Autores desconhecidos
Algumas pessoas comentam sobre suas marcas de expressão... Se esquecem de quantas vezes você já sorriu nesses mais de 16 anos de carreira. Sorriu algumas vezes mesmo quando tudo parecia vazio e você estava triste. Sorriu timidamente, mesmo com o mundo a te crucificar.
Algumas pessoas comentam que você não dança como antigamente... Se esquecem de que você está no palco dando o que pode por seus fãs, e que ainda que talvez não possa ser comparado ao que você já fez no passado, você se esforça e oferece à seu público o melhor que pode.
Algumas pessoas te julgam quando você aparece usando suas peças de roupas mais humildes... Se esquecem de que antes de você ser a Britney super famosa, você é a garota caipira do sul do Lousiana e que prefere o conforto à ostentação.
Você Britney, já perdeu inúmeras coisas até aqui; o direito a privacidade, de errar sem que ninguém saiba, o direito de ir e vir sem causar tumulto e agora, querem que você não envelheça. Que você seja a mesma de quando tinha 18 anos e que ainda faça as mesmas coisas. E pior, quando você está bem e exibe pernões num flagra de shortinho saindo de uma academia, agências resolvem colocar celulites em você... Não importa o que você faça, sempre haverá pessoas te apontando e julgando, como se você fosse um objeto e não um ser humano, uma mãe e uma pessoa cujos maiores sonhos te proporcionaram dor e lágrimas. Se eu pudesse te dizer apenas uma coisa seria pra você continuar sendo você mesma, usando seus moletons rasgados e passeando sem nenhum resquício de maquiagem no rosto. Para mim, você é perfeita exatamente como é. Eu olho para você hoje e ainda enxergo a doce menina do clube do Mickey, ainda vejo em ti a artista que me proporcionou os momentos mais alegres da minha vida.
Ainda que a mídia queira cuspir você fora e que pessoas ruins digam que seu tempo já passou, você continua me representando neste mercado saturado, repleto de mesmice e de gente querendo reproduzir o que você já fez.
Se sob este chão
De uma mina brota o rio
E ela é invisível
Como o vento, o som e o frio
O sopro de uma brisa
Insiste em nos dizer
Que o que é real
Nem sempre é o que se vê
Para mim tem que acreditar
Milagres só vem de sonhos sem fim
O Simbolismo da Vassoura
As avós sábias nos ensinaram que varrer é uma prática ancestral de empoderamento feminino.
Quando uma mulher varre, limpa e põe em ordem a energia do espaço e ao mesmo tempo limpa e põe ordem seu coração.
Colocar o coração em ordem significa colocá-lo em sintonia e harmonia com a vibração do amor ...
Se você estiver com raiva, varre sua raiva.
Se você sentir ciúmes, varre o seu ciúme.
Se você se sentir triste, varre sua tristeza.
Se você estiver ansiosa, varre a sua ansiedade.
Se você se sentir desvalorizado, varre a sua baixa auto-estima.
Varra as coisas ruins da sua vida, mentalize e limpe.
Sempre de dentro pra fora, comece do último ambiente até a porta da rua ou a lixeira.
Sempre quando pudermos, devemos pegar a vassoura e fazer a limpeza do nosso ambiente (residencial e comercial), com o pensamento focado na limpeza que desejamos.
A vassoura torna-se um instrumento de poder quando a mulher que a dirige faz isso, conscientemente, para endireitar seu coração, sua vida.
Como o mar só é mar porque tem água, como o infinito só é infinito porque não tem fim...Eu só sou eu porque tenho você na minha vida!
E minha intensidade de amar é a maior que alguém poderia ter...tenho sede do seu amor, tenho necessidade da sua presença, meu ar, meu suspiro de vida, você é o meu ponto vital!
E pode ter certeza que esse amor eterno, é mais eterno que a eternidade, esse amor infinito, é mais infinito que o infinito...pois o infinito e a eternidade só existem porque conhecem nosso amor...
E eu Te Amo Além do Amor e além de Tudo que seja Infinito e eterno...Meu Amor é muito mais que Tudo isso!
Te Amo Muito!
"Dicadeumaleonina"
Cuide bem de você
Tome conta de si, reajuste-se, pergunte-se
Inclua o necessário, desligue o menos importante
Abra mão quando for preciso.E se ver que vale a pena,insista
Aumente a beleza do verbo permanecer
Os deuses condenaram Sísifo a rolar incessantemente uma rocha até o cume de uma montanha de onde a pedra se precipitava por seu próprio peso. Eles pensaram com alguma razão que não há punição mais terrível que o trabalho inútil e sem esperança.
TRAVESSO
"Quero um peito travesseiro, que cheire a capim-limão, em que se possa atravessar o mundo inteiro - ser onde sonho e faço de chão. Desejo que, qualquer planeta que orbite ao redor de mim, deixe o medo para o fim ou até que a lua volte. Subirei em minhas sobrancelhas para ver o meu amor passar naquela rua, até o gosto me vir à boca, e eu sorrir sem respirar. Pois, do ventre donde que saí, hoje há parreiras e vinho etílico. Preu - que sou travesso - já não o meu lugar."
Fabrício Hundou
ESTAÇÃO
Em algum vagão
Enrijeço a minha nuca de desdém
Não vago em vão e não alugo peito
Não penso em mais ninguém
Só num pronto-abraço que me espera
Na estação mais farta que a primavera
Aonde o meu desembarcar
Pisa efêmero nos trilhos
Em que vou descarrilar
O meu breve juízo
Outra vez
TRATANDO DE MIM
"Quando se trata de mim, eu mesmo dou um trago e dano a boca a falar ainda qu'eu tenha medo, da criança que nina entre os meus dedos, acordar e não parar de sonhar. Livrai-me, Deus, dessa doidice. Eu tenho medo dela contar como dançam tristes as lembranças do meu último sorriso. Isso não é segredo - eu duvido. E me tratando, sempre me curo em outro beijo ou na falta de juízo."
SURRA POÉTICA
Levei uma surra poética
Que me fez menos osso
E menos patética
Que me pôs a chorar em rimas
E soluçar em soluções salinas
Que não me fez nobre
Nem pobre
Apenas apanhei das letras
Lapidei a carne com certezas
Uma surra surreal
Que me fez pingar
Até a vela apagar
E escurecer tudo
Em pleno dia
RE(VOLTA)
"Por enquanto, vão encontrar apenas um grande oco, um eco que sai do esôfago sem esforço e charme algum. Eu só volto quando ganhar mais quilos, quando a lua nascer no meu umbigo e os meus cabelos tocarem os mapas nos meus joelhos. Algum calendário quer me abraçar."
SONS SEM GAIOLAS
Ali, naquele galho retorcido
Repousam pássaros
Em ninhos ornamentados
Pequenas flautas com asas
Por si, são embelezados
Pelo torpor da existência
Ali, átrios e ventrículos se contorcem
O som tem insônia
O eco toca campainhas em hiatos
Sem perturbar nenhum átomo
E, a melodia mais bonita, foi cantada
Com saudade
Se conseguir ouvir
Diga-me que SIMbemol
Um par de asas
Um par de orelhas
Batem com muita fugacidade
Para ouvir a tua voz
O teu sorriso é um piano completo
Cada tecla me desafina
Me retoca o batom
Sei que meu pássaro logo passará
Esteja isento de ingressos
Ingressa-te livremente
No paraíso dos meus sons
Onde não há serpente
Nem maçãs
Só há pássaros vermelhos
Que passam nos meus lábios
E entram em espelhos
Espanto os corvos bons
Não me deixe em pausas
Contorça-me em teus tons
CHEIRO SEM NEXO
Quando chove em minha casa
Telha exala as horas
Eu não sei que horas são
Em espelhos de janela
Ladro ao primeiro vento que vier
A chinela emborcada
Desde que deitei
Testou minha fé
Ninguém sabe a oração
Se amanhã eu parir só rimas
Minhas metáforas
Adestradas pela vergonha na cara
Virão abraçar as tuas silhuetas
E na mesma cena e palco
Saberá que o equilíbrio ensaboado
Escorregou do meu meu corpo
E foi parar no ralo
Pelos logradouros que passou
Deixou o rastro
Não promete retornar.
Ai, que cheiro que deixou...!
CAIXA DE FÓSFORO
Pobre deu que sou de calores
Fervor, cama, leito e aconchego
Fui me atear nesse mundo de dois vértices
Sem saber
Que pro meu fogo
Gente desse bioma
Se esquiva
Pobre de quem não é febril
Perde a fé e o brio
De se inflamar nesses meus braços
Sem saber
Que nessa caixa de fósforo
Nem espirro
Eu posso dar
Eu um suspiro
Eu te desejo!
Em um suspiro
Lembro do seu jeito!
Como um gavião que voa
Ao raiar pensando
Que um dia tudo aquilo irá acabar.
