Boca na boca O bom mesmo, é deixar com... Pedreiro Poeta Rústico
Boca na boca
O bom mesmo,
é deixar com que a boca fale na outra boca, todos os desejos que permeiam os pensamentos involuntariamente.
Deixar que o silêncio ceda espaço ao toque, onde o verbo vira carne e o sopro vertigem.
Que os olhos se fechem para que a pele enxergue tudo aquilo que as palavras não dão conta de dizer.
Sem pressa, sem roteiro, sem rédeas, apenas a urgência viva de dois corpos que se encontram,
e descobrem, no calor de um abraço apertado, que o pensamento mais bonito é aquele que a gente realiza.
Que o fôlego falte e a carne incendeie,
no compasso cego de duas vontades que se despem.
Não permitindo tempo para o freio ou para o juízo, quando a pele puxa, arranha e pede o abismo.
Um encaixe febril,
sem trégua,
sem pausa,
onde o toque consome e a saliva batiza o caos.
Sussurros roucos cravados na noite,
no incêndio perfeito de dois corpos que se devoram.
Eu dentro de ti
tocando tua alma,
Você entregando a mim sem pudor,
o néctar da vida!
*Pedreiro Poeta Rústico*
