Quem sou Eu? #4 Me apaixonei pela pessoa... RENAN RUSSINI
Quem sou Eu ? #4
Me apaixonei pela pessoa por quem não deveria me apaixonar. Me aproximei de quem não deveria me aproximar [...]
Dessa vez, não estou falando do meu ego. No entanto, por mais excelente que tenha sido a sensação, ademais, não foi.
Chegou com uma tranquilidade, com uma voz tão suave e uma presença tão intelectual que uma xícara de café não superaria minhas expectativas. E nem estou me referindo ao “Café com Amor”, mas às lembranças, ao toque perfeito, à mão tão suave. E o carinho era real.
A impressão que tive foi a de que fomos feitos um para o outro, porém da maneira errada. E, sim, minha vida estava em meio ao caos, e, nessa crônica, a frase “Quem sou eu?” vai fazer muito sentido.
Eu até poderia te amar, mas você já é dileto por alguém muito especial. E, em meio ao cais, não há espaço para erros, apesar de o alicerce já estar danificado. Portas e janelas não fecham mais, e a poeira da angústia já entrou, e não me sobrou tempo para limpar.
No meu cais, assumi o risco de entender que o sofrimento faz parte do processo e que a maturidade nunca foi sobre idade, e sim sobre assumir esse risco.
Nessa história tão diferente, que sufoca minha mente até os dias de hoje, cheguei a perguntar: “Quem sou eu?”
Não estou preocupado com como você vai interpretar essa crônica. Ela é tão real quanto as máculas criadas em meio aos cais. E, nessa briga entre paixões e demônios, vence aquele com quem meu ego se dá melhor, pois ainda não sei: “Quem sou eu?”
