Shelley
Porque deixaste os caminhos batidos pelos homens
Tão cedo e, com mãos frágeis, mas coração forte,
Enfrentaste o dragão insaciável em seu covil?
Indefeso como eras,
Onde estava a sabedoria, esse escudo espelhado...?
[Encontrado em "Os dragões do Éden" de Carl Sagan. Tradução de Ana Falcão Bastos. Gradiva.]
Destruir o que outra pessoa amava nunca trouxe de volta o que você havia perdido. Tudo o que fez foi espalhar a dor como um contágio.
O que alguém é não significa nada sobre o tipo de pessoa que ela é. A verdade está nas ações.
Aprenda a querer algo para você. Não o que alguém diz que você deveria querer. Não o que você pensa que deveria querer. Não passe a vida pensando apenas no dever. Quando tudo o que temos são esses breves períodos entre nossas inexistências, por que não aproveitar ao máximo a vida que está vivendo agora? O preço vale a pena.
Sabe o que é pior do que sofrer? Não sofrer, porque não você nem está vivo para sentir isso.
As pessoas dizem que um único dia sem um amigo querido pode parecer três outonos.
Homens da Inglaterra, por que arar
para os senhores que vos mantêm na miséria?
Por que tecer com esforço e cuidado
as ricas roupas que vossos tiranos vestem?
Por que alimentar, vestir e poupar
do berço até o túmulo,
esses parasitas ingratos que
exploram vosso suor – ah, que bebem vosso sangue?
Por que, abelhas da Inglaterra, forjar
muitas armas, cadeias e açoites
para que esses vagabundos possam desperdiçar
o produto forçado de vosso trabalho?
Tendes acaso ócio, conforto, calma,
abrigo, alimento, o bálsamo gentil do amor?
Ou o que é que comprais a tal preço
com vosso sofrimento e com vosso temor?
A semente que semeais, outro colhe.
A riqueza que descobris, fica com outro.
As roupas que teceis, outro veste.
As armas que forjais, outro usa.
Semeai – mas que o tirano não colha.
Produzi riqueza – mas que o impostor não a guarde.
Tecei roupas – mas que o ocioso não as vista.
Forjai armas – que usareis em vossa defesa.
