurar-se em interpretar um sonho, a experiência não tem serventia, nada é lógico, não existe sentindo, é um furo na realidade que não te leva a lugar nenhum.
Deixa-te imóvel, estático diante do que não tem cifra. E mesmo que se busque um termo o qual corresponda ao que se sente, não explica nada. É angustiante... anula qualquer projeção ao futuro, é um labirinto de nostalgia, uma sensação semelhante quando se desperta de um sonho ruim ou que se tem consciência que fez algo errado. É despertar e saber que hoje nada é diferente de ontem e, possivelmente amanhã também não haverá graça alguma... É um preço pago por ter vida quando há dias que não se está vivo.
Quando eu achar este amor eu me caso, mas não vou me aventurar e amores fúteis que, na verdade só querem prazeres e nada mais. Eu almejo muito mais que isso. '' O AMOR VERDADEIRO''
Ele estava me fitando com olhos famintos. Queria se aventurar, derrapar nas minhas curvas. Tinha uma placa avisando: Perigo, pista molhada! Mas ele ignorou. Ele entrou numa rua sem saída, um beco escuro, apertado e úmido, mas parecia se divertir. Ficou por horas ali, até que choveu. Ainda bem que ele estava de guarda-chuva.
"Aventurar-se em algumas vezes talvez seja uma boa escolha, entretanto poderá lhes custar um preço bem alto a pagar."
Conserto um sol. Traga-me um hélio para nutri-lo e um hidrogênio sem despi-lo. Aventurar-se é tudo no mundo da físico-química.
Eu sei exatamente quem sou. E sei, ainda mais, o que quero e preciso. Quero aventurar-me nos braços de um grande amor. E que essa paixão me consuma por inteiro.
Eu sinto que o tempo está a meu favor. E sempre irei agradecer, com as duas mãos para o alto, lembrando de onde vem a minha força e a minha luz.
Quero que saiba que tenho sim defeitos. E, que muito do que sou, tem a ver com esses defeitos.
E, o que me torna especial e único, é a aceitação destes defeitos e, a constância e direção dos meus pensamentos.
Minha alma e meu coração a ti entrego. Com a certeza que estará em boas mãos.
E se um dia eu olhar para trás e ver tudo que vivemos juntos, será um olhar de gratidão e sem arrependimento.
Porque nesta vida, a única coisa que importa, é saber que o destino me trouxe até você. E aqui eu quero ficar para te amar...
